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Sintomas da doença falciforme vão além da anemia; saiba mais – Subúrbio News

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;4 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil &ZeroWidthSpace;<&sol;p>&NewLine;<p>Genética e hereditária&comma; a doença falciforme é mais abrangente que uma anemia&comma; nome pela qual ela costuma ser conhecida&period; Em entrevista à Agência Brasil&comma; a hematologista Marimília Pita esclareceu esse e outros mitos sobre essa condição de saúde&comma; que afeta até 100 mil brasileiros&comma; segundo estimativa do Ministério da Saúde&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Todo doente falciforme é anêmico&period; A doença falciforme é uma doença sistêmica que afeta todos os órgãos&period; Ela é genética&comma; hereditária e passada de pais para filhos”&comma; resumiu a médica&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Criadora da organização não governamental &lpar;ONG&rpar; Lua Vermelha&comma; que conscientiza a sociedade sobre a doença falciforme&comma; Marimília Pita também é oncohematologista pediátrica e fundadora do Comitê de Hematologia Pediátrica da Associação Brasileira de Hematologia&comma; Hemoterapia e Terapia Celular &lpar;ABHH&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Neste dia 19 de junho&comma; celebra-se o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme&period; A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas &lpar;ONU&rpar; para dar visibilidade a essa condição genética&comma; reduzir o preconceito e melhorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Hemácias em forma de foice<br &sol;>A anemia é o primeiro grande sintoma dessa doença que costuma ser diagnosticado&period; Isso ocorre porque o que causa essa condição de saúde é uma alteração nas hemácias&comma; também conhecidas como glóbulos vermelhos&comma; que são as células sanguíneas responsáveis por levar o oxigênio aos tecidos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em uma pessoa que apresenta essa condição genética&comma; a hemácia perde o seu formato natural&comma; semelhante ao de um grão de feijão&comma; e assume uma aparência mais alongada&comma; parecida com uma foice&period; Daí o nome falciforme&comma; que significa forma de foice&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Doença Falciforme – Médica hematologista Marimília Pita&period; Foto&colon; Marcelo Machado&sol;RN Imagem<br &sol;>Hematologista Marimília Pita por Marcelo Machado&sol;RN Imagem<br &sol;>&OpenCurlyDoubleQuote;Como essa célula é muito comprida&comma; ela não dura a mesma quantidade de dias que uma célula normal&comma; que dura 120 dias&period; Na doença falciforme&comma; ela se quebra com 20 dias&comma; 30 e até 80 dias&period; Então&comma; o paciente está sempre com anemia”&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Além disso&comma; a hemácia comprida é rígida e&comma; quando ela se quebra&comma; entope os vasos sanguíneos&comma; enquanto a hemácia normal é superflexível e leva oxigênio para todos os microvasos do indivíduo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ao longo da vida&comma; esse paciente passa a sofrer as consequências de as hemácias com esse formato não chegarem a todos os tecidos&comma; ocasionando &OpenCurlyDoubleQuote;microinfartos” que podem atingir desde membros até órgãos&comma; como o coração e os olhos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Aquela área fica sem sangue&comma; ela não respira&comma; fica infartada&comma; e a função do órgão vai diminuindo&period; Isso significa que&comma; à medida que o paciente vai crescendo&comma; ele se torna um indivíduo cardiopata&comma; pneumopata&comma; nefropata e&comma; assim&comma; sucessivamente”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Teste do pezinho<br &sol;>O diagnóstico da doença falciforme&comma; entretanto&comma; pode se dar antes disso&period; Há 25 anos&comma; o Ministério da Saúde incluiu uma pesquisa de hemoglobina capaz de detectá-la no Teste do Pezinho&comma; exame obrigatório e gratuito para bebês recém-nascidos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O diagnóstico precoce&comma; ainda na maternidade&comma; torna a evolução do paciente bem mais tranquila&comma; segundo a hematologista&period; Entre os principais ganhos está a prevenção de infecções&comma; uma das principais causas de morte entre esses pacientes antes dos 7 anos de idade&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na maior parte dos casos&comma; a doença não tem cura&comma; mas pode ser acompanhada e ter seus sintomas atenuados com tratamento médico&period; Em alguns casos&comma; é possível um tratamento curativo por meio do transplante de medula&comma; quando o paciente atende aos critérios de elegibilidade e encontra um doador compatível&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Dor intensa<br &sol;>Outro sintoma comum da doença falciforme é a ocorrência de crises de dor intensa&period; Esse quadro é causado pela obstrução de pequenos vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em forma de foice&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A dor é mais frequente nos ossos e nas articulações&comma; podendo&comma; porém&comma; atingir qualquer parte do corpo&period; Nas crianças pequenas&comma; as crises de dor podem acometer pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés&comma; causando inchaço e vermelhidão no local&comma; além de dor&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Essas dores podem ser tão intensas que muitos pacientes têm de ser internados em unidades de terapia intensiva &lpar;UTI&rpar;&comma; para que possam receber morfina&comma; conta a hematologista&period; Ela lamenta que&comma; muitas vezes&comma; os profissionais de saúde não estão preparados para lidar com esse quadro de dor aguda&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A médica representa o Brasil em um grande estudo internacional com 2 mil doentes&comma; dos quais 260 eram brasileiros&period; Nesse estudo&comma; só 34&percnt; dos pacientes do Brasil receberam morfina durante crises de dor&comma; enquanto&comma; nos Estados Unidos&comma; são 98&percnt; e&comma; no Canadá&comma; 99&percnt;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O paciente sofre com isso&period; E&comma; ao longo do tempo&comma; ele vai piorando clinicamente&period; E o pior de tudo isso é que esse paciente&comma; na maioria das vezes&comma; é considerado um adicto &lbrack;dependente químico&rsqb;&period; Porque ele chega no pronto-socorro uivando de dor e pedindo&comma; pelo amor de Deus&comma; uma morfina”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Racismo<br &sol;>Entre todos os desafios enfrentados pelos pacientes com doença falciforme&comma; Marimília destaca um que vem de fora do corpo dos pacientes&colon; o racismo estrutural&period; A doença é mais frequente na população negra&comma; porque a mutação genética que causa o quadro teria sido originada no continente africano&comma; explicou a médica&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Então&comma; acontece a questão do racismo&comma; porque é uma doença hematológica&comma; crônica&comma; que mata&comma; e os pacientes são pobres&period; No Brasil&comma; existe uma relação direta da raça negra com a condição socioeconômica do indivíduo”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A doença&comma; porém&comma; não é restrita ao continente africano nem exclusiva da população negra&comma; principalmente em um país miscigenado como o Brasil&period; <&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É uma doença mundial&period; Ela ocorre também na Índia&comma; na Arábia&comma; na Europa&comma; nas Américas&comma; na Austrália&comma; no Caribe&comma; em tudo que é lugar do mundo”&comma; reforçou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Diagnóstico cedo<br &sol;>Nilceia Alves Gomes da Silva descobriu que seu filho Agner Eduardo da Silva tinha a doença falciforme quando ele ia completar 2 anos&period; <&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Começou com as crises que&comma; até então&comma; eu não sabia o que eram&comma; com dores na mão&comma; no pé&comma; que ficavam inchados&period; Aí&comma; eu levava ele no pronto-socorro&comma; e os médicos falavam que era algum bicho que tinha mordido e coisas assim”&comma; disse Nilceia à Agência Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Somente quando pagou uma consulta em um médico particular&comma; ela soube que havia a possibilidade de o filho ter doença falciforme&comma; devido a todos os sintomas que estava apresentando&period; Ao saber da situação financeira de Nilceia&comma; o médico encaminhou o caso para duas instituições gratuitas de São Paulo&colon; a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital das Clínicas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Ali&comma; começou a nossa trajetória”&comma; lembrou Nilceia&comma; que viu o filho ser internado pela primeira vez aos 12 anos&period; Hoje&comma; ele está com 47 anos e já foi hospitalizado cinco vezes com crises de doença falciforme&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Doença Falciforme – Nilceia Gomes da Silva e o filho Agner Eduardo&period; Foto&colon; Agner Eduardo&sol; Arquivo Pessoal<br &sol;>Nilceia Gomes da Silva e o filho Agner Eduardo&period; Foto&colon; Agner Eduardo&sol; Arquivo Pessoal<br &sol;>Apesar das dificuldades&comma; Nilceia se orgulha do fato de os filhos terem estudado&period; Agner é advogado&comma; casado e tem uma filha&period; <&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Ele tem a doença até hoje&comma; mas não é coitadinho&period; Tem que saber conviver com a doença&comma; correr atrás dos seus direitos e viver”&comma; afirmou Nilceia&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Internações constantes<br &sol;>Também paciente da hematologista Marimília&comma; Lucas Henrique Gama Nascimento está atualmente com 35 anos de idade e nasceu com a doença falciforme&period; <&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Você não entende direito que tem que ser um pouco diferente das outras crianças&period; Sempre tem aquela coisa de não faz isso&comma; evita aquilo&period; E você tem que ir lidando com as limitações”&comma; contou Lucas à Agência Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Internações foram uma constante em sua vida&comma; com fortes crises de dor&period; Ele destacou que a doença falciforme acarreta uma série de coisas não só físicas&comma; mas também emocionais&period; <&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Você não tem nenhuma segurança&period; Você está bem&comma; mas não pode planejar muito&period; Às vezes&comma; você planeja e é frustrado&comma; porque acorda com dor”&comma; contou ele&comma; que teve apoio para superar esses problemas&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Graças a Deus&comma; eu tive uma mãe que nunca fez disso um peso&period; Ela sempre me colocava para cima e falava&colon; &OpenCurlyQuote;Você pode&comma; sim&comma; você é igual às outras pessoas&comma; você é forte’”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ele comemora que&comma; mesmo com as dificuldades&comma; conseguiu ser a primeira pessoa da família a fazer uma faculdade federal&comma; formando-se no curso de Tecnologia em Sistemas Eletrônicos Digitais&comma; no Instituto Federal de São Paulo &lpar;IFSP&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Doença Falciforme – Lucas Nascimento e família&period; Foto&colon; Lucas Nascimento&sol; Arquivo Pessoal<br &sol;>Lucas Nascimento e família&period; Foto&colon; Lucas Nascimento&sol; Arquivo Pessoal<br &sol;>Lucas atuou na área por 12 anos e&comma; atualmente&comma; está afastado&comma; por conta de uma sequela da doença falciforme &HorizontalLine; uma necrose no fêmur&period; Para receber uma prótese&comma; como os médicos recomendam&comma; ele precisa estar bem de saúde&comma; mas&comma; no momento&comma; Lucas se recupera de um transplante de medula que não teve sucesso e aguarda para fazer a intervenção no osso da coxa&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Casado e com dois filhos pequenos&comma; de 1 e 4 anos&comma; Lucas também é escritor&period; Ele publicou o livro Você tem um propósito&comma; em que ajuda as pessoas a terem inteligência emocional e espiritual para superar dificuldades&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p><script>&lpar;function&lpar;d&comma; s&comma; id&rpar; &lbrace;&NewLine;&Tab;&Tab; var js&comma; &fjlig;s &equals; d&period;getElementsByTagName&lpar;s&rpar;&lbrack;0&rsqb;&semi;&NewLine;&Tab;&Tab; if &lpar;d&period;getElementById&lpar;id&rpar;&rpar; return&semi;&NewLine;&Tab;&Tab; js &equals; d&period;createElement&lpar;s&rpar;&semi; js&period;id &equals; id&semi;&NewLine;&Tab;&Tab; js&period;src &equals; "&sol;&sol;connect&period;facebook&period;net&sol;en&lowbar;US&sol;sdk&period;js&num;xfbml&equals;1&version&equals;v2&period;7"&semi;&NewLine;&Tab;&Tab; &fjlig;s&period;parentNode&period;insertBefore&lpar;js&comma; &fjlig;s&rpar;&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;&rcub;&lpar;document&comma; 'script'&comma; 'facebook-jssdk'&rpar;&rpar;&semi;<&sol;script><&sol;p>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;suburbionews&period;com&period;br&sol;sintomas-da-doenca-falciforme-vao-alem-da-anemia-saiba-mais&sol;">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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