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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Divulgação / PF</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/02/imagem-jvp-2026-02-03t113407.637-345x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/02/imagem-jvp-2026-02-03t113407.637-750x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">Programa prevê fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado<br /></span></div>
<p><?xml encoding="UTF-8"???></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O programa <strong>Brasil Contra o Crime Organizado</strong>, lançado nesta terça-feira (12), prevê o fortalecimento das atuais Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), a compra de equipamentos e a promoção de 138 unidades prisionais para o padrão de segurança máxima dos presídios federais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o Palácio do Planalto, a estratégia nacional de enfrentamento às organizações criminosas está estruturada a partir de quatro eixos:</span></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">Asfixia financeira do crime organizado;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fortalecimento da segurança no sistema prisional;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Qualificação da investigação de homicídios;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o governo federal, os quatro eixos foram pensados como<strong> resposta a cada um dos pilares sobre os quais as facções criminosas sustentam seu poder</strong>: obtenção de lucros com as atividades ilícitas; comando das prisões, onde arregimentam mão de obra; falta de resposta/punição à violência letal e poder armado.</span></p>
<h3><strong>Articulação</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda de acordo com o Palácio do Planalto, a proposta é <strong>promover uma maior articulação entre as instâncias federal, estaduais e municipais</strong>, qualificando e potencializando investimentos e esforços operacionais contra “o andar de cima, o comando e a base econômica das facções criminosas”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lula ressaltou que o Executivo federal não tem intenção de ocupar o espaço dos governadores ou da polícia estadual. “O dado concreto é que, se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer. E o crime organizado se aproveita da nossa divisão”</span></p>
<h3><strong>Crédito</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos <strong>R$ 1,06 bi de investimento direto</strong>, o programa prevê a criação de uma <strong>linha de crédito para a segurança pública de R$ 10 bilhões</strong>. O dinheiro virá do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social. Criado em 2024, o chamado Fiis assegura recursos para o financiamento de investimentos em infraestrutura social, incluindo a melhoria da segurança pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estados ou municípios que recorrerem à linha de crédito poderão usar os valores contratados na compra de viaturas, motocicletas operacionais, lanchas, embarcações, equipamentos de proteção individual, equipamentos de menor potencial ofensivo, drones, sistemas de radiocomunicação e videomonitoramento, câmeras e scanners corporais, bem como na reforma de estabelecimentos penais, bloqueadores de sinal, equipamentos de perícia e informática e em soluções tecnológicas específicas para o setor.</span></p>
<h3><strong>Eixos</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro eixo do programa, que está focado no estrangulamento financeiro das redes de atividades ilícitas, prevê um <strong>investimento federal direto de R$ 388,9 milhões</strong>. Entre as ações previstas está o fortalecimento das atuais Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), grupos operacionais que atuam em diferentes unidades federativas do Brasil, reunindo agentes de segurança locais e federais. Além disso, a ideia é criar uma <strong>Força Nacional (Ficcos)</strong> para operações interestaduais de alta complexidade. Entre as outras ações previstas estão:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Instalação, em outras unidades federativas, do <strong>Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRA)</strong>, criado em novembro de 2023, pelos governos federal e do Rio de Janeiro;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Uso de <strong>novas ferramentas de análise criminal</strong>, como as modernas soluções tecnológicas para extração de dados de dispositivos móveis (smartphones, tablets, notebooks e wearables etc.);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ampliação da <strong>alienação antecipada de bens do crime organizado</strong>, com leilões centralizados no Ministério da Justiça e Segurança Pública.</span></li>
</ul>
<h3><strong>Presídios</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ampliar o controle e a vigilância em estabelecimentos prisionais, a previsão é <strong>investir, em 2026, R$ 330,6 milhões</strong> para ampliar o controle sobre unidades estratégicas, com o objetivo de interromper a capacidade de articulação criminosa a partir das prisões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta inicial é <strong>promover 138 estabelecimentos, 10% das unidades prisionais do país</strong>, ao “padrão de segurança máxima”, semelhante ao dos presídios federais. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva,<strong> 80% das lideranças de organizações criminosas identificadas no país estão cumprindo pena nestes 138 estabelecimentos</strong>. Este segundo eixo do programa prevê:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Aquisição de drones, kits de varredura, raios X, veículos, georradares, scanners corporais, detectores de metal, soluções de áudio e vídeo e bloqueadores de celulares;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Realização de operações integradas de inteligência para retirada de celulares, armas, drogas e outros objetos ilícitos dos presídios;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fortalecimento das agências de inteligência penitenciária;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Capacitação de servidores e padronização de protocolos de segurança.</span></li>
</ul>
<h3><strong>Homicídios</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro eixo busca melhorar a <strong>eficiência na resolução de crimes letais</strong> por meio da qualificação da investigação e da perícia policial. Aproximadamente <strong>R$ 201 milhões vão ser distribuídos</strong>, este ano, entre o conjunto de ações que preveem:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Fortalecimento das polícias científicas;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Estruturação e qualificação dos Institutos Médico-Legais (IMLs);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fortalecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Articulação do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab);</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A aquisição pelo governo federal, e posterior distribuição aos estados, de equipamentos como freezers científicos, viaturas refrigeradas para transporte de corpos, mesas de necropsia, mesas ginecológicas, comparadores balísticos, equipamentos de DNA, kits de coleta e amplificação de material biológico, armários deslizantes e cromatógrafos.</span></p>
<h3><strong>Tráfico</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O programa promete destinar cerca de <strong>R$ 145 milhões às ações</strong> do programa de enfrentamento ao comércio ilegal de armas, munições e explosivos. Entre as quais estão:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Fortalecimento da capacidade de rastreamento e investigação;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarm);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (Sinarm);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Aparelhamento de delegacias especializadas;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Operações integradas de combate ao tráfico e ao desvio de armas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, <strong>os dois primeiros eixos do programa partem de experiências “sólidas e já comprovadas</strong>”: a Operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), e o exemplo dos presídios federais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os outros dois eixos, com muita consistência, serão inovação fundamental para fecharmos a lógica que é o aumento do esclarecimento das taxas de homicídios […] para eliminarmos este fator de atemorização, retroalimentando o poder do crime organizado, e o combate severo ao tráfico de armas”, explicou Wellington Silva.</span></p>
<h3><strong>Operações</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O cronograma prevê a realização de <strong>operações mensais integradas das Ficcos estaduais e da Ficco nacional</strong>, além da instalação dos<strong> comitês integrados de investigação financeira e recuperação de ativos (CIFRAs)</strong> estaduais até setembro deste ano.</span></p>
</p></div>
<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/saiba-como-vai-funcionar-o-programa-federal-contra-o-crime-organizado.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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