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<p></p>
<p>Dados do CNJ revelam que, em 2020, o país contabilizava 245 ocorrências; já em 2025, o número registrado foi de 4.919</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/02/cao-orelha--345x207.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/02/cao-orelha--750x450.jpg"></source></source></picture><span class="image_credits">Cão Orelha, assassinado na Praia Brava, em Santa Catarina<br /></span></div>
<p><?xml encoding="UTF-8"???></p>
<p>O Brasil enfrenta uma <strong>escalada na violência contra os animais</strong>. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que o número de ocorrências de maus-tratos disparou nos últimos anos: enquanto em 2020 foram registrados 245 casos, o ano de 2025 encerrou com 4.919 novos registros, um aumento de 1907%.</p>
<p>A progressão dos dados oficiais demonstra o aumento do cenário ano a ano:</p>
<ul>
<li><strong>2020:</strong> 245 casos;</li>
<li><strong>2021:</strong> 328 casos;</li>
<li><strong>2022:</strong> 1.764 casos;</li>
<li><strong>2023:</strong> 2.774 casos;</li>
<li><strong>2024:</strong> 4.057 casos;</li>
<li><strong>2025:</strong> 4.919 casos;</li>
</ul>
<h2>Investigações recentes</h2>
<p>Episódios recentes ilustram esse aumento nos números. Em Santa Catarina, a Polícia Civil <strong>concluiu a investigação</strong> sobre a morte do cão Orelha e a agressão ao cão Caramelo. O inquérito apontou um <strong>adolescente como responsável</strong>; ele foi identificado após <strong>contradições em depoimentos</strong> e <strong>análise de imagens</strong> de câmeras de monitoramento. Itens como um boné rosa e um moletom — que familiares tentaram ocultar — foram fundamentais para situar o suspeito. Devido à gravidade, a polícia pediu a internação do jovem.</p>
<p>Em São Paulo, a Polícia Civil resgatou, em agosto do ano passado, <strong>125 animais em situação de maus-tratos</strong> dentro de uma ONG em Mairiporã. Entre cães, gatos e porcos, os bichos viviam sem água, comida ou cuidados veterinários básicos. A responsável pelo local, uma médica veterinária, foi presa em flagrante por crimes contra o meio ambiente.</p>
<h2>Tráfico de fauna</h2>
<p>Além da violência doméstica e do abandono, o tráfico de animais silvestres continua sendo um desafio crítico para o sistema jurídico brasileiro. Especialistas apontam que, embora a Lei de Crimes Ambientais e a Lei de Proteção à Fauna existam, as punições ainda são insuficientes para conter o avanço das organizações criminosas que exploram a biodiversidade.</p>
<p>“Um país tão grande como o Brasil sofre muitas vezes com a falta de agentes em número e qualificação ética suficiente para punição. Isso prejudica ainda mais com que o tráfico seja realmente combatido de forma eficiente”, avalia Vânia Nunes, médica veterinária pela UNESP e diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.</p>
<p>O advogado e doutorando em Direito Animal na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Yuri Fernandes, defende que a gravidade do problema é também impactada diretamente pela existência de uma “legislação ruim e que precisa ser melhorada”.</p>
<p>“É uma situação muito complexa de se resolver. Acredito que poderíamos começar tendo uma legislação mais firme. Não são suficientes”, ressalta o advogado.</p>
</p></div>
<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/casos-de-maus-tratos-a-animais-crescem-1-900-no-brasil-em-seis-anos.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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