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<p>Dono do Master foi tranferido nesta quinta-feira (19) para a Superintendência Regional da PF no Distrito Federal</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Divulgação / Banco Master</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/11/vorcaro-master-345x202.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/11/vorcaro-master-750x440.jpg"></source></source></picture><span class="image_credits">Daniel Vorcaro está detido desde 4 de março<br /></span></div>
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<p>O dono do Banco Master, <strong>Daniel Vorcaro</strong>, assinou o <strong>termo de confidencialidade</strong> com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF), o que viabiliza uma negociação para <strong>delação premiada</strong>. A informação foi noticiada pelo Blog da Andréia Sadi, e confirmada pela <strong>Jovem Pan</strong>.</p>
<p>Nesta quinta-feira (19), o ministro André Mendonça <strong>autorizou a transferência do banqueiro da Penitenciária Federal de Brasília à Superintendência Regional da PF no Distrito Federal</strong>, local onde estava custodiado o ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>A mudança do local de detenção de Vorcaro é um <strong>indicativo de que o processo de delação premiada começou</strong>. Isso porque, custodiado na Superintendência, o banqueiro <strong>fica mais acessível a conversas</strong>.</p>
<p>Nesse momento inicial, o dono do Master <strong>prestará depoimento no qual fará a exposição dos fatos com a apresentação de provas ou indicação de onde podem ser encontradas</strong>. Depois, o relator do caso, o ministro André Mendonça, será comunicado. <strong>Caberá ao magistrado homologar ou não a delação</strong>.</p>
<h2><strong>Mudança de advogado</strong></h2>
<p>No dia 13 de março, o dono do Banco Master, <strong>Daniel Vorcaro, fez uma troca em sua defesa.</strong> <strong>O advogado Pierpaolo Bottini deixa a equipe para a entrada de José Luís Oliveira Lima</strong>, conhecido como Dr. Juca. Com a mudança, <strong>abriu-se a possibilidade de o banqueiro fazer um acordo de delação premiada</strong>.</p>
<p><strong>Bottini era contra o uso do benefício</strong> como estratégia jurídica. <strong>Diferente do Dr. Juca, que é especializado em delação premiada</strong>. O advogado também <strong>defende o general Walter Braga Netto</strong>, condenado a 26 anos de prisão por envolvimento na trama golpista.</p>
<p>Dias depois de ser preso, Vorcaro havia feito uma <strong>sondagem inicial</strong> com investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF) sobre a <strong>possibilidade de fazer um acordo de delação premiada</strong>. Segundo informou o portal <em>UOL</em>, o <strong>estágio das tratativas é inicial</strong> e ainda não houve a assinatura de um termo de confidencialidade, que formaliza esse tipo de negociação.</p>
<h2><strong>Entenda o caso Master</strong></h2>
<p>Após identificar<strong> indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez</strong>, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a <strong>liquidação extrajudicial do: </strong></p>
<ul>
<li>Banco Master S/A;</li>
<li>Banco Master de Investimentos S/A;</li>
<li>Banco Letsbank S/A;</li>
<li>Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.</li>
</ul>
<p>Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, <strong>teve o seu encerramento forçado</strong>.</p>
<p>O processo de liquidação foi acompanhado da <strong>Operação Compliance Zero</strong>. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para <strong>combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional</strong> (SFN). Diante da possibilidade de fuga, <strong>Vorcaro foi preso um dia antes</strong>. O banqueiro foi solto com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, <strong>ele foi detido novamente</strong>.</p>
<p>Segundo as investigações,<strong> o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado</strong>. Para sustentar a prática, a instituição passou a assumir riscos excessivos e estruturar <strong>operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro</strong>, enquanto a <strong>liquidez se deteriorava</strong>.</p>
<p>Os episódios do <strong>Banco Master e da gestora de investimentos Reag</strong>, liquidada em 15 de janeiro, são os <strong>mais graves do sistema financeiro brasileiro</strong>. Os casos envolvem, além das fraudes, <strong>tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF</strong>.</p>
<p>Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o <strong>processo de ressarcimento aos credores</strong> do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. <strong>O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões</strong>.</p>
</p></div>
<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/vorcaro-assina-termo-de-confidencialidade-que-viabiliza-delacao.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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