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<p>Dormir bem, praticar exercícios físicos e manter uma alimentação equilibrada já fazem parte das recomendações para preservar a saúde do cérebro. No entanto, um hábito cada vez mais comum também merece atenção: delegar atividades cotidianas à inteligência artificial (IA) e a outras tecnologias. Desde cálculos simples e memorização de números de telefone até a escolha de rotas pelo GPS, essas facilidades podem contribuir para o chamado <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://posdigital.pucpr.br/blog/cognicao-humana" target="_blank" rel="noopener">sedentarismo cognitivo</a>, quando o cérebro deixa de ser desafiado com frequência.</p>
<p>Às vésperas do<strong><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://bibliosus.saude.gov.br/saude-cerebral-para-todas-as-idades-22-7-dia-mundial-do-cerebro-2025/" target="_blank" rel="noopener"> Dia Mundial do Cérebro</a></strong>, celebrado em <strong>22 de julho</strong>, a psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros, franqueada do Super Cérebro Longevidade, unidade Aldeota, em Fortaleza, explica que o envelhecimento cerebral é um processo natural. Entretanto, a velocidade desse processo depende, em grande parte, dos hábitos cultivados ao longo da vida.</p>
<p>Segundo a especialista, a partir da vida adulta e, principalmente, após os 60 anos o cérebro precisa receber estímulos constantes para preservar funções essenciais, como memória, atenção, raciocínio e tomada de decisões.</p>
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<p><strong>“A boa notícia é que o cérebro mantém sua capacidade de adaptação ao longo da vida. As experiências e os conhecimentos acumulados são preservados, mas precisam ser continuamente estimulados. Quando delegamos tarefas simples à tecnologia e deixamos de exercitar nossas habilidades cognitivas, favorecemos um verdadeiro sedentarismo cerebral”</strong>, afirma Danniela Rolim Medeiros.</p>
</blockquote>
<h4><strong>IA deve ser uma aliada, não um substituto</strong></h4>
<p>Embora a inteligência artificial facilite diversas atividades, a especialista alerta que ela não deve substituir completamente o esforço mental humano. Isso porque funções como calcular mentalmente, memorizar informações e resolver problemas ajudam a fortalecer as conexões cerebrais.</p>
<p>Por esse motivo, Danniela recomenda reduzir a dependência de recursos como GPS, calculadora e agenda automática do celular sempre que possível. Pequenos desafios diários ajudam a manter o cérebro ativo e favorecem a plasticidade cerebral, capacidade que permite ao órgão criar novas conexões ao longo da vida.</p>
<figure id="attachment_11617" aria-describedby="caption-attachment-11617" style="width: 389px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11617" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Socialização e desafios mentais fazem diferença</strong></h4>
<p>Além dos exercícios cognitivos, o convívio social também exerce papel importante na saúde cerebral. A especialista relata que observa esse comportamento tanto em casa quanto entre seus alunos com mais de 60 anos.</p>
<p>Ela cita, por exemplo, o caso da própria mãe, de 92 anos, que costuma utilizar jogos no celular durante a madrugada. Apesar disso, ressalta que o ideal é equilibrar o uso da tecnologia com atividades presenciais e coletivas.</p>
<p>Jogos de estratégia, desafios de raciocínio, atividades que estimulem o vocabulário, aulas monitoradas de informática e encontros sociais são algumas das alternativas indicadas para manter o cérebro em constante atividade.</p>
<blockquote>
<p><strong>“A longevidade avançada vem, muitas vezes, acompanhada de perdas. Ter um olhar atento e cuidadoso com o seu ente querido faz toda a diferença para a manutenção do repertório que foi adquirido durante as diferentes fases da vida. E no mundo em que as facilidades estão se sobressaindo à plasticidade cerebral, é preciso se policiar e usar menos GPS, menos calculadora e menos agenda de telefone”</strong>, destaca.</p>
</blockquote>
<h4><strong>O que pode comprometer a capacidade de aprender</strong></h4>
<p>De acordo com Danniela, o cérebro mantém sua capacidade de aprender durante praticamente toda a vida. As exceções costumam estar relacionadas a condições patológicas, como doenças neurodegenerativas e à chamada inércia cognitiva, caracterizada pela falta de estímulos mentais e sociais.</p>
<p>Entre as doenças neurodegenerativas, o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/alzheimer" target="_blank" rel="noopener">Alzheimer</a> é um dos exemplos mais conhecidos, pois compromete neurônios e sinapses, dificultando a formação de novas memórias.</p>
<p>Além disso, a especialista reforça que o sono desempenha papel fundamental nesse processo. É durante o descanso que o cérebro organiza e consolida as informações absorvidas ao longo do dia, fortalecendo a memória.</p>
<h4><strong>Curiosidades sobre o cérebro humano</strong></h4>
<p>Mesmo diante dos avanços tecnológicos, o cérebro continua sendo uma das estruturas mais complexas do corpo humano. Entre suas principais características estão:</p>
<ul>
<li>Possui aproximadamente <strong>86 bilhões de neurônios</strong>;</li>
<li>Pesa cerca de <strong>1,4 kg</strong>;</li>
<li>Consome aproximadamente <strong>20% da energia</strong> utilizada pelo organismo;</li>
<li>É capaz de processar imagens complexas em cerca de <strong>13 milissegundos</strong>;</li>
<li>Tem capacidade estimada de armazenamento de aproximadamente <strong>1.000 terabytes</strong> de informações;</li>
<li>Conta com mais de <strong>600 quilômetros de vasos sanguíneos</strong>.</li>
</ul>
<figure id="attachment_11618" aria-describedby="caption-attachment-11618" style="width: 347px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11618" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Como manter o cérebro saudável</strong></h4>
<p>Segundo a psicopedagoga, preservar a saúde cerebral exige atitudes simples, mas constantes. Entre elas estão:</p>
<ul>
<li>Exercitar a memória diariamente;</li>
<li>Resolver cálculos mentais sempre que possível;</li>
<li>Ler livros e aprender novas habilidades;</li>
<li>Participar de jogos que estimulem raciocínio e estratégia;</li>
<li>Manter uma rotina de socialização;</li>
<li>Dormir bem todas as noites;</li>
<li>Reduzir o uso excessivo de distrações digitais;</li>
<li>Utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, e não como substituta do pensamento.</li>
</ul>
<p>Para Danniela, a tecnologia representa um importante avanço e oferece inúmeras possibilidades. No entanto, seu uso precisa ser consciente.</p>
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<p><strong>“A IA tem sua utilidade e vem contribuindo em muitas áreas, mas é preciso saber usar e não ficar dependente dela. Do contrário, a perda da memória será o preço a ser pago em um futuro breve”</strong>, conclui.</p>
</blockquote></div>
<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/dia-mundial-do-cerebro-como-evitar-o-sedentarismo-cognitivo/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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