Categories: Últimas Notícias

Entenda: disputa em torno do IOF define quem paga por ajuste fiscal

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;4 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>O Executivo e o Legislativo travam disputa&comma; que tem girado em torno do Imposto sobre Operações Financeiras &lpar;IOF&rpar;&comma; para definir de onde sairá o dinheiro – em outras palavras&comma; quem pagará a conta &HorizontalLine; para cobrir os R&dollar; 20&comma;5 bilhões necessários para cumprir a meta fiscal do orçamento de 2025&period; Isso porque o governo já bloqueou ou contingenciou R&dollar; 31&comma;3 bilhões em despesas deste ano&period;   <&sol;p>&NewLine;<p>Analistas consultadas pela <strong>Agência Brasil<&sol;strong> avaliam que o governo tem encontrado resistência do Parlamento para aprovar alternativas que evitem cortes ainda maiores dos gastos primários&comma; que costumam afetar a população mais pobre&comma; que é quem mais precisa dos serviços públicos&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O Congresso – e setores do empresariado &HorizontalLine; tem resistido a medidas que aumentem a carga tributária e defende que o Executivo amplie os cortes das despesas primárias&period;<&sol;strong> Os gastos primários são as despesas com serviços públicos&comma; como saúde&comma; educação&period; Nesse cálculo&comma; não entram os gastos com juros e a dívida pública&period;    <&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-left">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;413524&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;413524 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Juliane Furno no DR com Demori&comma; da TV Brasil&period; <strong>Paulo Pinto&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;413524--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>A professora de economia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro &lpar;Uerj&rpar;&comma; Juliane Furno&comma; afirma que várias medidas classificadas como aumento de impostos são&comma; na verdade&comma; de cortes de despesas tributárias&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O Ministério da Fazenda está propondo diversas medidas de corte de gastos&period; Quando o governo propõe taxar as LCI e as LCA&comma; ele está cortando gastos&comma; porque&comma; para serem isentas&comma; o governo que cobre o valor&period; Ou seja&comma; o Congresso não quer cortar qualquer gasto&comma; como gastos tributários&comma; quando inseridos nas isenções fiscais e tributárias”&comma; destacou à <strong>Agência Brasil<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O governo propôs taxar em 5&percnt; os títulos das Letras de Crédito Imobiliárias &lpar;LCI&rpar; e do Agronegócio &lpar;LCA&rpar;&comma; que hoje são isentos&period; Porém&comma; a medida foi duramente criticada pela bancada ruralista&comma; que controla boa parte da Câmara e do Senado&period; A Frente Agropecuária afirma que isso vai encarecer o crédito rural&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A economista Juliane Furno acrescentou que esses gastos tributários beneficiam&comma; em geral&comma; grandes empresas que se utilizam de subsídios creditícios ou de isenção fiscal&period; Por isso&comma; o setor empresarial tem exigido mais corte de despesas primárias&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Tudo isso &HorizontalLine; subsídios creditício&comma; subsídio tributário e isenção fiscal &HorizontalLine; entra no resultado primário do governo como &OpenCurlyQuote;gasto’&comma; e esse gasto eles não querem rever&period; Só querem cortar na carne dos gastos vinculados aos mais pobres”&comma; completou Furno&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos &lpar;Inesc&rpar;&comma; Cleo Manhas&comma; destacou que a ampliação dos cortes de gastos primários&comma; exigida como alternativa às medidas de aumento de receitas&comma; vai prejudicar a população que mais usa as políticas sociais&period;  <&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O que há por trás disso é uma captura do orçamento por parte dos mais privilegiados&comma; ampliando as desigualdades já abissais no Brasil&period; Com relação aos congressistas&comma; que insistem que o único caminho é o corte de gastos primários&comma; porque não cortam das emendas parlamentares que já ocupam cerca de 25&percnt; das despesas discricionárias&quest; Ou dos supersalários&quest;”&comma; questionou Manhas&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Custo do crédito e IOF<&sol;h2>&NewLine;<p>A medida para elevar alíquotas do IOF&comma; sugerida pelo governo&comma; foi duramente criticada pelas principais lideranças do Congresso&comma; pelo mercado financeiro e por setores empresarias&period; Eles argumentam que a mudança encarece o crédito das empresas&comma; o que teria impacto negativo para toda população&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em entrevista ao <em>podcast<&sol;em> do cantor e compositor Mano Brown&comma; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o reajuste do IOF como forma de compensar o ajuste do orçamento&period; <&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Toda vez que a gente vai ultrapassar o arcabouço fiscal&comma; a gente tem que cortar no orçamento&period; O IOF é um pouco para fazer esta compensação&period; Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e pagam muito pouco e também não querem pagar&period; Então&comma; essa briga nós temos que fazer”&comma; disse Lula&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O governo já recuou&comma; em parte&comma; da medida do IOF&period; Inicialmente&comma; o decreto previa arrecadar cerca de R&dollar; 20 bilhões&period; Após negociações&comma; foi editada nova norma com impacto fiscal de R&dollar; 10&comma;5 bilhões&period; Porém&comma; ainda assim&comma; a Câmara aprovou urgência de projeto para sustar a mudança ligada ao IOF&period; <&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-right">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;396865&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;396865 --><&sol;div>&NewLine;<div class&equals;"dnd-caption-wrapper">&NewLine;<p>Assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos &lpar;Inesc&rpar;&comma; Cléo Manhas&period; <strong>Cléo Manhas&period;&sol;Arquivo Pessoal<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;396865--><&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>A assessora do Inesc&comma; Cleo Manhas&comma; argumentou à <strong>Agência Brasil<&sol;strong> que a mudança no IOF teria pouco efeito sobre o valor do crédito&comma; que vem sendo encarecido pelas sucessivas altas da taxa Selic definidas pelo Banco Central &lpar;BC&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O que onera de fato o crédito é a taxa Selic proibitiva que temos&period; Esses setores pensam apenas nos próprios interesses e tentam envolver toda a sociedade como se fossem afetados igualmente”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Segundo a especialista&comma; a taxa Selic&comma; hoje em 15&percnt; ao ano&comma; atinge mais o pequeno comerciante&comma; ou os microempreendedores&comma; que perdem a possiblidade de acessar crédito<&sol;strong>&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Para os grandes&comma; como o agronegócio&comma; há juros subsidiados do Plano Safra&period; A taxa Selic ainda incide sobre os juros&comma; ampliando o valor da nossa dívida&period; E não estamos com inflação desenfreada ou fora de controle”&comma; analisou Manhas&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Cortes estruturais<&sol;h2>&NewLine;<p>Em vez de elevar a taxação de títulos como LCA ou do IOF&comma; o presidente da Câmara dos Deputados&comma; Hugo Motta &lpar;Republicanos-PB&rpar;&comma; tem sustentado que o governo deve apresentar medidas &OpenCurlyDoubleQuote;estruturais” para reduzir os gastos primários&period; <&sol;p>&NewLine;<p><strong>Entre as sugestões que vem sendo discutidas&comma; está a desvinculação dos pisos da saúde e educação do mínimo constitucional&comma; o que poderia reduzir as despesas com essas políticas sociais<&sol;strong>&period; Outras sugestões são a de desvincular o reajuste da aposentadoria do aumento real do salário mínimo&comma; ou mesmo acabar com o reajuste do salário mínimo acima da inflação&period;  <&sol;p>&NewLine;<p>A especialista em orçamento&comma; Cleo Manhas&comma; lembra que os recursos atuais para saúde e educação não são suficientes para as necessidades do povo brasileiro&period; <&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Ainda não é possível ampliar a educação em tempo integral&comma; ou mesmo melhorar a qualidade da alimentação escolar&period; Se quisessem de fato manter o tal equilíbrio fiscal&comma; proporiam cortar subsídios e renúncias fiscais que reduzem a possibilidade de arrecadação&period; Ou não teriam ampliado o prazo de desoneração da folha de pagamento e do Perse &lbrack;Programa de incentivos ao setor de Eventos&rsqb; sem indicar qualquer compensação que não seja o corte de gastos”&comma; destacou a assessora do Inesc&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em 2024&comma; o Congresso Nacional derrubou veto do Executivo e manteve a desoneração da folha de pagamento&comma; que é redução de impostos&comma; de 17 setores da economia&period; O gasto tributário com a medida mantida foi estimado em R&dollar; 18 bilhões apenas no ano passado&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Outra proposta em debate entre Congresso e Executivo é a redução linear de isenções fiscais&period; O governo calcula que gasta&comma; por ano&comma; cerca de R&dollar; 800 bilhões por ano com isenções tributárias para os mais diversos setores&period; Porém&comma; tal projeto ainda não foi apresentado&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Corte já realizados  <&sol;h2>&NewLine;<p>Após dar ultimato de 10 dias para que o governo apresentasse alternativas ao aumento do IOF&comma; o presidente da Câmara&comma; Hugo Motta&comma; chegou a afirmar que o governo não teria feito qualquer esforço para reduzir as despesas primárias&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Há dois anos e cinco meses&comma; todas as medidas que aqui chegaram&comma; visaram o aumento da arrecadação&period; Não chegaram medidas revendo despesas&period; E é isso que o Congresso tem cobrado”&comma; disse Motta&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;425895&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;425895 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Presidente da Câmara dos deputados&comma; Hugo Motta&comma; durante coletiva à imprensa após a reunião de lideres&period; <strong>Lula Marques&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;425895--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Porém&comma; só com o pacote de corte de gastos do ano passado que&comma; entre outras medidas&comma; reduziu o aumento real do salário mínimo&comma; a União deve reduzir as despesas em R&dollar; 327 bilhões em cinco anos&period; Já neste ano&comma; houve o bloqueio de R&dollar; 31&comma;3 bilhões do orçamento&comma; o que desmente a alegação que não foi feito corte de gastos&period; <&sol;p>&NewLine;<h2>Nova MP<&sol;h2>&NewLine;<p>Após intensas negociações&comma; o governo reviu a decisão inicial&comma; do final de maio&comma; que previa o reajuste do IOF&comma; entre outras medidas&period; A nova sugestão do Executivo veio por meio de nova medida provisória &lpar;MP&rpar;&comma; com mais corte de gastos&comma; na casa dos R&dollar; 4&comma;2 bilhões&comma; com impacto sobre a educação e seguro defeso dos pescadores&period; Além disso&comma; as novas medidas preveem aumento de receitas na casa dos R&dollar; 10&comma;5 bilhões&comma; mantendo cerca de 20&percnt; do aumento anterior previsto para o IOF&period;  <&sol;p>&NewLine;<p>Entre as medidas&comma; está ainda a ampliação da taxação das bets&comma; que são as empresas de apostas on-line&comma; das Fintechs &lpar;bancos baseados em tecnologia digital&rpar;&comma; além de padronização das alíquotas de títulos de investimentos em 17&comma;5&percnt;&period; Atualmente&comma; títulos com vencimento acima de 2 anos pagam 15&percnt; de Imposto de Renda &lpar;IR&rpar; sobre o rendimento&period; <&sol;p>&NewLine;<h2>Arcabouço Fiscal<&sol;h2>&NewLine;<p>A obrigação do governo de cortar gastos ou aumentar receitas é fruto da Lei do Arcabouço Fiscal&comma; aprovada no início do governo Lula&comma; e que limita as despesas da União&period; A lei foi aprovada em substituição ao antigo teto de gastos&comma; aprovado no governo Michel Temer&comma; que tinha regras ainda mais rígidas para as despesas da União&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A assessora do Inesc&comma; Cleo Manhas&comma; avalia que políticas fiscais muito restritivas não são sustentáveis e&comma; por isso&comma; há forte pressão para cortes de gastos em saúde e educação&comma; a exemplo da proposta de desvincular os pisos dessas áreas fixados pela Constituição&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Com dois anos de existência do arcabouço&comma; já estamos vendo a redução drástica do orçamento para políticas sociais&period; O caminho escolhido sempre recai sobre aqueles e aquelas sub-representados no Congresso Nacional&comma; como mulheres&comma; negros&comma; indígenas&comma; quilombolas e população ribeirinha”&comma; concluiu&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2025-06&sol;entenda-disputa-em-torno-do-iof-define-quem-paga-por-ajuste-fiscal">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

Recent Posts

Com 98,5% das urnas apuradas, Keiko mantém vantagem no Peru

Diferença é de cerca de 16 mil votos; candidata da direita à Presidência do país…

4 horas ago

Bahia goleia por 7 a 1 e avança às quartas de final do Baianão sub-20

O Bahia não só venceu, como também aplicou uma goleada em jogo de volta das…

7 horas ago

Hospital Regional de Juazeiro amplia assistência com abertura de 19 novos leitos de enfermaria

A rede estadual de saúde na região Norte da Bahia ganhou um importante reforço neste…

8 horas ago

Portugal rejeita projeto antirracista impulsionado por caso Vini Jr.

Proposta obteve número de assinaturas necessárias após atacante brasileiro relatar ter sido alvo de insultos…

9 horas ago

Camisa da Seleção vira símbolo de disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

A tradicional camisa da Seleção Brasileira voltou ao centro do debate político e se transformou…

10 horas ago

OAB de Ipiaú realiza mais uma edição de sucesso do Forró de Ordem

  Continua após a publicidade Continua após a publicidade Continua após a publicidade A OAB…

10 horas ago