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<p>Geraldo Neto afirmou que o pai e a mãe de Gisele já iriam atribuir a ele a morte da filha</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Gisele Alves Santana / Instagram</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/03/design-sem-nome-58-345x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/03/design-sem-nome-58-750x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">De acordo com as investigações, Gisele foi alvejada com um tiro na cabeça na manhã do dia 18 de fevereiro<br /></span></div>
<p><?xml encoding="UTF-8"???></p>
<p>O<strong> tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto</strong>, preso apontado como principal suspeito de atirar e matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, evitou se encontrar com os pais da vítima no dia em que a PM foi baleada.</p>
<p>Em<strong> interrogatório feito à Polícia Civil</strong>, <strong>Neto disse que temia a reação dos sogros</strong>, uma vez que, segundo o militar, o pai e a mãe de Gisele já iriam atribuir a ele a morte da filha.</p>
<p>“A orientação das psicólogas e do meu comandante é que os familiares da Gisele estavam vindo para o Hospital das Clínicas e <strong>temeríamos a atitude do pai e da mãe dela</strong> em relação a mim se nos encontrássemos pessoalmente”, disse Geraldo Neto, ao responder sobre não ter visto Gisele após a notícia da morte da esposa. “<strong>Na cabeça deles, eu que teria matado a filha deles</strong>“.</p>
<p>De acordo com as investigações, <strong>Gisele foi alvejada com um tiro na cabeça na manhã do dia 18 de fevereiro</strong>, no apartamento onde o casal vivia, no Brás, região central de São Paulo. Neto alega que ela cometeu suicídio após ele anunciar o desejo de romper o casamento.</p>
<p>Entretanto, a <strong>Polícia Civil identificou contradições no depoimento dele</strong> e provas periciais que apontam Geraldo como autor do crime. Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual.</p>
<p>Na manhã de 18 de fevereiro, Gisele foi socorrida e levada ainda com vida para o Hospital das Clínicas. No depoimento à polícia, Geraldo conta que foi até a unidade acompanhado de duas psicólogas do Núcleo de Apoio Psicossocial (NAPS). Ele alega que tentou ver a esposa, mas que <strong>uma recepcionista o impediu de entrar no centro cirúrgico</strong>.</p>
<p>Geraldo relata que voltou ao estacionamento, entrou no carro e aguardou por mais de três horas, das 9h até 12h30. Perto deste horário, ele diz que recebeu de um colega a informação sobre a morte de Gisele – ela morreu 12h04. Na sequência,<strong> ele se deslocou para o Comando de Policiamento Metropolitano 1, localizado na Rua Vergueiro</strong>.</p>
<p>Lá, ele chegou a ser atendido por um enfermeiro – alegava estar muito abalado e com pressão alta – e ficou deitado em uma sala sob o auxílio das psicólogas. Por volta das 15h, outro militar o teria abordado e dito que ele deveria ir até o 8° Distrito Policial (Belenzinho) para prestar depoimento.</p>
<p>“Daí a gente chegou aqui (8° DP), eu entrei, eu subi a escada, fiquei em alguma sala aqui em cima, para não acontecer de encontrar com os pais da Gisele”, afirmou.</p>
<p>I<strong>ndagado pelo delegado sobre o motivo de se esquivar do encontro</strong>, Neto explicou que as psicólogas que acompanhavam os sogro e próprio militar conversaram entre si e entendido que <strong>era melhor evitar o contato</strong>. Conforme dito em depoimento, Geraldo Neto descreveu os sogros como “hostis”.</p>
<p>“Parece que os pais dela foram lá (necrotério), e depois eles vieram aqui (delegacia) para serem ouvidos. Daí, para não acontecer de a gente se encontrar (…) eu fiquei aqui em cima e eles ficaram lá embaixo”, disse.</p>
<p>O delegado o questiona de novo: “Então, a sua reação era não encontrar (os pais de Gisele)? (Era) respeitar as orientações das psicólogas ali”? O tenente-coronel responde: “<strong>Os pais dela sempre foram muito hostis</strong>“.</p>
<h2>‘Você foi visitá-la no cemitério’?</h2>
<p>No interrogatório, o <strong>delegado aponta a Geraldo que o tenente-coronel deixou de ver o corpo da esposa</strong> desde o momento do disparo e<strong> não foi ao enterro da mulher</strong>. “Desde o dia 18 (de fevereiro), você nunca mais viu o corpo dela. Nunca mais. Você já foi visitá-la no cemitério?”. “Não, doutor. <strong>Estou desarmado. Eu temo pela minha vida</strong>, respondeu o tenente-coronel.</p>
<p>O interrogatório aconteceu em 18 de março, após Neto ser detido depois de ter o seu pedido de prisão expedido pela Justiça.</p>
<h2>Entenda o caso</h2>
<p><strong>Gisele morreu com um tiro na cabeça na manhã do dia 18 de fevereiro</strong>, no apartamento em que ela vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto. Só o casal estava em casa.</p>
<p>O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas foi modificado para morte suspeita após a família da vítima relatar que ela vivia uma relação abusiva, <strong>com excesso de controle e ciúmes por parte de Geraldo Neto</strong>.</p>
<p>A <strong>polícia afirma que versão do tenente-coronel não se sustenta</strong> e que Gisele foi assassinada pelo marido, ou seja, vítima de feminicídio. A conclusão foi feita com base em uma série de indícios técnicos que a perícia encontrou durante a apuração do caso.</p>
<h2>Entre as evidências estão:</h2>
<p>– <strong>marcas de unha na região do pescoço e do rosto de Gisele</strong>;</p>
<p>– manchas de sangue dela no banheiro, na bermuda e na toalha de Geraldo Neto;</p>
<p>– maneira como a arma foi encontrada na mão da vítima;</p>
<p>– modo como o corpo da policial estava disposto no chão indicando uma provável manipulação da cena do crime.</p>
<p>Outro importante elemento analisado pelos investigadores foi a relação do casal. A Polícia Civil extraiu as <strong>mensagens trocadas por Geraldo Neto e Gisele</strong> e identificou o<strong> histórico de constantes brigas</strong>, instabilidade. Gisele era submetida a um casamento violento, de muito controle, ameaças e ciúmes.</p>
<p>Para a polícia, esses <strong>diálogos desmentiram a versão do tenente-coronel</strong> de que ele desejava o divórcio. O interesse pela separação, na verdade, partia de Gisele e era Geraldo quem impunha uma resistência ao término.</p>
<p>Além disso, o próprio comportamento de Geraldo após o episódio também levantou suspeitas: segundo a polícia, ele teria acionado o resgate cerca de 30 minutos após o tiro, apagado mensagens do celular de Gisele e ter insistido para tomar banho depois da esposa ter sido socorrida, o que caracterizou como uma estratégia para eliminar supostas provas, como o sangue da vítima.</p>
<p>A<strong> corregedoria da Polícia Militar também</strong> abriu uma investigação e tanto a Justiça Militar como a Justiça Comum decretaram a prisão do tenente-coronel. Geraldo Neto foi detido no dia 18 de março e aguarda julgamento.</p>
<p><em>*Estadão Contéudo</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/tenente-coronel-evitou-sogros-no-dia-da-morte-de-gisele-por-temer-reacao.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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