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<p><strong>O agravamento da guerra no Oriente Médio fez o governo prorrogar o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina.</strong> Em vigor desde 25 de maio, o benefício acabaria no sábado (25) e foi <strong>estendido por 30 dias a partir de domingo (26)</strong>.</p>
<p>O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assinou nesta quinta-feira (23) à noite a portaria com a extensão do subsídio, criado para reduzir os impactos do conflito guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil. </p>
<p><strong>O subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel continua em vigor.</strong> No último dia 16, o Congresso Nacional prorrogou, por 60 dias, a<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/mpv/mpv1363.htm" target="_blank"> Medida Provisória 1.363</a>, que instituiu a subvenção.</p>
<h2>O que é o subsídio?</h2>
<p>Chamado oficialmente de subvenção econômica, <strong>o subsídio é um incentivo pago pelo governo aos produtores e importadores de combustíveis para reduzir o impacto da alta dos preços internacionais sobre o consumidor</strong>.</p>
<p>Na prática, o governo cobre parte do custo da gasolina, permitindo que o aumento nas refinarias ou no mercado internacional chegue de forma mais branda aos postos.</p>
<p>O pagamento é feito diretamente aos produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).</p>
<h2>Por que o governo quer prorrogar?</h2>
<p>A principal razão é a nova disparada do preço do petróleo no mercado internacional.</p>
<p>Depois de um período de queda em junho, o barril do petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar US$ 100 nesta semana, pressionado pela retomada dos conflitos no Oriente Médio.</p>
<p>Segundo o Ministério da Fazenda, esse cenário levou a equipe econômica a reavaliar o fim do benefício.</p>
<p>Em nota enviada à <strong>Agência Brasil</strong>, mais cedo, a pasta já havia informado que estava em discussão &#8220;possível ato para viabilizar sua prorrogação, sem, ainda, decisão certa sobre prazo e valor&#8221;, acrescentando que a medida dependeria de novas avaliações.</p>
<h2>Guerra influencia</h2>
<p>O governo havia sinalizado que poderia encerrar o subsídio da gasolina neste mês após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irã, em junho, que reduziu temporariamente o preço do petróleo.</p>
<p>No entanto, a retomada das tensões mudou o cenário.</p>
<p>No início de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo com o Irã havia fracassado e afirmou que não pretendia retomar as negociações. A escalada do conflito voltou a pressionar o mercado internacional de petróleo.</p>
<p>Além disso, ataques a petroleiros no Mar Vermelho e os riscos para a navegação na região elevaram as preocupações sobre a oferta mundial da commodity.</p>
<h2>Impacto no Brasil</h2>
<p>O petróleo é a principal matéria-prima utilizada na produção de gasolina, diesel e querosene de aviação.</p>
<p>Quando o barril sobe no mercado internacional, o custo dos combustíveis também tende a aumentar, pressionando a inflação e elevando despesas com transporte de passageiros e de cargas.</p>
<p>Foi justamente para reduzir esse impacto que o governo criou as subvenções temporárias aos combustíveis.</p>
<p>Poucos dias após o lançamento do subsídio da gasolina, por exemplo, a Petrobras elevou em R$ 0,48 por litro o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Com a ajuda do governo, o reajuste efetivo foi reduzido para cerca de R$ 0,04 por litro.</p>
<h2>Diesel continua</h2>
<p>O subsídio ao diesel permanece garantido. A medida provisória que instituiu o benefício de R$ 1,12 por litro foi prorrogada por mais 60 dias.</p>
<p>Pela regra, ao fim de cada período de dois meses, o ministro da Fazenda poderá manter, alterar ou encerrar a subvenção, desde que comunique previamente os beneficiários com pelo menos 15 dias de antecedência.</p>
<p>Outro subsídio para o diesel, de R$ 0,35, foi revogado em 1º de julho, após dois meses em vigor. Na ocasião, o barril do petróleo estava em torno de US$ 70, o que levou a equipe econômica a retirar o benefício.</p>
<h2>Outras medidas</h2>
<p>Além dos subsídios, o governo também adotou ações para reduzir os efeitos da alta do petróleo sobre os preços internos.</p>
<p>Na semana passada, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, medida válida inicialmente por 180 dias.</p>
<p>A expectativa do governo é que o maior uso de biocombustível ajude a reduzir a dependência da gasolina derivada do petróleo e contribua para conter novos aumentos nos preços ao consumidor.</p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/subsidio-de-r-044-por-litro-da-gasolina-pode-ser-prorrogado">Fonte: Clique aqui</a></p>


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