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8/1: julgamento dos atos golpistas foi marco histórico para o país

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;2 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>Os julgamentos de civis e militares acusados pela trama de golpe de Estado que culminaram em 8 de janeiro de 2023&comma; representam um marco histórico para o Brasil&period; E a responsabilização daqueles que tiveram participação&comma; tanto nos atos como em seu planejamento&comma; representa&comma; segundo juristas e historiadores&comma; algo relevante para a retomada da democracia&comma; em um país com uma história tão repleta de golpes&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Historiador da Universidade de Brasília &lpar;UnB&rpar;&comma; o professor Mateus Gamba Torres avalia o julgamento de golpistas como algo inédito na história do Brasil&comma; país repleto não apenas de tentativas&comma; mas de golpes efetivos contra o Estado Democrático de Direito&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Segundo o professor&comma; existe uma questão de prática política e jurídica na república brasileira&comma; no sentido de absolver tentativas ou efetivações de golpes de Estado&period;<&sol;strong> Em muitos casos&comma; lembra o historiador&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;nem a julgamento os golpistas foram”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com Mateus Gamba&comma; o recente processo contra aqueles que atentaram contra a democracia do país representa&comma; portanto&comma; a quebra de uma prática histórica&comma; política e jurídica&comma; em um país com longo histórico de rompimentos institucionais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Tentativas de golpe na história brasileira são realmente muito comuns&comma; e vêm desde a fundação da nossa República&comma; o que&comma; inclusive&comma; foi também um golpe de Estado&comma; em 15 de novembro de 1889”&comma; disse o professor da UnB&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Desde então&comma; acrescenta&comma; os militares brasileiros &OpenCurlyDoubleQuote;se arvoram no direito de&comma; quando consideram necessário&comma; intervir na vida política do país”&period; <&sol;p>&NewLine;<p><strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Fazem isso como se fossem um poder moderador&semi; um pêndulo da República&period; Só que nunca houve&comma; na legislação brasileira&comma; qualquer tipo de deliberação para isso”&comma; diz&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Marco histórico<&sol;h2>&NewLine;<p>Criminalista e professor da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo&comma; Fernando Hideo diz não ter dúvida de que o julgamento daqueles que planejaram e executaram os atos golpistas culminados no 8 de janeiro de 2023 representa um marco histórico para o país&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Segundo o jurista&comma; ao julgar civis e militares envolvidos na trama golpista&comma; o Brasil rompeu a tradição histórica de impunidade seletiva que sempre acompanhou os episódios autoritários no país&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Pela primeira vez&comma; de forma clara e institucional&comma; o Estado brasileiro enfrentou uma tentativa organizada de ruptura democrática&period; Sem concessões corporativas&comma; sem anistias prévias e sem pactos de esquecimento”&comma; diz o professor&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ele reitera a posição do historiador Mateus Gamba&comma; no sentido de que o Brasil é um país marcado por golpes&comma; quarteladas e transições negociadas&period; <strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Mas esse julgamento afirmou algo essencial&colon; a democracia não é apenas um discurso&comma; mas um regime protegido pela Constituição Federal e pelas instituições”&comma; afirmou Hideo&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Ditadura militar<&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-right">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;449872&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;449872 --><&sol;div>&NewLine;<div class&equals;"dnd-caption-wrapper">&NewLine;<p><&excl;--copyright&equals;449872-->Jurista Lenio Sterck&period; <strong>Foto&colon;<&sol;strong> <strong>Gabriel&sol;Divulgação<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;449872--><&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>O constitucionalista e professor de Direito Constitucional da Unisinos Lenio Streck lembra que &OpenCurlyDoubleQuote;não faz muito que o Brasil passou por uma ditadura militar”&comma; acrescentando que&comma; em termos históricos&comma; 30 ou 40 anos é um tempo bem curto&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Nosso país já contabiliza 14 golpes e tentativas de golpes desde a implantação da República&period; A grande questão agora é ver se sabemos interpretar o passado&comma; compreendê-lo e&comma; assim&comma; olhar para o futuro”&comma; acrescenta&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Aprender com a História é exatamente a expertise de Gamba Torres&comma; pesquisador que desenvolveu diversos trabalhos sobre ditaduras civis e militares&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A gente sabe que&comma; quando os militares intervieram&comma; nunca foi pelo bem do Brasil&period; Seria muito ingênuo dizer que isso teria sido feito pelo bem do Brasil&period; É apenas discurso&period; Não é nem foi pelo bem do Brasil&comma; nem pelo bem da pátria”&comma; afirma o historiador&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Na verdade&comma; todo golpe dado no Brasil foi para impedir uma mudança necessária de algum tipo de governo&comma; como foi o caso agora após serem derrotados nas eleições”&comma; explica&comma; referindo-se ao pleito que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva presidente pela terceira vez&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>O resultado do julgamento que condenou civis e militares pela tentativa de golpe fortaleceu&comma; segundo o historiador&comma; as instituições brasileiras&comma; além de mostrar que autoridades ou simples cidadãos que atentam contra a democracia serão punidos&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A importância de a gente levar militares e civis aos tribunais é justamente para mostrar que ninguém está acima da Constituição&period; Seja ex-presidente&comma; seja general&comma; ministro ou alguém que tenha muito poder&comma; ninguém pode atentar contra a Constituição”&comma; disse à <strong>Agência Brasil<&sol;strong> o professor da UnB&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Responsabilização<&sol;h2>&NewLine;<p>Para o criminalista Fernando Hideo&comma; a responsabilização dessas pessoas que &OpenCurlyDoubleQuote;tentaram subverter a ordem democrática e depor um governo legitimamente eleito” é algo que reafirma dois pilares democráticos fundamentais&colon; a igualdade perante a lei e a submissão das Forças Armadas ao poder civil&comma; princípio estruturante do Estado Democrático de Direito&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Quando agentes armados&comma; financiadores&comma; articuladores políticos e executores materiais respondem judicialmente por seus atos&comma; o sistema jurídico envia uma mensagem inequívoca&comma; de que rupturas institucionais não são divergências políticas&period; São crimes contra a democracia”&comma; avalia&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-left">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;449871&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;449871 --><&sol;div>&NewLine;<div class&equals;"dnd-caption-wrapper">&NewLine;<p><&excl;--copyright&equals;449871-->Criminalista Fernando Hideo&period; <strong>Foto&colon;<&sol;strong> <strong>Marcos Silva&sol;Divulgação<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;449871--><&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><strong>Ele acrescenta que&comma; ao levar adiante esses julgamentos&comma; o Estado brasileiro &OpenCurlyDoubleQuote;rompeu com a tradição de impunidade que sempre acompanhou ataques à ordem democrática&comma; além de afirmar&comma; de modo claro&comma; que cargos&comma; patentes&comma; influência política ou poder econômico não funcionam como escudos contra a responsabilização”&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Talvez o ponto mais importante seja compreender que esses julgamentos não são movidos por vingança&comma; mas por memória institucional&comma; responsabilidade e compromisso com o futuro”&comma; complementou ao lembrar que democracias não vivem apenas de eleições&comma; mas sobrevivem e se fortalecem quando reagem institucionalmente a tentativas de ruptura e responsabilizam quem tentou destruí-las&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Recado<&sol;h2>&NewLine;<p>Segundo Hideo&comma; a condenação dos envolvidos na trama golpista envia um recado inequívoco à atual e às futuras classes políticas&colon; <strong>&OpenCurlyDoubleQuote;a democracia brasileira deixou de ser um espaço de experimentações autoritárias toleradas pelo tempo ou pelo esquecimento institucional”&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Para o constitucionalista Lenio Streck o recado dado às classes políticas ainda não está finalizado&comma; apesar da importância simbólica desse processo contra as aventuras golpistas&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A travessia não está completa&period; É lamentável o que vou dizer&comma; mas&comma; olhando o comportamento do Parlamento brasileiro nos últimos meses&comma; constatamos que vivemos uma espécie de estado permanente de golpismo”&comma; alerta o jurista&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A cada dia surgem novas tentativas de mudança da legislação&comma; seja com diminuição de penas&comma; dosimetria ou anistia&comma; seja com as tentativas de impeachment de ministros do STF e coisas desse gênero”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Nesse sentido&comma; segundo ele&comma; o Supremo está sendo muito mais criticado pelos seus acertos do que por seus erros&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Quando alguém faz uma crítica forte ao Supremo&comma; há de se perguntar se o Parlamento tem cumprido seu papel na defesa da democracia&period; Quem tem defendido a democracia é o STF&period; Enquanto o STF tiver de fazer esse papel&comma; como o fez em relação ao 8 de janeiro&comma; ele será muito mais criticado por seus acertos do que por seus erros”&comma; diz&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Parlamento<&sol;h2>&NewLine;<p>Na avaliação de Mateus Gamba Torres&comma; ao viabilizar qualquer diminuição de pena ou anistia de condenados pelo 8 de janeiro&comma; o Congresso Nacional dará uma demonstração de fraqueza das instituições brasileiras&comma; inclusive do próprio Parlamento&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Espero realmente que o Congresso Nacional não viabilize a anistia enrustida principalmente para os líderes da tentativa de golpe&comma; caso o presidente Lula vete o projeto da dosimetria&period; Espero que o Congresso Nacional recobre o juízo&comma; até porque isso atenta contra o próprio Congresso Nacional&comma; que sempre é um dos primeiros a serem fechados em aventuras antidemocráticas”&comma; disse à <strong>Agência Brasil<&sol;strong> o historiador&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Julgamento no STM<&sol;h2>&NewLine;<p>Para Lenio Streck&comma; o grande desafio&comma; a partir de agora&comma; é fazer com que os militares condenados percam suas patentes&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Essa caminhada longa ainda não terminou&period; Ainda falta o julgamento do Superior Tribunal Militar”&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O jurista se diz &OpenCurlyDoubleQuote;muito preocupado” com a possibilidade desse julgamento ficar para 2027&period;<&sol;strong> &OpenCurlyDoubleQuote;Isso faria com que população e sociedade civil fiquem pensando na possibilidade de haver&comma; ali&comma; uma espécie de arrego ou um &OpenCurlyQuote;passapanismo’&comma; poupando os altos oficiais da perda da patente&period; Não quero acreditar nisso”&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2026-01&sol;81-julgamento-dos-atos-golpistas-foi-marco-historico-para-o-pais">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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