Categories: Educação

Deputados de SC proíbem cotas raciais em universidades estaduais

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina &lpar;Alesc&rpar; aprovou projeto de lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais&period; A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"http&colon;&sol;&sol;portalelegis&period;alesc&period;sc&period;gov&period;br&sol;proposicoes&sol;zVaPo&sol;tramitacoes" target&equals;"&lowbar;blank">Projeto 753&sol;2025<&sol;a>&comma; de autoria do deputado Alex Brasil &lpar;PL&rpar;&comma; não cita textualmente cotas raciais&comma; mas não as inclui nas reservas de vagas que ficam autorizadas&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Ficam excluídas dessa proibição as reservas de vagas a pessoas com deficiência &lpar;PCD&rpar;&comma; a reserva baseada em critérios exclusivamente econômicos e a de estudantes oriundos de instituições estaduais públicas de ensino médio”&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>A proibição de outras cotas se aplica também a instituições que recebem verbas públicas no âmbito do estado&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Uma das instituições afetadas pelo texto é a Universidade do Estado de Santa Catarina &lpar;Udesc&rpar;&comma; que tem cerca de 14 mil alunos distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 mestrados e doutorados&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Projeto<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>O projeto impõe multa de R&dollar; 100 mil para editais que não respeitarem a vedação e o procedimento administrativo disciplinar contra agentes públicos por ofensa ao princípio da legalidade&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Na justificativa da matéria&comma; o deputado Alex Brasil afirma que a adoção de cotas fundadas em outros critérios&comma; que não o estritamente econômico ou de origem estudantil em escolas públicas&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;suscita controvérsias jurídicas e pode colidir com os princípios da isonomia e da impessoalidade&comma; ao criar distinções que não necessariamente refletem situações de desvantagem”&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Antes da votação&comma; o autor criticou o surgimento de outros tipos de ação afirmativa&comma; como população transsexual e refugiados&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Cotas para tudo que é coisa que se imaginar”<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O mérito daquela pessoa que precisa estudar&comma; que precisa realmente se dedicar para conseguir uma vaga&comma; estava sendo deixado de lado”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Na visão do deputado&comma; o projeto de lei valoriza quem realmente precisa de cota&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Pode ser filho de pai negro&comma; pode ser filho de pai branco”&comma; completou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Votação simbólica<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>A votação do projeto de lei no plenário da Alesc ocorreu de forma simbólica&comma; ou seja&comma; sem registro dos votos no painel de votação&period; Mas a mesa diretora da Casa citou nominalmente os sete deputados que se opuseram à matéria&colon;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Padre Pedro Baldissera &lpar;PT&rpar;<&sol;p>&NewLine;<p>Fabiano da Luz &lpar;PT&rpar;<&sol;p>&NewLine;<p>Neodi Saretta &lpar;PT&rpar;<&sol;p>&NewLine;<p>Marquito &lpar;Psol&rpar;<&sol;p>&NewLine;<p>Dr&period; Vicente Caropreso &lpar;PSDB&rpar;<&sol;p>&NewLine;<p>Paulinha &lpar;Podemos&rpar;<&sol;p>&NewLine;<p>Rodrigo Minotto &lpar;PDT&rpar;<&sol;p>&NewLine;<p>A Alesc tem 40 parlamentares&period; Dois não estavam presentes no plenário&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Oposição<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Em discurso&comma; o deputado Fabiano da Luz afirmou que o projeto de lei não promove justiça ou igualdade&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;mas sim um apagamento”&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;As cotas raciais não são privilégios&comma; são instrumentos de uma correção da desigualdade histórica profunda que ainda estrutura o Brasil e que&comma; infelizmente&comma; prova que também estrutura Santa Catarina”&comma; declarou&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>De acordo com o Censo 2022&comma; <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciadenoticias&period;ibge&period;gov&period;br&sol;agencia-noticias&sol;2012-agencia-de-noticias&sol;noticias&sol;38719-censo-2022-pela-primeira-vez-desde-1991-a-maior-parte-da-populacao-do-brasil-se-declara-parda" target&equals;"&lowbar;blank">pretos e pardos<&sol;a> representam 55&comma;5&percnt; da população&period; No caso de Santa Catarina&comma; os dois grupos somam 23&comma;3&percnt;&period; <&sol;p>&NewLine;<p>O petista lembrou que pessoas negras &lpar;pretos e pardos&rpar; recebem cerca de 40&percnt; menos que as brancas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Há ampla base científica mostrando que raça e renda operam juntas&comma; como fatores de exclusão&comma; inclusive no acesso ao ensino superior”&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Segundo ele&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;fingir que isso não existe é escolher a cegueira institucional”&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Fabiano da Luz considera que o projeto de lei é &OpenCurlyDoubleQuote;retrógrado e envergonha Santa Catarina” e levantou dúvidas sobre a constitucionalidade da matéria&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Vai ser tema de ação judicial e vai ser feio esta Casa ter mais uma vez na Justiça um projeto anulado pela inconstitucionalidade”&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Para passar a valer&comma; o projeto precisa ser sancionado pelo governador Jorginho Mello&comma; do PL&comma; mesmo partido do autor da proposta&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>A<strong> Agência Brasil<&sol;strong> pediu comentários sobre o posicionamento do governador&comma; mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Âmbito federal<&sol;h2>&NewLine;<p>A proibição de cotas não vale para instituições federais&comma; como a Universidade Federal de Santa Catarina &lpar;UFSC&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No âmbito federal vigora a Lei de Cotas&comma; com reserva de vaga para minorias&period; Em alguns estados&comma; como no Rio de Janeiro&comma; há leis específicas para universidades estaduais&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Estudos apontam que a política de cotas transformou um dos espaços mais elitizados da sociedade brasileira&comma; a universidade&comma; democratizando o acesso&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Em julgamento no ano de 2012&comma; o <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;stf&period;jus&period;br&sol;arquivo&sol;cms&sol;publicacaoBOInternet&sol;anexo&sol;link&lowbar;download&sol;casos&lowbar;relevantes&sol;pt&sol;ADPF&lowbar;186&period;pdf" target&equals;"&lowbar;blank">Supremo Tribunal Federal<&sol;a> &lpar;STF&rpar;&comma; Corte máxima da Justiça no país&comma; decidiu pela constitucionalidade da política de cotas para negros e indígenas nas universidades&period; <&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A regra tem o objetivo de superar distorções sociais históricas&comma; com base no direito à igualdade material e no princípio da proporcionalidade”&comma; diz o resultado do julgamento&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;educacao&sol;noticia&sol;2025-12&sol;deputados-sc-proibem-cotas-raciais-em-universidades-estaduais">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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