<p></p>
<p>Agentes atiraram nesta quinta-feira (10) em um morador, identificado como Igor Oliveira, quando ele já estava rendido; o jovem não tinha antecedentes como adulto, mas registro de ato infracional por roubo e tráfico</p>
<div wp_automatic_>
<div class="post_image"><span class="image_fonte">Reprodução/Polícia Militar</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/07/sem-titulo-17-345x195.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/07/sem-titulo-17-750x423.png"></source></source></picture><span class="image_credits">A corregedoria da corporação já efetuou a prisão dos militares envolvidos no caso<br /></span></div>
<p><?xml encoding="UTF-8"???></p>
<p>O <strong>Ministério Público</strong> disse nesta sexta-feira (11), por meio de nota, que as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos PMs que entraram em <strong>Paraisópolis,</strong> em SP<strong>, </strong>na quinta (10), para averiguar uma denúncia de tráfico de entorpecentes, comprovam que houve execução. A Procuradoria-Geral de Justiça designou o promotor Everton Zanella, do Tribunal do Júri, para acompanhar a investigação relativa à morte do morador da comunidade.</p>
<p>A corregedoria da corporação já efetuou a prisão dos militares envolvidos no caso. Em outro confronto entre PMs e suspeitos, um sargento foi ferido e um segundo homem, morto. “A dinâmica de todos esses fatos será apurada pelo MPSP, que reafirma o seu mais firme compromisso com a defesa da ordem jurídica e a sua disposição de desempenhar o seu papel constitucional para garantir a paz social.”</p>
<p>Conforme informado pela PM mais cedo, os dois agentes atiraram em um morador, identificado como Igor Oliveira, de 24 anos, quando ele já estava rendido, com as mãos na cabeça. O jovem não tinha antecedentes como adulto, mas registro de ato infracional por roubo e tráfico. A PM não conseguiu determinar a quantidade de tiros. “Dois policiais efetuaram os disparos. Não havia nada que justificasse nesse momento o disparo por parte da força policial”, afirmou o coronel Emerson Massera, porta-voz da PM.</p>
<p>Na visão do porta-voz, o erro não pode ser atribuído à falta de treinamento ou ao despreparo – os dois agentes eram considerados experientes. Os PMs não tiveram os nomes divulgados, mas têm histórico de envolvimento em ocorrências com confrontos. “Eles sabiam que estavam cometendo erros e optaram por isso. A falta de treinamento não pode ser justificativa. Embora ali estivesse bem configurado o crime de tráfico, foi uma ação ilegal, não legítima, que levou à prisão. Reconhecemos nossos erros, lamentamos, mas não podemos retroceder no trabalho de resgatar a cidadania de quem mora em Paraisópolis”, afirmou o coronel.</p>
<p>As prisões foram feitas após análise das imagens das câmeras corporais. Ao todo, quatro policiais participaram da operação. Dois foram presos e os outros dois foram indiciados.</p>
<p>Após a morte de Oliveira, houve protestos generalizados na região. A PM afirma que os atos foram feitos por criminosos, mas reconhece que surgiram após a morte. Barricadas com objetos queimados fecharam ruas de acesso à comunidade e o trânsito foi interrompido em parte das avenidas Avenida Giovanni Gronchi e Hebe Camargo, no <strong>Morumbi</strong>.</p>
<p>Moradores relataram que o policiamento foi reforçado após a noite de confrontos. Segundo relato de moradores à reportagem, a situação segue tensa. “Às 5h da manhã já tinha helicópteros (da PM) sobrevoando a comunidade. O clima é de medo”.</p>
<p>Moradores também afirmam que tiveram dificuldades para acessar suas casas por conta dos bloqueios feitos pela polícia nas entradas de Paraisópolis. A situação, de acordo com a moradora, não é atípica. Os conflitos com o tráfico são intensos e as incursões da polícia costumam ser violentas.</p>
<h3><strong>Apuração</strong></h3>
<p>As Polícias Civil e Militar apuram as ocorrências. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os conflitos começaram à tarde, quando os policiais foram acionados para uma denúncia de homens armados em um ponto de venda de drogas. Ao chegarem ao local, três suspeitos fugiram em direção a uma casa. Foi neste momento em que Igor foi morto. Outros dois foram presos. Foram apreendidas armas de fogo, munições, entorpecentes e anotações do tráfico.</p>
<p>Horas depois, outra ação terminou em troca de tiros, um suspeito foi morto e um PM da Rota ferido. As ações são investigadas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), por meio de inquérito policial.</p>
<h3><strong>Revolta</strong></h3>
<p>Imagens que circulam na internet mostram vários focos de incêndio nas ruas do entorno de Paraisópolis, moradores correndo pelas ruas e homens armados com pedaços de madeira. Carros foram virados em meio aos protestos. Alguns automóveis que passavam pelo local também foram apedrejados e motoristas, agredidos.</p>
<p>A Tropa de Choque da Polícia Militar foi deslocada para Paraisópolis e a comunidade, cercada. Equipes do Corpo de Bombeiros também foram mobilizadas. Segundo a PM, foram apreendidos duas pistolas, um revólver, sete carregadores de pistola, sendo dois com prolongadores. Também foram apreendidos drogas, dinheiro e celulares.</p>
<h3><strong>Estado sofreu crise por violência policial</strong></h3>
<p>Uma sequência de abusos cometidas por integrantes das tropas paulistas no fim de 2024 deflagrou uma crise na área da segurança pública para a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos). Entre as ocorrências, estavam a morte de uma criança de 4 anos na Baixada Santista, de um estudante de Medicina baleado em um hotel da capital, e o flagra de um policial atirando um homem do alto de uma ponte na zona da capital.</p>
<div class="cta-model cta-model2" name="model2">
<div class="cta-container-general">
<div class="cta-container-model2" wp_automatic_>
<div class="container-image-text" wp_automatic_>
<div class="container-img"></div>
<p>
 <span id="cta-text" editable="true" name="Conteúdo:">Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!</span>
 </p>
</p></div>
</p></div>
</div>
</div>
<p>Após a repercussão negativa, o governador reconheceu erros na retórica direcionada aos agentes de segurança e prometeu aperfeiçoar os protocolos. A letalidade policial já vinha em alta diante das ofensivas repressivas na Baixada Santista, onde houve as operações Verão e Escudo. No 1º trimestre de 2025, o casos recuaram. Foram 131 mortes cometidas por policiais militares em serviço no Estado, queda de 26,4% ante as 178 registradas no mesmo período de 2024.</p>
<p><em>*Com informações do Estadão Conteúdo</em></p>
<p><em>Publicado por Nátaly Tenório</em></p>
</p></div>
<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/cameras-corporais-de-pms-comprovam-que-houve-execucao-em-paraisopolis-diz-mpsp.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


A Prefeitura de Simões Filho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta quarta-feira…
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comemorou, nesta quarta-feira (11), o que…
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comemorou, nesta quarta-feira (11), o que…
Além da quantia, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones Reprodução Durante…
A chamada inflação na porta de fábrica terminou 2025 em -4,53%. Este é o segundo menor resultado…
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto de lei complementar que estabelece…