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<p>Secretaria de Segurança Pública abriu um procedimento administrativo que pode terminar na expulsão Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito pelo feminicídio de Gisele Alves Santana</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Gisele Alves Santana / Instagram</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/03/design-sem-nome-58-345x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/03/design-sem-nome-58-750x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">A polícia afirma que versão do tenente-coronel não se sustenta e que Gisele foi assassinada pelo marido, ou seja, vítima de feminicídio.<br /></span></div>
<p><?xml encoding="UTF-8"???></p>
<p>A <strong>Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) aposentou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto</strong>, de 53 anos, preso sob acusação de<strong> matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana</strong>, com um tiro na cabeça. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (2), por meio de uma portaria de inatividade.</p>
<p>O tenente-coronel recebia cerca de<strong> R$ 28 mil brutos, o equivalente a aproximadamente R$ 15 mil líquidos</strong>. Segundo estimativas da <strong>Jovem Pan</strong>, na aposentadoria, ele deve passar a receber cerca de <strong>R$ 21 mil brutos, com rendimento líquido estimado entre R$ 15 mil e R$ 18 mil.</strong></p>
<p>A Secretaria de Segurança Pública (SSP) deu entrada, na segunda-feira (30), em um procedimento que pode terminar na expulsão de Geraldo Neto.</p>
<p>A <strong>Jovem Pan</strong> entrou em contato com a corporação para saber se a <strong>aposentadoria interfere no processo de expulsão em andamento</strong>, bem como para confirmar se, em caso de eventual condenação e <strong>perda da patente, o oficial também perde o direito à remuneração da aposentadoria. </strong>Se houver resposta, o texto será atualizado.</p>
<h2>Entenda o caso</h2>
<p><strong>Gisele foi encontrada morta em seu apartamento no Brás,</strong> região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. O caso inicialmente foi tratado como suicídio, mas mudou para feminicídio e fraude processual após o andamento das investigações. Em 18 de março, Geraldo foi levado e está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes.</p>
<p>O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas foi modificado para morte suspeita após a família da vítima relatar que ela vivia uma relação abusiva, <strong>com excesso de controle e ciúmes por parte de Geraldo Neto</strong>.</p>
<p>A <strong>polícia afirma que versão do tenente-coronel não se sustenta</strong> e que Gisele foi assassinada pelo marido, ou seja, vítima de feminicídio. A conclusão foi feita com base em uma série de indícios técnicos que a perícia encontrou durante a apuração do caso.</p>
<p><strong>Entre as evidências estão:</strong></p>
<p style="padding-left: 40px;">– <strong>marcas de unha na região do pescoço e do rosto de Gisele</strong>;<br />– manchas de sangue dela no banheiro, na bermuda e na toalha de Geraldo Neto;<br />– maneira como a arma foi encontrada na mão da vítima;<br />– modo como o corpo da policial estava disposto no chão indicando uma provável manipulação da cena do crime.</p>
<p>Outro importante elemento analisado pelos investigadores foi a relação do casal. A Polícia Civil extraiu as <strong>mensagens trocadas por Geraldo Neto e Gisele</strong> e identificou o<strong> histórico de constantes brigas</strong>, instabilidade. Gisele era submetida a um casamento violento, de muito controle, ameaças e ciúmes.</p>
<p>Para a polícia, esses <strong>diálogos desmentiram a versão do tenente-coronel</strong> de que ele desejava o divórcio. O interesse pela separação, na verdade, partia de Gisele e era Geraldo quem impunha uma resistência ao término.</p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/caso-gisele-tenente-coronel-e-aposentado-pela-pm-e-deve-receber-cerca-de-r-21-mil.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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