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					<span class="span-reading-time rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de Leitura: </span> <span class="rt-time"> 4</span> <span class="rt-label rt-postfix">minutos</span></span></p>
<p>Durante muito tempo, a menopausa foi tratada como um problema que deveria ser escondido. Hoje, cada vez mais mulheres defendem informação, qualidade de vida e o direito de atravessar essa fase sem culpa, estigma ou renúncias ao próprio bem-estar.</p>
<p>Ela interrompe uma reunião para ligar o ventilador. Dorme mal há meses. Esquece compromissos que antes administrava sem dificuldade. Chora por motivos que nem sempre consegue explicar. Ou simplesmente perdeu a paciência para aceitar situações que antes tolerava em silêncio. Durante anos, a resposta para tudo isso foi quase automática: “é a menopausa”.</p>
<p>A frase, muitas vezes dita em tom de brincadeira ou desqualificação, ajudou a transformar uma etapa natural da vida feminina em sinônimo de descontrole emocional. No entanto, a ciência apresenta uma realidade diferente.</p>
<p><strong>“A menopausa não é um colapso. É uma transição biológica complexa, marcada por mudanças hormonais que afetam praticamente todos os sistemas do organismo, do cérebro aos ossos, da pele ao coração”</strong>, explica Izabelle Gindri, especialista em saúde hormonal, PhD em Engenharia Biomédica pela University of Texas at Dallas (UTD), farmacêutica, cientista, cofundadora e CEO da bio meds Brasil.</p>
<figure id="attachment_11510" aria-describedby="caption-attachment-11510" style="width: 337px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11510" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Mais do que alterações hormonais</strong></h4>
<p>Nem sempre é fácil separar o impacto dos hormônios das mudanças que costumam acontecer nesse período da vida. Além disso, essa fase frequentemente coincide com outras transformações importantes, como filhos deixando a casa, pais envelhecendo, consolidação da carreira, mudanças nos relacionamentos e uma nova forma de enxergar a própria vida.</p>
<p>A<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://vivaosus.com/menopausa" target="_blank" rel="noopener"> menopausa</a> é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação. Antes disso, ocorre a perimenopausa, período em que os níveis de estrogênio e progesterona variam intensamente. É justamente nessa fase que muitas mulheres relatam a sensação de não reconhecer mais o próprio corpo.</p>
<h4><strong>Sintomas vão muito além das ondas de calor</strong></h4>
<p>As ondas de calor são o sintoma mais conhecido, mas estão longe de ser o único. Alterações no sono, ansiedade, dificuldade de concentração, redução da libido, ressecamento vaginal, fadiga persistente, aumento da gordura abdominal e oscilações de humor podem surgir ao mesmo tempo e comprometer significativamente a qualidade de vida.</p>
<p>Apesar disso, muitas mulheres ainda escutam que “isso passa”, “faz parte da idade” ou que precisam aprender a conviver com o desconforto. Esse entendimento, porém, já não reflete o conhecimento atual sobre a menopausa.</p>
<h4><strong>Terapia hormonal volta ao centro das discussões</strong></h4>
<p>Nos últimos anos, a terapia de reposição hormonal voltou a ocupar um papel importante no tratamento dos sintomas da menopausa, após um longo período marcado por receios e desinformação.</p>
<p>Os números mostram que o tema deixou de ser um assunto restrito e passou a integrar as discussões sobre saúde pública. Estima-se que mais de 1 bilhão de mulheres no mundo estejam na pós-menopausa, número que cresce com o aumento da expectativa de vida. Cerca de 75% apresentam sintomas vasomotores, como ondas de calor e suores noturnos. Além disso, aproximadamente um quarto relata manifestações intensas o suficiente para afetar o trabalho, o sono, a vida sexual e a saúde mental.</p>
<p>Depois de duas décadas de debates sobre a segurança da terapia hormonal, as principais sociedades médicas internacionais passaram a recomendar uma abordagem individualizada. As diretrizes mais recentes da <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.imsociety.org/" target="_blank" rel="noopener">International Menopause Society (IMS)</a> reforçam que a terapia hormonal continua sendo o tratamento mais eficaz para aliviar os sintomas vasomotores e também contribui para prevenir a perda óssea em mulheres elegíveis. A indicação, entretanto, deve considerar idade, tempo desde a menopausa, histórico clínico e fatores de risco.</p>
<p>Segundo Izabelle Gindri, o entendimento científico evoluiu de forma significativa.</p>
<blockquote>
<p><strong>“Quando indicada para mulheres saudáveis, especialmente antes dos 60 anos ou nos primeiros dez anos após a menopausa, a reposição hormonal apresenta benefícios que frequentemente superam os riscos. Ela reduz as ondas de calor, melhora o sono, protege a saúde óssea, ajuda na lubrificação vaginal e pode devolver qualidade de vida a mulheres que convivem diariamente com sintomas incapacitantes”</strong>, afirma.</p>
</blockquote>
<p>Ainda assim, a terapia não representa uma solução única. O tratamento deve ser individualizado e considerar histórico familiar, doenças pré-existentes, estilo de vida e objetivos de cada paciente. Em determinadas situações, terapias não hormonais também oferecem bons resultados.</p>
<p>Outro avanço importante está na personalização do tratamento, permitindo estratégias adaptadas às necessidades de cada mulher. Essa mudança ganhou força após a reavaliação dos resultados do histórico estudo<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.whi.org/" target="_blank" rel="noopener"> Women’s Health Initiative (WHI)</a>.</p>
<figure id="attachment_11511" aria-describedby="caption-attachment-11511" style="width: 335px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11511" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Um novo olhar sobre a menopausa</strong></h4>
<p>Talvez a maior transformação não esteja apenas nos tratamentos disponíveis, mas na maneira como a menopausa vem sendo encarada.</p>
<p>Pela primeira vez, uma geração de mulheres se recusa a aceitar que envelhecer signifique perder espaço. Elas continuam ocupando cargos de liderança, empreendendo, iniciando novos relacionamentos, redescobrindo a sexualidade, praticando atividades físicas e reivindicando protagonismo em uma sociedade que, por muito tempo, valorizou apenas a juventude feminina.</p>
<blockquote>
<p><strong>“Falar sobre hormônios deixa de ser apenas uma conversa médica. Torna-se uma discussão sobre autonomia, saúde, mercado de trabalho, autoestima e direitos. Porque talvez aquela mulher considerada ‘difícil’ apenas tenha deixado de silenciar desconfortos, de aceitar sobrecargas e de colocar as necessidades de todos acima das suas”</strong>, conclui Izabelle Gindri.</p>
</blockquote>
<p>A menopausa muda os hormônios, mas também transforma prioridades. Em vez de representar um problema, essa fase pode marcar o início de um novo protagonismo feminino.</p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/menopausa-quando-os-hormonios-mudam-e-a-vida-tambem/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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