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<p><strong>O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta quarta-feira (3) que as<em> fintechs</em> (<em>startups</em> do setor financeiro) terão de repassar ao Fisco informações sobre movimentações financeiras de forma retroativa, desde janeiro deste ano. </strong></p>
<p>Na semana passada, a Receita publicou <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-rfb-n-2.278-de-28-de-agosto-de-2025-651968141" target="_blank">instrução normativa</a> para estabelecer que <strong>as<em> fintechs</em> devem estar sujeitas às mesmas regras dos bancos</strong>, no que se refere à obrigação de fornecer informações que levem ao combate a crimes, como lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada após a deflagração de operações que desmantelaram um esquema de ligação entre o crime organizado, o setor financeiro e empresas de combustíveis.</p>
<p>Por causa da onda de<em> fake news</em> sobre uma eventual cobrança de impostos sobre o Pix, a Receita revogou em janeiro deste ano uma instrução normativa sobre a prestação de informações sobre as transferências instantâneas.<strong> A revogação, na prática, prejudicou a fiscalização das <em>fintechs</em>.</strong></p>
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<p>“As mentiras, sim, ajudaram o crime organizado. A gente corrigiu agora na sexta-feira e vamos pedir os dados retroativamente a janeiro. A partir dessas informações, eu tenho certeza de que mais coisas serão encontradas relacionadas a esse tipo de problema”, disse Barreirinhas ao participar de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara nesta quarta-feira.</p>
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<p>Segundo o secretário, os órgãos responsáveis pela Operação Carbono Oculto só vão divulgar os nomes de postos de combustíveis envolvidos com o crime organizado e a adulteração de produtos após terem certeza da participação deles. A operação reuniu órgãos federais e estaduais em ações de apreensão de documentos e prisão de suspeitos. O esquema pode ter movimentado R$ 80 bilhões e envolvia a adição de metanol em combustíveis. Até mil postos em dez estados podem ter sido atingidos.</p>
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<p><h6 class="meta">Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara &#8211;<strong> Foto: Lula Marques/Agência Brasil</strong><!--END copyright=435782--></h6>
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<p>Parlamentares da comissão cobraram a lista dos postos, alegando defesa do consumidor. Barreirinhas disse que a cautela é necessária para não prejudicar pessoas inocentes.</p>
<p>“Por que a gente não fica falando de nomes? Para não cometer erro de operações passadas em que não se separou antes o joio do trigo e se quebraram empresas, quebraram setores do empresariado por falta de cautela. A gente não pode demonizar sem ter certeza absoluta de quem nós estamos pegando”, reforçou.</p>
<p><strong>Segundo ele, o esquema financeiro também usava pessoas sem ligação com os crimes</strong>. O dinheiro passava por contas de <em>fintechs</em> e bancos tradicionais, em chamadas contas-bolsão. Depois, era aplicado em fundos de investimento e, ao final, em negócios regulares. Assim, pessoas idôneas podiam virar sócias de criminosos sem saber.</p>
<p>Barreirinhas lembrou que operações anteriores da Receita contra contrabando de cigarros e apostas ilegais também envolveram <em>fintechs</em>. Por isso, em 2024, o governo havia editado instrução normativa para dar transparência às operações desses bancos digitais, que acabou sendo revogada após a disseminação de <em>fake news</em> sobre taxação do Pix.</p>
<p>Ao defender a necessidade da ampliação da fiscalização, o secretário ressaltou que o objetivo não é atingir todas as instituições digitais, que contribuem para a inclusão financeira. Mas informou que a Medida Provisória 1.303/25 prevê punição a <em>fintechs</em> que atuem com <em>bets</em> ilegais.</p>
<p><em>*Com informações da Agência Câmara de Notícias</em></p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-09/receita-cobrara-dados-de-fintechs-de-forma-retroativa-desde-janeiro">Fonte: Clique aqui</a></p>


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