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<p>O cenário das emergências cardiológicas mudou de forma significativa nos últimos anos. A imagem clássica do paciente enfartando, tradicionalmente associada a um homem idoso com dor intensa no peito, vem sendo, gradualmente, substituída por um perfil mais jovem e, cada vez mais, feminino.</p>
<p>De acordo com dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.portal.cardiol.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)</a>, enquanto a mortalidade cardíaca em idosos apresenta relativa estabilidade, sobretudo devido aos avanços no tratamento e na prevenção, os índices entre jovens de 18 a 39 anos cresceram cerca de 10% na última década.</p>
<figure id="attachment_8441" aria-describedby="caption-attachment-8441" style="width: 374px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-8441" class="wp-caption-text">Imagem: Freepik</figcaption></figure>
<p>Além disso, especialistas observam que houve uma mudança importante nos fatores de risco. Hoje, comportamentos relacionados ao estilo de vida contemporâneo têm contribuído diretamente para o aumento de eventos cardiovasculares em grupos que, até pouco tempo atrás, eram considerados de menor risco.</p>
<p>Para Isa Bragança, cardiologista e fundadora da Clínica Cardiomex, esse fenômeno não ocorre por acaso. Pelo contrário, ele reflete transformações profundas na rotina e nos hábitos da população.</p>
<blockquote>
<p><strong>“Estamos colhendo os frutos de uma geração que não consegue mais dormir, vivendo sob estresse crônico, lidando com novos fatores de risco e que ignoram o histórico familiar”</strong>, alerta.</p>
</blockquote>
<h5><strong>A armadilha dos sintomas femininos</strong></h5>
<p>Ao mesmo tempo, outro desafio crescente na cardiologia é o reconhecimento do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://bvsms.saude.gov.br/ataque-cardiaco-infarto/" target="_blank" rel="noopener">infarto</a> em mulheres. Diferentemente do que ocorre com os homens, os sinais podem se manifestar de maneira menos evidente, o que, consequentemente, dificulta o diagnóstico rápido.</p>
<p>De acordo com o relatório Heart Disease and Stroke Statistics 2024, da American Heart Association (AHA), as mulheres têm 50% mais chances de receber um diagnóstico inicial incorreto após um ataque cardíaco quando comparadas aos homens.</p>
<p>Esse cenário ocorre, principalmente, porque os <strong>sintomas femininos podem fugir do padrão clássico da dor intensa no peito.</strong> Assim, muitas vezes, os sinais são interpretados como problemas menos graves ou até mesmo como estresse do cotidiano.</p>
<p>“<strong>O coração feminino dá sinais de alerta de forma diferente”, explica a cardiologista. “Enquanto eles, geralmente apresentam a clássica e aguda dor no peito que irradia para o braço esquerdo, nelas o infarto pode ser silencioso ou com sintomas atípicos como enjoo ou indigestão constante, dor na mandíbula, dificuldade para respirar ou uma fadiga repentina, o que muitas vezes leva a paciente a acreditar que é simplesmente estresse. Essa confusão sintomática atrasa a procura pelo hospital, reduzindo as chances de sucesso na desobstrução das artérias</strong>”, completa a médica.</p>
<h5><strong>Vapes, energéticos e a geração Z</strong></h5>
<p>Se, por um lado, para as mulheres o principal risco está no diagnóstico tardio, por outro, entre os jovens o problema costuma estar associado à falsa sensação de invulnerabilidade combinada a hábitos prejudiciais à saúde.</p>
<p>Nos últimos anos, por exemplo, o uso de dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, e o consumo frequente de bebidas energéticas passaram a chamar a atenção da comunidade médica. Isso porque essas substâncias podem provocar efeitos imediatos no sistema cardiovascular.</p>
<figure id="attachment_8442" aria-describedby="caption-attachment-8442" style="width: 365px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-8442" class="wp-caption-text">Imagem: Freepik</figcaption></figure>
<p>Estudos publicados no Journal of the American College of Cardiology indicam que a alta concentração de nicotina e outras substâncias químicas presentes nesses dispositivos pode provocar enrijecimento das artérias e inflamação do endotélio, camada interna responsável pela saúde dos vasos sanguíneos.</p>
<p>Além disso, quando associados ao consumo de estimulantes, esses produtos podem potencializar riscos cardiovasculares.</p>
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<p>“<strong>Não é incomum atendermos jovens sem qualquer histórico de colesterol alto apresentando espasmos coronários graves após terem consumido estimulantes e vapes juntos</strong>“, afirma a especialista.</p>
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<h5><strong>Prevenção começa cada vez mais cedo</strong></h5>
<p>Diante desse novo panorama, a Sociedade Brasileira de Cardiologia tem reforçado, cada vez mais, a importância de antecipar o acompanhamento preventivo. Se anteriormente a recomendação era iniciar o check-up cardiovascular por volta dos 40 anos, atualmente especialistas sugerem que a primeira triagem completa seja realizada a partir dos 20 anos, especialmente quando há exposição a fatores de risco modernos ou histórico familiar de doenças cardíacas.</p>
<p>Além disso, mudanças simples no estilo de vida continuam sendo fundamentais para reduzir riscos e aumentar a longevidade. A cardiologista Isa Bragança ressalta que a principal estratégia continua sendo a educação em saúde e a conscientização da população.</p>
<p>“<strong>Precisamos que as mulheres entendam como estão usando seus corpos, e que os jovens entendam que seus corações não são invencíveis. Os smartwatches oferecem ferramentas valiosas para monitoramento, mas nada substitui o olhar clínico de um especialista e a mudança de hábitos na vida real</strong>”, ela conclui.</p>
<h5><strong>Sinais de alerta que muitas mulheres ignoram</strong></h5>
<p>Entre os sintomas que podem indicar um infarto em mulheres, especialistas destacam:</p>
<p>• <strong>Fadiga extrema sem causa aparente;</strong><br /><strong>• Desconforto na parte superior das costas ou no pescoço;</strong><br /><strong>• Náuseas e tonturas súbitas;</strong><br /><strong>• Pressão no peito que aparece e desaparece, sem necessariamente causar dor intensa.</strong></p>
<p>Portanto, reconhecer esses sinais precocemente e procurar atendimento médico imediato pode ser decisivo. Afinal, quanto mais rápido ocorre o diagnóstico e o tratamento, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de complicações graves.</p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/o-novo-rosto-do-infarto-jovens-e-mulheres-estao-entre-os-principais-grupos-de-risco-em-2026/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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