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<p>O mês de maio, tradicionalmente dedicado às mães, também chama atenção para uma condição que impacta diretamente a autoestima de muitas mulheres: o melasma. De acordo com a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.sbd.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Dermatologia</a>, entre 50% e 75% das gestantes desenvolvem algum grau de hiperpigmentação ao longo da gravidez. Em cidades com alta incidência solar, como Salvador, o problema tende a se intensificar, configurando um cenário de alerta para a saúde dermatológica.</p>
<p>Conhecido tecnicamente como cloasma gravídico, o melasma é provocado principalmente por alterações hormonais. Segundo a médica Danìelà Hermes, o quadro resulta de uma combinação de fatores. <strong>“O aumento de estrogênio e progesterona estimula os melanócitos a produzirem mais melanina. Além disso, quando há exposição à radiação ultravioleta e à luz visível, esse processo se intensifica, favorecendo o surgimento de manchas mais profundas”,</strong> explica.</p>
<figure id="attachment_9581" aria-describedby="caption-attachment-9581" style="width: 368px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-9581" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Impacto vai além da estética</strong></h4>
<p>O <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.sbd.org.br/doencas/melasma/" target="_blank" rel="noopener">melasma</a> se manifesta, sobretudo, por manchas escuras no rosto, especialmente na testa, bochechas e região do buço, mas também pode atingir outras áreas expostas ao sol. Embora não represente risco direto à saúde física, o impacto emocional costuma ser significativo. Nesse sentido, muitas mulheres relatam queda na autoestima e desconforto com a própria imagem, especialmente no período pós-parto.</p>
<p>Além disso, o risco não se distribui de maneira uniforme. Mulheres com fototipos mais altos, como peles pardas e negras, apresentam maior atividade dos melanócitos. Por isso, em estados como a Bahia, a incidência tende a ser mais elevada.</p>
<p>Durante a gestação, outras alterações dermatológicas também podem surgir. Entre elas, destacam-se:</p>
<ul>
<li>Hipercromia da linha abdominal, conhecida como linha nigra;</li>
<li>Acne gestacional, que pode atingir até 42% das mulheres;</li>
<li>Estrias decorrentes das mudanças corporais.</li>
</ul>
<p>De acordo com a especialista, essas transformações são naturais, mas exigem acompanhamento adequado. <strong>“Em regiões de clima quente e úmido, como o Nordeste, a atenção deve ser ainda maior para evitar agravamentos”,</strong> ressalta.</p>
<h4><strong>Pós-parto exige atenção contínua</strong></h4>
<p>Apesar da crença comum, o melasma nem sempre desaparece após o parto. Embora a redução hormonal contribua para uma melhora parcial, a atividade dos melanócitos pode permanecer elevada. Com isso, as manchas podem persistir por anos sem o tratamento adequado.</p>
<blockquote>
<p><strong>“Muitas mulheres acreditam que o quadro vai regredir completamente, mas isso nem sempre acontece. Quando não há intervenção, o melasma pode se estabilizar e se tornar mais difícil de tratar”</strong>, alerta Danìelà Hermes.</p>
</blockquote>
<h4><strong>Prevenção e cuidados diários</strong></h4>
<p>Para reduzir os impactos do melasma, especialistas recomendam uma rotina rigorosa de cuidados com a pele. Entre as principais orientações estão:</p>
<ul>
<li>Uso diário de protetor solar com FPS 50 ou superior;</li>
<li>Reaplicação do produto ao longo do dia;</li>
<li>Evitar exposição solar entre 10h e 16h;</li>
<li>Utilizar chapéus e outras barreiras físicas;</li>
<li>Manter a pele hidratada;</li>
<li>Evitar o uso de produtos sem orientação médica, especialmente durante a gestação.</li>
</ul>
<p>Além disso, o uso inadequado de clareadores pode agravar o problema. “A automedicação é um dos principais erros. Alguns produtos podem causar efeito rebote ou até danos permanentes à pele”, enfatiza a médica.</p>
<p>Diante desse cenário, o acompanhamento dermatológico se torna essencial, especialmente em regiões com alta exposição solar. Com informação e cuidados adequados, é possível controlar o melasma e minimizar seus impactos ao longo da gestação e no pós-parto.</p>
</p></div>
<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/melasma-atinge-ate-75-das-gestantes-e-exige-cuidados/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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