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Em nove estados, polícias mataram 11 pessoas por dia em 2024

<p><&sol;p>&NewLine;<p>Estudo da Rede de Observatórios da Segurança observa que pessoas negras têm 4&comma;2 vezes mais chances de ser mortos por policiais do que brancos<&sol;p>&NewLine;<div wp&lowbar;automatic&lowbar;>&NewLine;<div class&equals;"post&lowbar;image"><span class&equals;"image&lowbar;fonte">Roberto Sungi&sol;Ato Press&sol;Estadão Conteúdo<&sol;span><picture><source media&equals;"&lpar;max-width&colon; 799px&rpar;" srcset&equals;"https&colon;&sol;&sol;jpimg&period;com&period;br&sol;uploads&sol;2025&sol;08&sol;ato20250822074-311x207&period;jpg"><source media&equals;"&lpar;min-width&colon; 800px&rpar;" srcset&equals;"https&colon;&sol;&sol;jpimg&period;com&period;br&sol;uploads&sol;2025&sol;08&sol;ato20250822074-677x450&period;jpg"><&sol;source><&sol;source><&sol;picture><span class&equals;"image&lowbar;credits">Em 2024&comma; 11 pessoas foram mortas por dia pela polícia em nove estados brasileiros&comma; e pelo menos oito delas eram negras<br &sol;><&sol;span><&sol;div>&NewLine;<p><&quest;xml encoding&equals;"UTF-8"&quest;&quest;&quest;><&sol;p>&NewLine;<p>Em 2024&comma; 11 pessoas foram mortas por dia pela polícia em nove estados brasileiros&comma; e pelo menos oito delas eram negras&period; Os dados fazem parte do boletim Pele Alvo&comma; divulgado nesta quinta-feira &lpar;6&rpar; pela Rede de Observatórios da Segurança sobre os estados do Amazonas&comma; Bahia&comma; Ceará&comma; Maranhão&comma; Pará&comma; Pernambuco&comma; Piauí&comma; <strong>Rio de Janeiro<&sol;strong> e <strong>São Paulo<&sol;strong>&period; As nove unidades da federação pesquisadas somaram 4&period;068 mortes no ano passado&comma; sendo 3&period;066 pessoas pretas ou pardas&period; Os pesquisadores ressalvam&comma; entretanto&comma; que não constava a cor ou raça da pessoa morta em mais de 500 registros&period; Em 2023&comma; o número total de mortes chegou a 4&period;025&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A disparidade racial também aparece no indicador que mede as taxas de mortalidade a cada 100 mil habitantes de pessoas negras e de pessoas brancas&period; De forma geral&comma; o estudo conclui que pessoas negras têm 4&comma;2 vezes mais chances de ser mortos pela polícia do que brancos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na Bahia&comma; a taxa entre negros ficou em 11&comma;5 mortos pela polícia para cada 100 mil moradores&comma; enquanto&comma; entre brancos&comma; foram 2 para 100 mil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Outro estado que se destaca em termos de desigualdade&comma; o <strong>Pará<&sol;strong> apresentou mortalidade para negros de 8&comma;1&sol;100 mil&comma; contra 3&comma;2 dos brancos&period; No Rio de Janeiro&comma; são 5&comma;9 pretos e pardos mortos para cada 100 mil&comma; enquanto os brancos tiveram mortalidade de 1&comma;3&period; Além disso&comma; em todos os estados&comma; a proporção de pessoas negras entre os mortos foi superior à proporção delas na população em geral&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na Bahia&comma; por exemplo&comma; onde 79&comma;7&percnt; da população é preta ou parda&comma; essa proporção&comma; entre os mortos&comma; é de 95&comma;7&percnt;&period; O Rio de Janeiro é o estado com a maior diferença&colon; enquanto a proporção de pretos e pardos na população é de 57&comma;8&percnt;&comma; pessoas desses grupos foram 86&comma;1&percnt; dos mortos&period;<&sol;p>&NewLine;<h3><strong>Metade dos mortos era jovem<&sol;strong><&sol;h3>&NewLine;<p>O boletim também destaca que 57&comma;1&percnt; dos mortos eram jovens&comma; com idades entre 18 e 29&comma; totalizando 2&period;324 vítimas&period; Além disso&comma; 297 pessoas eram adolescentes&comma; com 12 a 17 anos quando foram mortas&comma; um aumento de 22&comma;1&percnt; em relação a 2023&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para a pesquisadora da Rede de Observatórios da Segurança&comma; Francine Ribeiro&comma; os dados comprovam como as forças de segurança desses estados têm atuado em &OpenCurlyDoubleQuote;modo guerra”&comma; e não há investimento em prevenção&comma; nem em integração com outros setores&comma; para reduzir a violência&period; &OpenCurlyDoubleQuote;As polícias&comma; em todos os estados&comma; têm seguido uma lógica parecida&comma; de enfrentamento letal&comma; com a justificativa de combate ao tráfico de drogas e ao crime&period; Quando os investimentos são retirados da prevenção&comma; percebemos um desinteresse em resolver o problema na raiz”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Sem políticas estruturadas de prevenção&comma; conectadas a outras políticas públicas&comma; esse <em>modus operandi<&sol;em> não vai mudar e continuaremos a ver esses números aumentando ou se mantendo muito parecidos&comma; sem uma redução efetiva”&comma; complementa Francine&period;<&sol;p>&NewLine;<h3><strong>ADPF das Favelas<&sol;strong><&sol;h3>&NewLine;<p>A Rede de Observatórios da Segurança monitora esses estados desde 2019 e&comma; em seis anos&comma; enquanto a letalidade na Bahia cresceu 139&comma;4&percnt;&comma; no Rio de Janeiro as mortes por intervenção policial caíram 61&comma;2&percnt;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Francine Ribeiro credita a redução da mortalidade provocada pelas polícias fluminenses está relacionada à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635&comma; mais conhecida como ADPF das Favelas&comma; ação do Supremo Tribunal Federal que estabeleceu medidas para diminuir a letalidade policial no Rio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Foi importante para criar limites nas operações nas favelas&comma; impactando positivamente na redução das mortes&period; Mas isso não se sustentou na última semana&comma; pois&comma; com as mais de 100 pessoas mortas &lpar;na Operação Contenção&rpar;&comma; 2025 será comparativamente mais letal que 2024”&comma; ressalva a pesquisadora&period;<&sol;p>&NewLine;<h3><strong>Alta em São Paulo<&sol;strong><&sol;h3>&NewLine;<p>O estudo também destaca que a letalidade em São Paulo vem escalonando de forma preocupante desde 2022&comma; com alta de 93&comma;8&percnt; em três anos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Francine diz que o estado viveu uma fase de redução nos números&comma; com a utilização de câmeras corporais pelos policiais&comma; mas isso foi revertido&comma; após mudanças no programa que permitiram que as gravações sejam feitas por acionamento&comma; e não de modo contínuo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Somou-se a isso a promoção de operações violentas que deixaram muitas pessoas mortas em pouco espaço de tempo&period; Os números voltaram aos patamares de 2019&comma; antes da expansão das câmeras”&comma; complementa&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"cta-model cta-model2" name&equals;"model2">&NewLine;<div class&equals;"cta-container-general">&NewLine;<div class&equals;"cta-container-model2" wp&lowbar;automatic&lowbar;>&NewLine;<div class&equals;"container-image-text" wp&lowbar;automatic&lowbar;>&NewLine;<div class&equals;"container-img"><&sol;div>&NewLine;<p>&NewLine; <span id&equals;"cta-text" editable&equals;"true" name&equals;"Conteúdo&colon;">Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp&excl;<&sol;span>&NewLine; <&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<h3><strong>Bahia tem maior letalidade<&sol;strong><&sol;h3>&NewLine;<p>Porém a polícia mais letal entre os estados analisados continua sendo a da Bahia&comma; com 1&period;556 mortes&comma; o que representa 38&percnt; do total&period; Desde 2021&comma; o estado registra mais de 1 mil casos por ano&comma; e quase a totalidade dos mortos são homens negros&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O boletim avalia que parte do aumento está relacionada à resposta das autoridades ao intenso conflito de facções criminosas registrado no estado nos últimos anos e classifica a situação como &OpenCurlyDoubleQuote;uma urgência social”&period;<&sol;p>&NewLine;<p><em>&ast;Com informações da Agência Brasil<br &sol;><&sol;em><em>Publicado por Nícolas Robert<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;jovempan&period;com&period;br&sol;noticias&sol;brasil&sol;em-nove-estados-policias-mataram-11-pessoas-por-dia-em-2024&period;html">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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