<!-- WP QUADS Content Ad Plugin v. 3.0.3 -->
<div class="quads-location quads-ad1" id="quads-ad1" style="float:none;margin:0px;">

</div>
<p></p>
<div>
<p><strong>Economistas indicam que a elevada taxa básica de juros – a taxa Selic – praticada no Brasil, somada aos altos <em>spreads</em> bancários aplicados pelas instituições financeira,s têm contribuído para o aumento do endividamento das famílias, o que levou o governo a lançar nesta semana o Novo Desenrola.</strong> </p>
<p>O <em>spread</em> bancário é a diferença entre os juros que os bancos pagam e os que emprestam aos consumidores. No Brasil, o <em>spread</em> bancário foi de 34,6 pontos percentuais (p.p.) em março contra 29,7 p.p. registrados no mesmo mês de 2025.</p>
<p><strong>Para se ter uma ideia, o Banco Mundial calcula um <em>spread</em> bancário médio no mundo em <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://data.worldbank.org/indicator/FR.INR.LNDP?end=2024&;start=1967&;view=chart" target="_blank">torno dos 6 p.p</a>.</strong></p>
<p>A professora de economia da Universidade de Brasília (UnB), Maria Lourdes Mollo, explicou que, quanto maior a taxa Selic definida pelo Banco Central (BC), maior são os juros praticados pelos bancos sobre as famílias. </p>
<blockquote>
<p>“Os juros dos empréstimos estão muito altos. Isso tem uma relação direta, sem dúvida nenhuma, com o endividamento das pessoas, o que tem dificultado muito a economia a funcionar”, disse Maria de Lourdes.</p>
</blockquote>
<p><strong>A professora da UnB citou ainda, como agravante para as famílias, a precarização dos empregos no Brasil, motivada, segundo ela, pela reforma trabalhista do governo de Michel Temer.</strong></p>
<p>“Grande parte das pessoas está se endividando para completar o orçamento, para pagar despesas com saúde e do cotidiano. Esse Novo Desenrola pode liberar um pouco o orçamento das pessoas e, eventualmente, até dar um estímulo à economia”, completou Maria Lourdes.</p>
<p><strong>O Brasil tem a segunda maior taxa básica de juros reais do mundo, descontada a inflação, com 9,3%.</strong> Ficamos atrás apenas da Rússia, país em guerra, com 9,6%. Em terceiro colocado, vem o México, com uma taxa de 5,0%. Os dados são do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://moneyou.com.br/wp-content/uploads/2026/04/rankingdejurosreais280426.pdf" target="_blank">site</a> especializado Moneyou. </p>
<p>Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), a taxa Selic foi reduzida em 0,25 p.p., chegando a 14,5%, considerada ainda elevada. <strong>O BC sustenta que a taxa de juros é necessária para controlar a inflação. O patamar da Selic, por outro lado, é questionado por críticos como excessivamente elevado. </strong></p>
<h2>Endividamento das famílias</h2>
<p>Pelo quarto mês consecutivo, o total de famílias com dívidas cresceu no Brasil e alcançou 80% em abril, “nova máxima histórica”, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). <strong>O total de famílias inadimplentes, com contas em atraso, ficou em 29,7%, em relativa estabilidade.</strong></p>
<blockquote>
<p>“As famílias que ganham até três salários mínimos registram o maior nível de endividamento (83,6%) e o maior índice de contas em atraso (38,2%)”, <a rel="nofollow" target="_blank" href="http:// https://portaldocomercio.org.br/economia/no-4o-mes-seguido-de-novo-endividamento-recorde-cnc-destaca-importancia-de-programas-de-renegociacao/" target="_blank">destaca</a> a CNC. </p>
</blockquote>
<h2>Líder mundial no spread bancário</h2>
<p>A professora de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Juliane Furno, avalia que o endividamento das famílias brasileiras pode ser explicado pelas “altíssimas” taxas do <em>spread</em> bancário. </p>
<p>“O Brasil tem um dos maiores spreads bancários do mundo, em algumas comparações recentes, aparece no topo do ranking. O spread é elevado, segundo os bancos, porque a inadimplência é muito alta. Ou seja, esse valor justificaria o risco. Só que posso também dizer que a inadimplência é alta porque os juros (spread) são altos”, diz Juliana.</p>
<p>O <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://worldopendata.com/worldbank/indicator/WB_FSI/WB_FSI_FR_INR_LNDP" target="_blank"><em>ranking</em></a> da World Open Data, com dados de 2024, coloca o Brasil como o país com as maiores taxas de <em>spread</em> do planeta, seguido por República Tcheca, Sudão do Sul, Serra Leoa, Moçambique, Angola, Ucrânia e Timor Leste. </p>
<p><strong>Dados do BC de março mostram que os bancos cobram das pessoas físicas, as famílias, uma taxa de juros média de 61% ao ano. Para as empresas, a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasmonetariascredito" target="_blank">taxa média</a> foi de 24%.</strong></p>
<p>A professora de economia política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria Mello de Malta pondera que, como a taxa básica do Brasil é a segunda mais alta do mundo, ela faz os bancos elevarem as taxas para população.</p>
<blockquote>
<p>“Quando a taxa Selic está alta, todas as outras estão sempre mais altas. Quando o trabalhador vai pagar o empréstimo dele, e passa do limite e não consegue pagar o cartão de crédito, os juros serão mais altos que a Selic”, afirmou Maria à <strong>Agência Brasil</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Malta acrescenta que essa situação gera uma “bola de neve” com as famílias trabalhadoras buscando “outra fonte para poder pagar a primeira dívida e vai se endividando progressivamente”.</p>
<p><strong>Os juros mais altos praticados no Brasil são do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.bcb.gov.br/estatisticas/reporttxjuros?codigoSegmento=1&;codigoModalidade=204101&;historicotaxajurosdiario_atual_page=1&;tipoModalidade=D&;InicioPeriodo=2026-04-16" target="_blank">rotativo do cartão de crédito</a>, que pode chegar a mais de 400% ao ano. </strong></p>
<h2>Novo Desenrola</h2>
<p>O governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito. </p>
<p>A nova fase da iniciativa terá duração de 90 dias e prevê descontos de até 90%, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento de débitos.</p>
<p> <!-- Relacionada --></p>
<p> <!-- Relacionada -->
 </div>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/novo-desenrola-juros-altos-pressionam-endividamento-das-familias">Fonte: Clique aqui</a></p>


O presidente Lula da Silva (PT) ainda não confirmou oficialmente se disputará a reeleição em…
É dia de Bahia! O Esquadrão volta a campo neste sábado (9), às 21h, para…
Em entrevista à “GloboNews”, o presidente do PT afirmou que “infelizmente o povo não está…
A estreia de O Rei da Internet, novo longa estrelado por João Guilherme, tem movimentado…
Até o momento, o governo não definiu as alíquotas para o IS (Imposto Seletivo); reforma…
Ex-primeira-dama postou prints com pagamentos pelo trabalho da profissional, que também é funcionária do Partido…