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<p><strong>A decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reação imediata de entidades da indústria e do varejo e das plataformas de comércio internacional.</strong></p>
<p>A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a valer a partir desta quarta-feira (13), mantendo apenas a cobrança de 20% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as encomendas.</p>
<p>Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a<strong> medida cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional</strong>. Em nota, a entidade declarou que a decisão representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”.</p>
<p>A CNI avalia que o impacto será maior sobre micro e pequenas empresas e poderá provocar perda de empregos.</p>
<p>A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) classificou a revogação da cobrança como “extremamente equivocada”. Segundo a entidade, <strong>a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais</strong>.</p>
<p>“É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos e custos regulatórios enquanto concorrentes estrangeiros recebem vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional”, afirmou a Abit.</p>
<p>A associação também argumentou que a decisão pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e abril de 2026, o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.</p>
<p>A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) disse “repudiar com veemência” o fim da tributação. Para a entidade, a medida representa “um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil” e pode &#8220;penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam e sustentam a arrecadação do país”.</p>
<p>A entidade defendeu a criação de medidas compensatórias para evitar fechamento de empresas e perda de postos de trabalho.</p>
<p>A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a decisão. </p>
<p>“Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal”, declarou o presidente da frente, deputado Júlio Lopes (PP-RJ).</p>
<h2>Apoio das plataformas</h2>
<p>Na direção oposta, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) comemorou o fim da cobrança.</p>
<p>A entidade, que reúne empresas como Amazon, Alibaba, Shein e 99, afirmou que<strong> a tributação era “extremamente regressiva” e reduzia o poder de compra das classes C, D e E</strong>.</p>
<p>Segundo a Amobitec, a chamada “taxa das blusinhas” aprofundava a desigualdade social no acesso ao consumo e não cumpriu a promessa de fortalecer a competitividade da indústria nacional.</p>
<h2>Fim da cobrança</h2>
<p>A cobrança de 20% havia sido criada em 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme, voltado a regulamentar compras internacionais em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.</p>
<p><strong>Para compras acima de US$ 50, segue mantida a tributação de 60%.</strong></p>
<p>No ato de assinatura da MP que acaba com o imposto, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor. </p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/varejo-e-industria-criticam-fim-da-taxa-das-blusinhas">Fonte: Clique aqui</a></p>


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