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<p>A informação é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil que divulgou, nesta terça-feira (26), a pesquisa Radar IDHM</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">José Cruz/Agência Brasil</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/02/123-7-311x207.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/02/123-7-676x450.jpg"></source></source></picture></div>
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<p><strong>O Brasil ingressou, pela primeira vez, na categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”.</strong> Em 2024, o país alcançou 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), em comparação a 0,744 em 2012. A escala para classificar o desenvolvimento humano varia de 0 a 1, sendo muito alto: acima de 0,800.</p>
<p>A informação é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil que divulgou, nesta terça-feira (26), a pesquisa Radar IDHM.</p>
<p><strong>O marcador avalia os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda</strong>, de acordo com a cor (negro e branco) e o sexo (mulher e homem). A publicação considera os últimos 13 anos – de 2012 a 2024.</p>
<p>Quando o programa das Nações Unidas começou a calcular esse índice, há 30 anos, o Brasil era um país de IDHM baixo, ou seja, menor que 0,555.</p>
<h2>Educação</h2>
<p><strong>O parâmetro que mais impulsionou o IDHM neste período foi a educação</strong>, ao passar de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024.</p>
<p><strong>A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou, nesse contexto, a concessão do Bolsa Família.</strong></p>
<p>“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira.”</p>
<p>Betina Barbosa lembrou que o programa, criado em 2003, começa a produzir efeitos cerca de dez anos depois, justamente quando o primeiro grupo de beneficiários completa um período satisfatório de ensino, do fundamental e médio.</p>
<h2>Famílias negras</h2>
<p>Segundo ela, a <strong>melhoria dos indicadores de educação nesse período é mais significativa entre famílias de renda mais baixa</strong>, em especial, as negras.</p>
<p>“É aqui que a população negra começa a apresentar melhores indicadores, melhor performance em educação. Então, a política pega um grupo que estava excluído e bota esse grupo para dentro do diálogo do desenvolvimento humano. Isso acontece a partir de 2016 de forma ascendente.”</p>
<p>A especialista ressalta que não existe alternativa para a melhoria do desenvolvimento brasileiro sem incluir a população negra na agenda de políticas públicas. O mesmo vale para as mulheres. “Esses são dois entraves sérios para o Brasil, a desigualdade de raça e a desigualdade de gênero.”</p>
<h2>Saúde e renda</h2>
<p><strong>A coordenadora explicou que, dos subíndices, a política pública de saúde é a que mais produz resultados positivos para o país</strong>, com performance de “muito alto desenvolvimento” já em 2012 (0,829), em razão da consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Constituição de 1988. Mesmo assim, é o que apresenta crescimento mais lento, chegando a 0,860 em 2024.</p>
<p>Já o parâmetro da renda cresce em baixa velocidade, de 0,732 em 2012, para 0,760 em 2024, no patamar de alto desenvolvimento.</p>
<h2>Regiões metropolitanas</h2>
<p>De acordo com os dados do Pnud, as <strong>regiões metropolitanas são os locais onde os brasileiros vivem melhor</strong> e puxam o IDHM do país para cima.</p>
<p><strong>Alguns estados, sobretudo das regiões Sul e Sudeste, já têm IDH altíssimo</strong>, mas a média do Brasil é acompanhada por regiões metropolitanas que antes eram consideradas regiões da periferia brasileira.</p>
<p>Como exemplo, Betina cita a Grande Teresina, no Piauí, com índices muito altos de desenvolvimento humano: 0,809.</p>
<p>“Esses territórios que antes puxavam a média Brasil para baixo, porque não acompanhavam o ritmo de crescimento, agora são unidades que ajudam o país a alcançar a média ‘muito alta’.”</p>
<p>Entre os nove estados da Região Nordeste, sete regiões metropolitanas já apresentam o IDH muito alto. “Isso é algo inédito nos trabalhos que nós realizamos no Pnud.”</p>
<p><strong>Veja lista dessas regiões:</strong></p>
<p>Natal – 0822<br />Aracaju – 0,809<br />Grande Teresina – 0,809<br />Recife – 0,806<br />São Luís – 0,806<br />Salvador – 0,803<br />João Pessoa – 0,803</p>
<h2>Negação</h2>
<p><strong>Para o Pnud, nos anos de 2020 a 2022, o país enfrentou uma crise sistêmica devido à pandemia de covid-19.</strong> Em 2021, o IDHM do país chegou a 0,757. A especialista pondera que o mais preocupante para o Brasil foi a negativa de que esse colapso iria produzir efeitos negativos sobre o desenvolvimento.</p>
<p>“Essa negação e esse não envolvimento rápido com a criação de políticas públicas que combatam crises sistêmicas, isso é muito grave”, explicou. “Ainda não nos recuperamos aqui, em termos de esperança de vida, do baque da covid-19”, acrescentou.</p>
<p><strong>Nesse aspecto, a mortalidade infantil é o indicador que mais preocupa o Pnud</strong> e que está atrelado a políticas públicas que precisam de uma resposta rápida. “E não houve no país uma resposta suficientemente rápida no sentido dos impactos da covid-19.”</p>
<p>Os resultados do Radar IDHM foram calculados com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a equipe técnica e pesquisadores da Fundação João Pinheiro.</p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/brasil-alcanca-maior-indice-de-desenvolvimento-humano-da-historia.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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