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<p>A menopausa deixou de ocupar apenas o espaço dos consultórios e passou a integrar as discussões sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida. Durante décadas, muitas pessoas trataram os sintomas dessa fase com naturalidade excessiva ou até como motivo de piada. No entanto, a ciência mudou esse cenário e, atualmente, especialistas defendem uma abordagem baseada em informação, acolhimento e tratamento individualizado. Assim, as mulheres podem atravessar essa etapa com mais conforto, autonomia e qualidade de vida.</p>
<p>Muito além da interrupção da menstruação, a menopausa representa uma transição biológica marcada por mudanças hormonais capazes de impactar diferentes sistemas do organismo. Além disso, esse período costuma coincidir com transformações importantes na vida pessoal e profissional. Filhos deixam a casa, pais envelhecem, novos desafios surgem na carreira e muitas mulheres passam a olhar para si mesmas de outra forma.</p>
<blockquote>
<p><strong>“A menopausa não é um colapso. É uma transição biológica complexa, marcada por mudanças hormonais que afetam praticamente todos os sistemas do organismo, do cérebro aos ossos, da pele ao coração”</strong>, explica Izabelle Gindri, especialista em saúde hormonal, PhD em Engenharia Biomédica pela University of Texas at Dallas (UTD), cientista, farmacêutica, cofundadora e CEO da bio meds Brasil.</p>
</blockquote>
<figure id="attachment_11667" aria-describedby="caption-attachment-11667" style="width: 366px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11667" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Perimenopausa é quando os primeiros sintomas costumam aparecer</strong></h4>
<p>Embora os médicos confirmem a menopausa apenas após 12 meses consecutivos sem menstruação, muitas mulheres começam a sentir mudanças anos antes. Esse período recebe o nome de perimenopausa e se caracteriza pelas oscilações dos níveis de estrogênio e progesterona.</p>
<p>Por isso, surgem sintomas que podem comprometer significativamente a rotina. Entre os mais frequentes estão:</p>
<ul>
<li>Ondas de calor;</li>
<li>Suores noturnos;</li>
<li>Alterações no sono;</li>
<li>Ansiedade;</li>
<li>Oscilações de humor;</li>
<li>Dificuldade de concentração;</li>
<li>Redução da libido;</li>
<li>Ressecamento vaginal;</li>
<li>Fadiga persistente;</li>
<li>Ganho de gordura abdominal.</li>
</ul>
<p>Ao mesmo tempo, muitas mulheres relatam a sensação de não reconhecer mais o próprio corpo. Apesar disso, ainda é comum ouvir que essas mudanças “fazem parte da idade” ou que basta aprender a conviver com elas. No entanto, os especialistas alertam que os sintomas merecem atenção quando comprometem a qualidade de vida.</p>
<h4><strong>Reposição hormonal voltou a ganhar espaço no tratamento</strong></h4>
<p>Por outro lado, os avanços da medicina ampliaram as opções de tratamento. Nos últimos anos, especialistas voltaram a indicar a terapia de reposição hormonal para mulheres elegíveis, sempre após avaliação clínica individualizada.</p>
<p>Além disso, os números mostram que a menopausa representa um importante desafio para a saúde pública. Estima-se que mais de 1 bilhão de mulheres no mundo estejam na pós-menopausa. Cerca de 75% apresentam sintomas vasomotores, como ondas de calor e suores noturnos. Aproximadamente um quarto delas convive com manifestações intensas capazes de prejudicar o trabalho, o sono, a vida sexual e a saúde mental.</p>
<p>De acordo com a International Menopause Society (IMS), a terapia hormonal permanece como o tratamento mais eficaz para aliviar os sintomas vasomotores — como ondas de calor e suores noturnos — em mulheres com indicação clínica e sem contraindicações. No entanto, a decisão deve ser individualizada, considerando o histórico de saúde, os fatores de risco e as preferências de cada paciente.</p>
<p>Nesse contexto, Izabelle Gindri destaca que a reposição hormonal pode trazer benefícios importantes quando existe indicação médica.</p>
<blockquote>
<p><strong>“Quando indicada para mulheres saudáveis, especialmente antes dos 60 anos ou nos primeiros dez anos após a menopausa, a reposição hormonal apresenta benefícios que frequentemente superam os riscos. Ela reduz as ondas de calor, melhora o sono, protege a saúde óssea, ajuda na lubrificação vaginal e pode devolver qualidade de vida a mulheres que convivem diariamente com sintomas incapacitantes”</strong>, afirma.</p>
</blockquote>
<p>Apesar dos benefícios, a terapia não representa uma solução universal. O médico deve considerar o histórico familiar, doenças pré-existentes, fatores de risco, estilo de vida e os objetivos de cada paciente antes de definir a melhor estratégia. Em alguns casos, terapias não hormonais também oferecem bons resultados.</p>
<p>Além disso, os pesquisadores passaram a personalizar cada vez mais o tratamento, adaptando-o às necessidades individuais de cada mulher. Essa evolução ocorreu depois que a comunidade científica reavaliou os resultados do histórico estudo <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.whi.org/" target="_blank" rel="noopener">Women’s Health Initiative (WHI).</a></p>
<figure id="attachment_11666" aria-describedby="caption-attachment-11666" style="width: 348px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11666" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Menopausa também representa uma mudança de perspectiva</strong></h4>
<p>Mais do que as alterações hormonais, a menopausa marca uma nova fase da vida. Pela primeira vez, uma geração de mulheres recusa a ideia de que envelhecer significa perder espaço ou protagonismo. Em vez disso, muitas seguem ocupando cargos de liderança, empreendem, iniciam novos relacionamentos, praticam atividades físicas e investem na própria saúde.</p>
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<p><strong>“Falar sobre hormônios deixa de ser apenas uma conversa médica. Torna-se uma discussão sobre autonomia, saúde, mercado de trabalho, autoestima e direitos. Porque talvez aquela mulher considerada ‘difícil’ apenas tenha deixado de silenciar desconfortos, de aceitar sobrecargas e de colocar as necessidades de todos acima das suas”,</strong> reforça Izabelle Gindri.</p>
</blockquote>
<p>Assim, a menopausa não transforma apenas os hormônios. Ela também muda prioridades, amplia o autoconhecimento e incentiva muitas mulheres a colocarem a própria saúde em primeiro plano. Com informação de qualidade, acompanhamento médico e tratamento adequado quando necessário, é possível viver essa fase com mais bem-estar, autonomia e qualidade de vida.</p>
<p>Embora exista consenso entre as principais sociedades médicas de que a terapia hormonal é a intervenção mais eficaz para o controle dos sintomas vasomotores em mulheres elegíveis, especialistas ressaltam que ela não deve ser indicada de forma indiscriminada. A escolha do tratamento deve ser compartilhada entre médica(o) e paciente, após avaliação dos benefícios, riscos e alternativas disponíveis.</p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/menopausa-ciencia-muda-visao-sobre-essa-fase-e-reforca-que-sintomas-tem-tratamento/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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