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<p>Apesar dos avanços nos índices de vacinação registrados nos últimos 2 anos, o Brasil ainda enfrenta um desafio: o abandono das segundas doses e dos <strong>reforços vacinais</strong>. Especialistas reforçam que a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/calendario" target="_blank" rel="noopener">vacinação</a> precisa ser completa e regular para garantir a proteção individual e coletiva.</p>
<p>Conforme dados do Ministério da Saúde das coberturas vacinais em 2024, imunizantes como BCG (92,82%), Hepatite B (90,54%) e a 1ª dose da Tríplice Viral (96,34%) atingiram níveis elevados de aplicação, próximos ou acima da meta nacional. Porém, nenhuma das vacinas que exige segunda dose ou reforço atingiu a cobertura de 95%. A segunda dose da Tríplice Viral ficou em apenas 77,67% em 2024 — ou seja, quase uma em cada quatro crianças não completou a imunização contra sarampo, caxumba e rubéola.</p>
<p>Dados preliminares de 2025 reforçam esse cenário de avanço com limitações. A vacina contra Hepatite B em recém-nascidos alcançou 84,45%. Vacinas aplicadas no primeiro ano de vida, como DTP (82,21%), Meningococo C (81,68%), Pneumo 10 (83,09%) e Penta (81,78%), também cresceram, mas sem atingir a meta.</p>
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<p>Entre as crianças de 1 ano, a 1ª dose da Tríplice Viral alcançou 90,49% em 2025, mas a 2ª dose caiu para 72,57%, confirmando a tendência de abandono vacinal. Os reforços da DTP (79,97%) e da vacina inativada da poliomielite (VIP, 78,36%) também ficaram aquém do esperado.</p>
<p>Segundo o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/pni" target="_blank" rel="noopener">Programa Nacional de Imunizações</a> (PNI), a taxa de abandono ocorre quando a pessoa toma a primeira dose, mas não retorna para a segunda ou reforço. Quando esse número passa de 10%, já é considerado alto — como mostram os dados mais recentes, especialmente entre as vacinas do segundo semestre de vida.</p>
<p>Para a infectologista pediátrica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, a falsa sensação de segurança após a primeira dose é um risco. “<strong>As doenças imunopreveníveis, ou seja, que podem ser evitadas com aplicação de vacinas, tendem a reaparecer quando a cobertura vacinal diminui. Completar todas as doses do calendário é essencial”</strong>, destaca.</p>
<p>A médica explica que o efeito protetor só é completo quando o esquema é finalizado com todas as doses recomendadas:</p>
<blockquote>
<h4>“<strong>Muitas vacinas exigem duas ou mais aplicações para que o organismo desenvolva o padrão de resposta desejado. Quando um indivíduo elegível para vacina deixa de ser imunizado, não só o risco de adoecimento dele aumenta, mas o risco de propagação do agravo na população também aumenta significativamente”.</strong></h4>
</blockquote>
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<p>LEIA MAIS:</p>
<p>Recusa à vacinação.</p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/vacina-incompleta-nao-garante-protecao-e-a-baixa-adesao-aos-reforcos-ainda-e-um-desafio/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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