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<p>A <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://sbn.org.br/publico/doencas-comuns/infeccao-urinaria/" target="_blank" rel="noopener">infecção urinária</a> segue entre os problemas de saúde mais frequentes, especialmente entre as mulheres. Segundo dados da <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://sbu-df.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)</a>, cerca de 50% das mulheres terão ao menos um episódio da condição ao longo da vida. Embora seja comum, especialistas alertam que hábitos rotineiros muitas vezes ignorados podem aumentar significativamente o risco do problema.</p>
<p>A doença ocorre quando microrganismos, principalmente bactérias, invadem alguma parte do trato urinário. Na maioria dos casos, a contaminação acontece por fatores relacionados à higiene inadequada, baixa ingestão de líquidos ou comportamentos que favorecem a proliferação bacteriana. Por isso, identificar os sinais precocemente e adotar medidas preventivas faz diferença para evitar complicações.</p>
<p>De acordo com a ginecologista, obstetra e gineco-endocrinologista Loreta Canivilo, alguns hábitos considerados simples podem contribuir diretamente para o surgimento da infecção. Entre eles estão segurar a urina por longos períodos, higienizar-se incorretamente após evacuar, usar roupas íntimas muito apertadas ou de tecidos sintéticos e consumir pouca água ao longo do dia.</p>
<p><strong>“Esses hábitos favorecem a proliferação de bactérias na região íntima e aumentam o risco de elas atingirem o trato urinário”,</strong> explica a especialista.</p>
<figure id="attachment_10205" aria-describedby="caption-attachment-10205" style="width: 338px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-10205" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Tipos de infecção exigem atenção aos sintomas</strong></h4>
<p>A infecção urinária pode atingir diferentes regiões do sistema urinário e apresentar níveis variados de gravidade. A <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://bvsms.saude.gov.br/cistite/" target="_blank" rel="noopener">cistite</a>, por exemplo, é a forma mais comum e afeta a bexiga. Nesse caso, os sintomas mais frequentes incluem ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e desconforto na parte inferior do abdômen.</p>
<p>Já a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.urologiauerj.com.br/livro-uro/capitulo-16.pdf" target="_blank" rel="noopener">pielonefrite</a> é considerada mais grave, pois atinge os rins e pode provocar febre alta, dores lombares e calafrios. Nessas situações, o atendimento médico deve ser procurado rapidamente para evitar complicações.</p>
<p>Além disso, a uretrite afeta a uretra e, em muitos casos, está associada a infecções sexualmente transmissíveis. Por esse motivo, o diagnóstico correto é fundamental para definir o tratamento mais adequado.</p>
<p>Entre os sinais mais comuns da infecção urinária também estão urgência para urinar, sensação de bexiga cheia mesmo após ir ao banheiro, dor pélvica e presença de sangue na urina. Em quadros mais avançados, a febre pode indicar agravamento da infecção.</p>
<p>“<strong>É fundamental que, ao perceber esses sinais, a pessoa procure atendimento médico para diagnóstico correto e início do tratamento adequado”</strong>, orienta Loreta Canivilo.</p>
<h4><strong>Automedicação pode agravar o problema</strong></h4>
<p>O tratamento costuma ser realizado com antibióticos prescritos por um profissional de saúde. Paralelamente, o aumento da ingestão de água ajuda na eliminação das bactérias e auxilia na recuperação do organismo.</p>
<p>No entanto, especialistas alertam que a automedicação representa um risco importante. O uso inadequado de antibióticos pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e contribuir para a resistência bacteriana.</p>
<p>“<strong>O uso indiscriminado de antibióticos pode mascarar sintomas e contribuir para a resistência bacteriana, tornando o quadro mais difícil de tratar</strong>”, destaca a ginecologista.</p>
<h4><strong>Mudanças simples ajudam na prevenção</strong></h4>
<p>Apesar da alta incidência, a prevenção da infecção urinária pode ser feita com medidas simples no dia a dia. Entre as principais recomendações estão beber bastante água, evitar segurar a urina, manter uma higiene íntima adequada e optar por roupas íntimas de algodão.</p>
<p>Além disso, urinar após as relações sexuais também ajuda a reduzir o risco de proliferação bacteriana. Outro cuidado importante envolve evitar duchas íntimas e produtos perfumados na região genital, já que eles podem alterar a flora natural da região.</p>
<p>Manter uma alimentação equilibrada e fortalecer a imunidade também contribuem para a proteção do organismo contra infecções recorrentes.</p>
<p>“<strong>Pequenas mudanças no dia a dia fazem grande diferença na saúde urinária e na qualidade de vida, especialmente das mulheres, que são mais suscetíveis à infecção”</strong>, ressalta Loreta.</p>
<p>Para a especialista, informação e atenção aos sinais do corpo continuam sendo os principais aliados na prevenção e no cuidado com a saúde íntima.</p>
<blockquote>
<h5>“<strong>Cuidar da saúde íntima deve ser parte da rotina. Informação e atenção aos sinais do corpo são fundamentais para evitar complicações e recorrências”</strong>, conclui.</h5>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/infeccao-urinaria-habitos-comuns-aumentam-os-riscos/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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