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<p>Pesquisadores brasileiros identificaram uma molécula que pode contribuir para o diagnóstico precoce do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://autismoerealidade.org.br/o-que-e-o-autismo/" target="_blank" rel="noopener">Transtorno do Espectro Autista (TEA)</a>. A descoberta foi realizada por uma equipe do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</p>
<p>O estudo identificou um tipo especial de RNA com potencial para servir como biomarcador do autismo. Inicialmente, os testes foram realizados em modelos animais. Em março, no entanto, a pesquisa avança para uma nova etapa, com a análise de moléculas que regulam o caminho entre o gene e a formação de proteínas em amostras humanas.</p>
<h5><strong>RNA circular pode se tornar biomarcador do autismo</strong></h5>
<p>A molécula em foco é um RNA circular chamado ciRS-7. Trata-se de uma estrutura molecular extremamente estável, que se diferencia do RNA mensageiro convencional por sua forma fechada e maior resistência à degradação no organismo.</p>
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<p>“<strong>Essa estabilidade torna o RNA circular especialmente interessante como possível biomarcador detectável em fluidos como o sangue ou saliva</strong>”, explica Carmem Gottfried, pesquisadora do Clínicas e coordenadora do estudo.</p>
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<p>Além disso, a estabilidade estrutural do ciRS-7 aumenta sua relevância científica. Isso porque biomarcadores confiáveis precisam ser detectáveis de forma consistente em diferentes amostras biológicas.</p>
<p>A pesquisa foi conduzida no Laboratório de Psiquiatria Molecular do HCPA e integra uma dissertação e uma tese do Programa de Pós-graduação em Neurociências da UFRGS. Segundo a professora Carmem Gottfried, a equipe identificou que os níveis de ciRS-7 eram consistentemente mais altos em modelos animais com características comportamentais semelhantes às observadas no autismo.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, essas moléculas circulares não codificam proteínas. Em vez disso, atuam como reguladoras de outros RNAs e genes dentro das células. Portanto, essa função regulatória, associada à robustez estrutural, torna moléculas como o ciRS-7 promissoras para diagnósticos baseados em marcadores biológicos.</p>
<h5>Nova perspectiva para a detecção precoce do TEA</h5>
<p>Atualmente, o diagnóstico de TEA é realizado principalmente por meio de observações clínicas e comportamentais. Contudo, essa estratégia pode atrasar a identificação em crianças mais novas ou em casos menos evidentes.</p>
<p>Nesse contexto, a busca por biomarcadores, como os RNAs circulares, representa uma fronteira científica relevante. A expectativa é que, no futuro, esse tipo de marcador permita diagnósticos mais objetivos e precoces.</p>
<p>O grupo envolvido na pesquisa prepara, agora, a próxima fase do estudo, que incluirá testes em amostras de sangue humano. Esses exames deverão confirmar se o padrão observado nos modelos animais também se repete em pessoas com diagnóstico de TEA. Além disso, será necessário verificar se o marcador é suficientemente específico para distinguir o autismo de outros transtornos neuropsiquiátricos.</p>
<figure id="attachment_8321" aria-describedby="caption-attachment-8321" style="width: 396px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-8321" class="wp-caption-text">Foto: Freepik</figcaption></figure>
<h5><strong>Próximos passos e desafios científicos</strong></h5>
<p>Apesar da relevância dos achados, ainda há um caminho a percorrer até que um exame baseado nesses resultados esteja disponível na prática clínica. A própria pesquisadora destaca que serão necessários alguns anos para a consolidação das evidências científicas.<br />Entre os próximos passos, estão a validação dos resultados em um número maior de amostras humanas e a diferenciação do padrão de ciRS-7 em relação a outras condições de desenvolvimento neurológico.</p>
<p>Além disso, o estudo abre espaço para novas linhas de investigação. Os pesquisadores pretendem aprofundar a compreensão sobre como os RNAs circulares interagem com redes genéticas complexas ligadas ao desenvolvimento neural, ao sistema imune e às funções celulares, tanto no autismo quanto em outros transtornos do neurodesenvolvimento e psiquiátricos.</p>
<p>Com isso, a descoberta reforça o papel da ciência brasileira na busca por ferramentas mais precisas para o diagnóstico precoce do autismo, ao mesmo tempo em que amplia o conhecimento sobre os mecanismos biológicos envolvidos no TEA.</p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/cientistas-brasileiros-identificam-molecula-que-pode-abrir-caminho-para-diagnostico-precoce-do-autismo/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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