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<p>A chegada de dezembro traz, além das celebrações, um fenômeno que se repete todos os anos: a chamada “<strong>síndrome do final do ano</strong>”, também conhecida como “<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/geral/audio/2024-12/dezembrite-medico-explica-como-sindrome-afeta-saude-no-fim-de-ano" target="_blank" rel="noopener"><strong>dezembrite</strong></a>”.</p>
<p>Embora não sejam termos médicos oficiais, a expressão descreve um conjunto de sintomas cada vez mais frequentes nesta época, como estresse, ansiedade, irritabilidade, cansaço extremo e, principalmente, insônia. Esse quadro costuma surgir devido ao acúmulo de metas, à sobrecarga de compromissos, aos balanços emocionais e à crescente privação de sono.</p>
<p>Por consequência, o impacto aparece de forma direta no descanso noturno. De acordo com a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://absono.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Academia Brasileira do Sono</a> (ABS), o brasileiro dorme, em média, apenas 6,4 horas por noite, número inferior às 7 a 9 horas recomendadas. O dado acende um alerta importante: 73 milhões de pessoas já convivem com insônia no país.</p>
<figure id="attachment_8123" aria-describedby="caption-attachment-8123" style="width: 389px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-8123" class="wp-caption-text">Freepik</figcaption></figure>
<p>Além disso, a ABS destaca que dormir mal provoca uma série de prejuízos físicos e mentais. No curto e longo prazo, noites ruins comprometem o humor, o manejo do estresse, o foco e a memória. Também aumentam o risco de hipertensão, arritmias e doenças cardiovasculares, alteram o metabolismo, reduzem a imunidade, favorecem ganho de peso, agravam quadros de ansiedade e depressão e elevam o risco de acidentes.</p>
<p>Segundo o presidente da ABS e responsável técnico pelo evento, Dr. Edilson Zancanella, dezembro potencializa esse cenário.</p>
<p>“<strong>Vivemos em permanente estado de alerta. O cérebro não desliga, e dezembro amplifica isso. Metas, prazos, cobranças emocionais e a hiperconectividade criam o cenário perfeito para o desastre fisiológico do sono”</strong>, afirma. Ele reforça ainda que “quando a insônia se instala, ela não apenas rouba o descanso: altera humor, pressão arterial, metabolismo e a capacidade de lidar com o estresse.”</p>
<p>Com isso, surge um ciclo que tende a se intensificar no fim do ano: menos sono leva a mais ansiedade, irritabilidade e impulsividade, o que, por sua vez, piora ainda mais as noites seguintes.</p>
<figure id="attachment_8122" aria-describedby="caption-attachment-8122" style="width: 372px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-8122" class="wp-caption-text">Paciente em tratamento do distúrbio do sono</figcaption></figure>
<h5><strong>Salvador sedia o maior evento de Medicina do Sono do país</strong></h5>
<p>Neste contexto, Salvador receberá, de 3 a 6 de dezembro, o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://sono2025.com.br/" target="_blank" rel="noopener">XXI Congresso Brasileiro do Sono</a>, o maior evento da área no Brasil e um dos mais relevantes encontros internacionais dedicados ao estudo do sono.</p>
<p>O congresso reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater inovação, inteligência artificial, terapias emergentes e novas estratégias clínicas para enfrentar os transtornos que afetam milhões de pessoas.</p>
<p>Organizado pela Academia Brasileira do Sono (ABS), em parceria com a Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) e a Associação Brasileira de Odontologia do Sono (ABROS), o encontro reforça a importância do tema, especialmente em um período do ano em que a saúde mental e o sono costumam ficar mais fragilizados.</p>
<h5><strong>A programação inclui discussões sobre:</strong></h5>
<p>• Como a inteligência artificial está transformando diagnósticos e tratamentos;<br />• Os impactos positivos e negativos do mundo digital no sono;<br />• Avanços no uso de canabinóides;<br />• Terapias emergentes, como lemborexant e neuroestimulação;<br />• Novas abordagens clínicas para apneia do sono, síndrome das pernas inquietas e insônia associada à depressão.</p>
<blockquote>
<p>Para o Dr. Zancanella, o congresso chega em um momento crucial.<br />“<strong>Estamos trazendo ao Brasil uma discussão de altíssimo nível, que une ciência, tecnologia e cuidado humano. Em um mundo que vive cansado, atualizar-se para tratar o sono é uma urgência de saúde pública</strong>“, afirma.</p>
</blockquote>
<p>Ele complementa: “Nossa missão é ajudar os profissionais a entenderem o impacto dessa nova era tecnológica e oferecer à população caminhos reais para voltar a dormir.”</p>
<figure id="attachment_8121" aria-describedby="caption-attachment-8121" style="width: 225px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-8121" class="wp-caption-text">Dr. Edilson Zancanella</figcaption></figure>
<h5><strong>Bahia se destaca no cenário nacional do sono</strong></h5>
<p>A presidente do congresso na Bahia, Dra. Cristina Sales, reforça a importância da mobilização regional:</p>
<p>“Nós, baianos, estamos abraçando este congresso com a força, a competência e a sensibilidade que o tema exige. Este é um momento essencial para integrar evidências científicas, pesquisas e prática clínica em busca de soluções reais para quem convive com os distúrbios do sono. Nosso compromisso é claro: mostrar que é possível dormir melhor e viver melhor”.</p>
<p>Dra. Cristina Salles ressalta que os números reforçam a necessidade urgente de abordar os distúrbios do sono como uma questão de saúde pública, promovendo conscientização, diagnóstico precoce e tratamentos eficazes.</p>
<figure id="attachment_8120" aria-describedby="caption-attachment-8120" style="width: 208px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-8120" class="wp-caption-text">Dra. Cristina Salles</figcaption></figure>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/a-insonia-ja-afeta-73-milhoes-de-brasileiros-e-tende-a-piorar/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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