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<p>Ter centenas ou até milhares de seguidores nas redes sociais não significa estar cercado de amigos. No Dia do Amigo, celebrado em 20 de julho, especialistas chamam a atenção para um fenômeno cada vez mais frequente: pessoas hiperconectadas no ambiente digital, mas emocionalmente isoladas. Como consequência, esse cenário pode aumentar a ansiedade, o estresse e até favorecer o desenvolvimento da <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/depressao" target="_blank" rel="noopener">depressão</a>, principalmente entre jovens e adultos que trocaram o convívio presencial pelas interações virtuais.</p>
<p><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.who.int/pt/about" target="_blank" rel="noopener">Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)</a>, a solidão e o isolamento social já representam fatores de risco para problemas de saúde física e mental. Além disso, estudos internacionais mostram que pessoas com vínculos sociais fortalecidos apresentam menor risco de desenvolver transtornos emocionais, doenças cardiovasculares e declínio cognitivo. No Brasil, pesquisas também associam o uso excessivo das redes sociais ao aumento da sensação de solidão, mesmo entre quem mantém muitos contatos online.</p>
<figure id="attachment_11500" aria-describedby="caption-attachment-11500" style="width: 380px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11500" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>O cérebro precisa de vínculos presenciais</strong></h4>
<p>De acordo com o neurocientista e hipnoterapeuta Renê Skaraboto, da Clínica Hipnose para Todos, o cérebro humano foi desenvolvido para criar relações reais, baseadas em convivência, confiança e presença física.</p>
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<p><strong>“Curtidas, comentários e mensagens ajudam a manter contato, mas não substituem o encontro, o abraço, a conversa olho no olho e a sensação de pertencimento. O cérebro responde de maneira muito diferente quando vivencia relações presenciais, liberando substâncias ligadas ao bem-estar, à segurança emocional e à redução do estresse”</strong>, explica.</p>
</blockquote>
<p>Para o especialista, embora a tecnologia facilite a comunicação, ela não consegue reproduzir todos os benefícios proporcionados pelo contato humano presencial.</p>
<h4><strong>Amizade vai além do coleguismo</strong></h4>
<p>Renê Skaraboto também destaca que muitas pessoas confundem amizade com coleguismo. Enquanto colegas compartilham ambientes ou interesses em comum, amigos dividem experiências, oferecem apoio e permanecem presentes nos momentos mais importantes.</p>
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<p><strong>“Uma boa reflexão é pensar para quem você ligaria em um momento de dificuldade e quem atenderia imediatamente esse telefonema. Essa resposta normalmente revela quem realmente faz parte da sua rede de apoio emocional”</strong>, afirma.</p>
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<p>Segundo ele, essa rede de apoio exerce papel fundamental na proteção da saúde mental, principalmente durante períodos de estresse, perdas ou desafios pessoais.</p>
<h4><strong>Jovens enfrentam o desafio das amizades virtuais</strong></h4>
<p>Outro ponto de atenção envolve adolescentes e jovens adultos, que frequentemente acreditam possuir uma ampla rede de amizades por estarem conectados em redes sociais, aplicativos de mensagens e comunidades de jogos.</p>
<p>Embora essas conexões possam ser positivas, o especialista ressalta que elas dificilmente substituem os benefícios emocionais da convivência presencial.</p>
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<p><strong>“As amizades virtuais podem ser importantes, mas dificilmente substituem os benefícios emocionais da convivência presencial. Nosso cérebro precisa de interação humana verdadeira para fortalecer vínculos, desenvolver empatia e construir segurança emocional”</strong>, destaca.</p>
</blockquote>
<figure id="attachment_11501" aria-describedby="caption-attachment-11501" style="width: 369px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11501" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Um convite para cultivar amizades</strong></h4>
<p>Neste Dia do Amigo, o neurocientista propõe uma mudança simples na rotina: deixar o celular de lado por algumas horas e dedicar tempo às pessoas que realmente fazem diferença.</p>
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<p><strong>“Ligue para um amigo, marque um café, um almoço ou uma caminhada. Demonstre interesse genuíno pela vida dessa pessoa. A amizade é um dos maiores fatores de proteção da saúde mental e precisa ser cultivada continuamente. Assim como qualquer relacionamento importante, ela exige presença, tempo e cuidado”</strong>, conclui.</p>
</blockquote></div>
<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/dia-do-amigo-conexoes-reais-protegem-a-saude-mental/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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