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<p>O cientista político e professor do Insper, Carlos Melo, avalia que o Brasil vive um período de transição política, marcado pela dificuldade de surgimento de novas lideranças nacionais. Em entrevista ao programa WW Especial, da CNN Brasil, o especialista afirmou que o país atravessa um &#8220;interregno&#8221;, fase em que antigas estruturas políticas ainda permanecem influentes enquanto novos protagonistas ainda não se consolidaram.</p>
<p>Segundo Melo, o conceito foi utilizado pelo cientista político Sérgio Abranches a partir das reflexões do filósofo italiano Antonio Gramsci para explicar momentos de transformação social e política.</p>
<p>&#8220;Vivemos uma sociedade em transformação, em que o velho está agonizando, mas o novo ainda não nasceu ou não despertou toda a sua potencialidade&#8221;, afirmou o professor, ao destacar que processos desse tipo costumam ser acompanhados por incertezas e pela permanência das lideranças do ciclo anterior.</p>
<p>Na avaliação do especialista, esse cenário ajuda a explicar por que o debate político nacional continua concentrado em torno do presidente Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo diante das discussões sobre renovação política.</p>
<p>Carlos Melo destacou que o fenômeno não é exclusivo do Brasil e já ocorreu em outros países durante períodos de reorganização institucional, quando antigas lideranças permanecem influentes até que novos atores consigam ocupar espaço no cenário político.</p>
<h3>Eleição de 2026 pode marcar início do pós-Lula e do pós-Bolsonaro</h3>
<p>Para o cientista político, as eleições gerais de 2026 poderão representar um ponto de inflexão na política brasileira. Segundo ele, o resultado do pleito pode abrir caminho para uma nova configuração partidária e para o surgimento de novas lideranças a partir de 2030.</p>
<p>&#8220;Talvez essa eleição de 2026 encerre esse processo em 2030. Nós viveremos provavelmente o pós-Lula, nós viveremos o pós-Jair Bolsonaro, e talvez outras figuras possam se colocar para a próxima eleição&#8221;, afirmou.</p>
<p>Apesar dessa perspectiva, Melo observa que o ambiente político continua fortemente influenciado por dois movimentos que, segundo ele, estruturam a disputa eleitoral atual, o antipetismo e o antibolsonarismo.</p>
<h3>Polarização continua predominando</h3>
<p>Na análise apresentada à CNN Brasil, Carlos Melo afirmou que a política brasileira permanece organizada em torno dessas duas correntes, que alimentam críticas recíprocas e mobilizam diferentes parcelas do eleitorado.</p>
<p>Para o professor, a intensidade de cada uma dessas forças varia conforme o contexto político e os acontecimentos do momento, mas ambas continuam exercendo papel central no debate público.</p>
<p>Ele ressaltou, entretanto, que novas lideranças ainda não conseguiram ocupar esse espaço de forma consistente. &#8220;Outras ainda não se colocaram, mas é uma questão de tempo, talvez muito tempo para que possam se colocar&#8221;, concluiu.</p>
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<p><a href="https://acessepolitica.com.br/noticia/179127/brasil-vive-transicao-politica-e-novas-liderancas-podem-surgir-apos-2026">Fonte: Clique aqui</a></p>


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