Categories: Política

Cronologia da tentativa de golpe: atentados, bloqueios e acampamentos

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;3 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p><strong>As imagens da depredação das sedes dos Três Poderes da República&comma; em 8 de janeiro de 2023&comma; que completa três anos nesta quinta-feira &lpar;8&rpar;&comma; correram o mundo e entraram para a história como uma das páginas mais dramáticas e sombrias da trajetória da democracia brasileira&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Naquela tarde nublada de domingo&comma; em Brasília&comma; <strong>milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro&comma; derrotado nas urnas dois meses antes&comma; marcharam pela Esplanada dos Ministérios&comma; cruzaram um bloqueio policial e invadiram o Congresso Nacional&comma; o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar;&comma; destruindo tudo o que viam pela frente&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Ali&comma; eles reafirmavam um pedido que ecoava em segmentos extremistas da sociedade&colon; queriam um golpe de Estado para depor o presidente Luiz Inácio Lula da Silva&comma; eleito democraticamente&comma; e naquela altura empossado havia apenas uma semana no cargo&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;365854&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;365854 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Apoiadores de Bolsonaro invadem e depredam as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 &&num;8211&semi;<strong> Foto&colon; Marcelo Camargo&sol;Arquivo Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;365854--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Esse momento é o marco culminante da chamada trama golpista&comma; um conjunto de atos e movimentações&comma; alguns bem coordenados entre si&comma; outros mais isolados&comma; que buscavam&comma; em última instância&comma;<strong> romper com a ordem democrática e manter o grupo bolsonarista no poder<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O plano de ruptura&comma; segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República &lpar;PGR&rpar; que levou à condenação de Jair Bolsonaro e aliados no STF&comma; começou a ser esboçado ainda em 2021&comma; poucos dias depois de Lula ter recuperado sua elegibilidade&period; Foi naquele momento que o núcleo da organização criminosa passou a cogitar de o então presidente da República passar a afrontar e a desobedecer a decisões do STF e defender a ideia de deslegitimar o processo eleitoral brasileiro em caso de vitória do adversário de Bolsonaro&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Quando o cenário da derrota eleitoral bolsonarista se materializou no pleito de 30 de outubro de 2022&comma; uma série de ocorrências&comma; incluindo episódios de violência&comma; atos terroristas e protestos golpistas&comma; passou a se suceder pelo país&period; A seguir&comma; a Agência Brasil reconstitui esses fatos&comma; de forma cronológica&comma; ocorridos no intervalo entre o fim das eleições e o fatídico 8 de janeiro&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Bloqueios de rodovias<&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-grande&lowbar;6colunas type-image atom-align-left">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;305463&colon;grande&lowbar;6colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;305463 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Caminhoneiros bloqueiam rodovia no Paraná em protesto contra a derrota de Bolsonaro no segundo turno das eleições &&num;8211&semi; <strong>Foto&colon; Rodolfo Buhrer&sol;Arquivo Reuters&sol;Direitos reservados<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;305463--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Em uma das eleições presidenciais mais acirradas da história brasileira&comma; Lula venceu Jair Bolsonaro com 50&comma;9&percnt; dos votos válidos&comma; contra 49&comma;1&percnt;&period; O resultado não foi bem digerido pelos apoiadores do então presidente – nem por ele próprio&comma; que demorou dois dias para se manifestar&comma; e o fez de forma ambígua&comma; alimentando as especulações golpistas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Naquela mesma noite de domingo&comma; enquanto apoiadores de Lula festejavam pelo país&comma; grupos de caminhoneiros e apoiadores de Jair Bolsonaro iniciaram bloqueios de rodovias em diversos estados&period;<strong> Foram mais de mil interdições totais ou parciais em estradas federais&comma; segundo a Polícia Rodoviária Federal &lpar;PRF&rpar; mapeou na época<&sol;strong>&period; Os bloqueios atingiram o auge nos primeiros dias de novembro&comma; fazendo com que Bolsonaro viesse a público pedir pela desobstrução das rodovias&comma; marcando sua primeira manifestação pública após o resultado das urnas&period; Naquela declaração&comma; ele agradeceu aos votos&comma; mas não parabenizou o adversário pela derrota&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os bloqueios&comma; que chegaram a causar alguns problemas pontuais de desabastecimento e cancelamento de voos em aeroportos&comma; foram perdendo força ao longo dias posteriores ao segundo turno&comma; até serem encerrados ainda no fim da primeira semana de novembro&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Acampamentos em quartéis<&sol;h2>&NewLine;<p>Após os bloqueios rodoviários se enfraquecerem&comma; <strong>grupos bolsonaristas começaram a montar acampamentos em frente a quartéis das Forças Armadas em cidades como Brasília&comma; São Paulo&comma; Rio de Janeiro&comma; Florianópolis&comma; Salvador&comma; Recife e municípios do interior&comma; exigindo intervenção militar e questionando a legitimidade das eleições&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-grande&lowbar;6colunas type-image atom-align-right">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;311368&colon;grande&lowbar;6colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;311368 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta"><&excl;--copyright&equals;311368-->Polícia e Exército se concentram em frente ao QG do Exército&comma; em Brasília&comma; para desmobilização de acampamento bolsonarista&comma; em 9 de janeiro de 2023 &&num;8211&semi; <strong>Foto&colon; Marcello Casal Jr&period;&sol;Arquivo Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;311368--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Foram <strong>mais de 100 acampamentos<&sol;strong>&comma; incluindo o que se tornou o mais importante deles&comma; montado em frente ao Quartel-General &lpar;QG&rpar; do Exército&comma; na capital federal&comma; de onde partiriam os manifestantes que depredaram a Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Diferentemente dos bloqueios em rodovias&comma; em que Bolsonaro veio a público pedir que os apoiadores parassem com essas intervenções&comma;<strong> os acampamentos golpistas&comma; como ficaram conhecidos&comma; tiveram aval direto do então presidente da República&comma; segundo consta na denúncia da PGR que acabou prevalecendo no julgamento do STF&period;<&sol;strong> De acordo com a denúncia&comma; a estratégia seria usada como justificativa para uma eventual intervenção&period; Uma das provas teria sido a própria nota dos comandantes das três forças autorizando a manutenção da permanência das pessoas na frente dos quartéis por ordem de Jair Bolsonaro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A estratégia dos acampamentos em quartéis deu fôlego para o movimento golpista&period;<strong> Esses locais se transformaram em verdadeiros centros de conspiração e contaram com a indiferença e mesmo conivência de autoridades&period; <&sol;strong>A logística para a manutenção desses espaços&comma; que contavam com estruturas de alimentação e alojamento para milhares de pessoas&comma; foi depois objeto de processo judicial no STF que condenou envolvidos diretos nessas montagens&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Atos terroristas e violência política<&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-grande&lowbar;6colunas type-image atom-align-left">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;308780&colon;grande&lowbar;6colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;308780 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Manifestantes apoiadores de Bolsonaro colocam fogo em carros e ônibus na capital federal na noite de 12 de dezembro de 2022 &&num;8211&semi;<strong> Foto&colon; Adriano Machado&sol;Arquivo Reuters&sol;Direitos Reservados<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;308780--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>A tensão nos acampamentos golpistas&comma; a negativa de reconhecimento da derrota e até uma ação do PL&comma; partido de Bolsonaro&comma; no Tribunal Superior Eleitoral &lpar;TSE&rpar;&comma; para invalidar votos de parte das urnas eletrônicas foram engrossando o caldo golpista ao longo de novembro e início de dezembro de 2022&period; No último mês daquele ano&comma; as ações começaram a escalar para a violência política explícita&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No dia 12 de dezembro&comma; data em que Lula foi diplomado no TSE para assumir o cargo de presidente da República&comma; em posse que ocorreria poucas semanas depois&comma; Brasília viveu uma de suas noites mais violentas em décadas&period; <strong>Manifestantes apoiadores de Bolsonaro tentaram invadir a sede da Polícia Federal &lpar;PF&rpar; na cidade e iniciaram um protesto que&comma; por volta das 22h&comma; chegou a fechar o Setor Hoteleiro Norte e parte do Eixo Monumental&comma; zona central da capital&period; Foram incendiados diversos carros e ônibus&comma; em cenas que chocaram o país pelo grau de vandalismo e violência política&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Na véspera de Natal&comma; no dia 24 de dezembro&comma; o motorista de um caminhão-tanque de combustível&comma; parado nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília&comma; percebeu um artefato explosivo no veículo e alertou policiais da área&comma; no que se revelou <strong>uma tentativa de atentado a bomba organizado por apoiadores de Bolsonaro que também estavam no acampamento golpista do QG do Exército&period;<&sol;strong> A tragédia só não foi consumada porque o explosivo falhou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Dois dos envolvidos foram condenados pela Justiça do Distrito Federal ainda em 2023&comma; por crimes de explosão&comma; incêndio e posse de arma de fogo&period; De acordo com as investigações&comma; eles pretendiam causar um episódio de grande comoção social e precipitar uma intervenção militar no país&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-grande&lowbar;6colunas type-image atom-align-right">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;312725&colon;grande&lowbar;6colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;312725 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Bomba é encontrado em caminhão-tanque nas proximidades do Aeroporto de Brasília&comma; em 24 de dezembro de 2022 &&num;8211&semi; <strong>Foto&colon; Adriano Machado&sol;Arquivo Reuters&sol;Proibida reprodução<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;312725--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>No fim de do ano passado&comma; George Washington de Oliveira Sousa&comma; Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza&comma; os três envolvidos na tentativa de atendado no aeroporto&comma; se tornaram réus no STF pelos crimes de associação criminosa&comma; abolição violenta do Estado Democrático de Direito&comma; tentativa de golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os episódios de violência de dezembro de 2022 elevaram ainda mais o nível de tensão&comma; e as autoridades prepararam um forte esquema de segurança para a posse de Lula&comma; no dia 1º de janeiro de 2023&period; O evento popular&comma; no entanto&comma; ocorreu sem intercorrências&comma; o que&comma; naquele momento&comma; pode ter passado uma sensação de tranquilidade&comma; que iria ser quebrada exatamente uma semana depois&comma; nos atos golpistas de 8 de janeiro&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Por memória e democracia<&sol;h2>&NewLine;<p>Para observar a data&comma; eventos especiais em favor da democracia marcam os três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro&period; <strong>No Palácio do Planalto&comma; o presidente Lula participa de uma cerimônia com autoridades e representantes da sociedade civil ainda pela manhã&period;<&sol;strong> O evento ocorre todos os anos para reforçar os valores democráticos após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O Supremo Tribunal Federal também preparou uma programação especial dentro da campanha Democracia Inabalada&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2026-01&sol;cronologia-da-tentativa-de-golpe-atentados-bloqueios-e-acampamentos">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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