Categories: Economia

Juros pressionam a dívida mais que gastos públicos, dizem economistas

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;3 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p><strong>Os gastos públicos não são o vilão da economia que leva&comma; necessariamente&comma; à elevação dos juros e da dívida pública do Brasil&period; Por outro lado&comma; são os juros altos pagos pela União – que consumiram R&dollar; 1 trilhão em um ano – que vêm pressionando a dívida do Estado&comma;<&sol;strong> prejudicando a oferta de bens e serviços produtivos enquanto dão enormes lucros para os bancos do país&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Essa é a avaliação de três economistas consultadas pela <strong>Agência Brasil<&sol;strong> que desafiam a tese mais consolidada no jornalismo econômico de que os juros altos são uma resposta aos gastos públicos&comma; assim como necessários para manter os preços sob controle&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A professora de economia da Universidade Federal Fluminense &lpar;UFF&rpar; Juliane Furno destaca que o principal fator de elevação da dívida pública no Brasil são os juros e não os gastos &OpenCurlyDoubleQuote;primários”&comma; usados para pagar funcionários e os serviços prestados à população&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É uma hipocrisia apontar que os juros altos respondem à elevação da dívida&comma; porque são os juros que a causam&period; Se você decompor os componentes da dívida pública você vai ver que o déficit primário é o que menos impacta a dívida”&comma; afirmou a doutora em economia pela Universidade Estadual de Campinas &lpar;Unicamp&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-left">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;413524&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;413524 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta"><&excl;--copyright&equals;413524-->Economista Juliane Furno diz que o principal fator de elevação da dívida pública no Brasil são os juros Foto&colon; <strong>Paulo Pinto&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;413524--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><strong>Nos últimos 12 meses até março&comma; o Brasil gastou R&dollar; 1&comma;08 trilhão com juros&comma;<&sol;strong> o que representa 8&comma;35&percnt; do Produto Interno Bruto &lpar;PIB&rpar;&period; Em 2026&comma; a Dívida Bruta do Governo Central – que reúne União&comma; INSS&comma; estados e municípios &&num;8211&semi; cresceu 1&comma;4 ponto percentual &lpar;p&period;p&period;&rpar;&comma; chegando a 80&comma;1&percnt; do PIB &lpar;R&dollar; 10&comma;4 trilhões&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o Banco Central&comma; o principal responsável por esse aumento foram os juros nominais&period; &OpenCurlyDoubleQuote;O aumento &lbrack;da dívida&rsqb; de 1&comma;4 p&period;p&period; do PIB resultou da incorporação de juros nominais &lpar;&plus;2&comma;4 p&period;p&period;&rpar;&comma; das emissões líquidas de dívida &lpar;&plus;0&comma;4 p&period;p&period;&rpar;”&comma; diz <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;bcb&period;gov&period;br&sol;estatisticas&sol;estatisticasfiscais">o comunicado<&sol;a>&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A professora de economia política da Universidade Federal do Rio de Janeiro &lpar;UFRJ&rpar; Maria Mello de Malta avalia que o atual modelo macroeconômico que combina altas taxas de juros com exigências de corte de gastos primários é fruto de decisão política – e não técnica &&num;8211&semi; que favorece a economia focada no setor financeiro&period;  <&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O que mais me choca é usar um país que tem o tamanho do Brasil como uma simples plataforma financeira&comma; como se fôssemos Suíça ou Ilhas Cayman&comma; que são minúsculas&period; É condenar 210 milhões de pessoas a uma vida cara e endividada porque você quer beneficiar um setor que emprega tão pouco e que&comma; enfim&comma; já ganha bastante”&comma; enfatizou a economista&period;  <&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Juros&comma; dívidas e gastos<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>O endividamento das famílias no Brasil&comma; que levou o governo a lançar o Novo Desenrola&comma; reacendeu o debate sobre os juros reais praticados no país<&sol;strong>&comma; o segundo mais alto do mundo&comma; atrás apenas da Rússia&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Nesse contexto&comma; economistas com destaque na imprensa têm justificado que o Banco Central &lpar;BC&rpar; apenas está reagindo à trajetória dos gastos públicos do Estado&comma; pois os gastos teriam o poder de estimular a demanda e pressionar a inflação para cima&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A solução apresentada seria então o corte de gastos públicos&comma; o que poderia prejudicar serviços como saúde&comma; educação&comma; segurança e atingir direitos como a aposentadoria dos trabalhadores&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O próprio BC&comma; por meio das suas atas do Comitê de Política Monetária &lpar;Copom&rpar;&comma; pede corte de gastos&comma; chamado de &OpenCurlyDoubleQuote;disciplina fiscal”&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O Comitê reafirma a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal&comma; o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros”&comma; diz a <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;bcb&period;gov&period;br&sol;publicacoes&sol;atascopom">ata do final de abril<&sol;a>&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Tese alternativa<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Por outro lado&comma; há um grupo de economistas que divergem dessa avaliação&period; Para esses especialistas&comma; os gastos públicos devem ser protegidos&comma; pois favorecem mais os mais pobres&comma; e os juros devem ser cortados&comma; pois beneficiam apenas o mercado financeiro&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Ao mesmo tempo&comma; por essa corrente&comma; a inflação deve ser controlada&comma; principalmente&comma; estimulando a oferta e não apenas combatendo a demanda&comma; como faz a taxa Selic praticada pelo BC&period; O próprio BC estima que cada 1 p&period;p&period; de aumento da Selic aumenta a dívida em mais de R&dollar; 50 bilhões&period;  <&sol;p>&NewLine;<p>A professora da UFRJ Maria Malta destacou que&comma; se o governo quiser reduzir a dívida pública&comma; tem que cortar juros&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Os juros são a maior conta que ele tem que pagar&period; Por outro lado&comma; o gasto público tem um efeito multiplicador na economia&period; Gastar menos só tem um efeito&colon; piorar o crescimento econômico&comma; aumentar o desemprego e a dívida porque o lado da receita diminui quando o crescimento diminui”&comma; explicou a doutora em economia pela Universidade Federal Fluminense &lpar;UFF&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Para a especialista&comma; também não é possível comparar o Estado com uma família&comma; ou com uma empresa&comma; como alguns economistas fazem para criticar o endividamento do Estado&comma; que tenderia a gastar mais do que arrecada&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A lógica do indivíduo privado é completamente diferente da do Estado porque o indivíduo privado não emite sua própria moeda&comma; nem define sua taxa de juros”&comma; explicou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Estimular a oferta<&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-right">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;384596&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;384596 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Professora de economia da UnB Maria Lourdes Mollo avalia que a dívida pública do país vem aumentando há muito tempo por causa dos juros&period; Foto&colon; <strong>UNB&sol;Divulgação<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;384596--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>A professora de economia Maria Lourdes Mollo&comma; da Universidade de Brasília &lpar;UnB&rpar;&comma; avalia que a dívida pública do país vem aumentando há muito tempo por causa dos juros&period; <&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O governo gasta demais pagando juros&period; O governo precisa gastar protegendo a população mais vulnerável e garantindo que a capacidade produtiva da economia cresça&comma; ao invés de beneficiar apenas o setor financeiro”&comma; afirmou&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>A professora Maria Lourdes&comma; que é doutora em economia pela Universidade de Paris&comma; reconhece que os juros altos reduzem a inflação&comma; mas alerta para os &OpenCurlyDoubleQuote;altíssimos” custos sociais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Quem está pagando esses juros altos são as pessoas que precisam do dinheiro para comer&comma; morar&comma; cuidar da sua saúde&period; E essas necessidades não podem diminuir&period; Por outro lado&comma; quem está ganhando com esses juros altos são os que ganham no mercado financeiro&period; E isso é que está errado”&comma; completou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para Lourdes&comma; a inflação deve ser combatida também pelo lado da oferta&comma; estimulando a produção como forma de baixar os preços&period; Porém&comma; ela alerta que os juros altos impedem o crescimento da oferta&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Há um impacto negativo da taxa de juros altos sobre a capacidade produtiva da economia&period;  Isso é muito ruim porque inibe&comma; a médio e a longo prazo&comma; o crescimento da oferta e tira&comma; inclusive&comma; possibilidades de resolver o problema da inflação de uma forma mais definitiva”&comma; completou a professora da UnB&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Gastos públicos<&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-left">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;384530&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;384530 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Professora de economia política da UFRJ Maria Mello de Malta diz qeu se o governo quiser reduzir a dívida pública&comma; tem que cortar juros Foto&colon; <strong>Maria Mello de Malta&sol;Arquivo Pesssoal<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;384530--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Sobre a parte dos economistas que sustenta que o caminho para cortar juros é cortar os gastos públicos&comma; Maria Mello de Malta responde que o Estado não controla as necessidades de educação&comma; saúde e aposentadoria da população&period;  <&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Não tem como o governo&comma; atendendo ao Banco Central&comma; reduzir gastos do dia para a noite&period; O Estado não controla a saúde ou educação da população&period; Isso tem a ver com o crescimento populacional&comma; com a idade dos trabalhadores&comma; das pessoas que vão nascendo&comma; etc&period;”&comma; explicou a professora da UFRJ&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para a professora Juliane Furno&comma; da UFF&comma; o Estado não &OpenCurlyDoubleQuote;gasta demais” como costumam justificar alguns economistas porque a Constituição do Brasil prevê a prestação de serviços públicos que demandam um volume maior de recursos que outros países&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É claro que o Estado brasileiro gasta mais do que o chileno&comma; por exemplo&comma; mas isso é resultado de escolhas distintas&period; O Estado brasileiro escolheu prover saúde de forma universal&comma; ter educação pública&comma; garantir assistência social”&comma; lembrou a especialista&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p><strong>A tese que apresenta o corte de gastos e as privatizações como solução para reduzir o endividamento público&comma; o que abriria caminho para o corte de juros&comma; é questionada pela professora Maria Mello de Malta&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Para ela&comma; trata-se de uma &OpenCurlyDoubleQuote;visão ideológica” que tem o objetivo de abrir&comma; ao máximo&comma; o espaço econômico para atuação do setor privado em busca do lucro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Na hora que você privatiza&comma; você não privatiza só o custo&period; Você privatiza o lucro também&period; Privatizou-se a Eletrobras e não tem mais lucro da Eletrobras para ser distribuído para o Estado e melhorar a situação da dívida”&comma; finalizou&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2026-05&sol;juros-pressionam-divida-mais-que-gastos-publicos-dizem-economistas">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

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