Documentos apreendidos em presídio citavam ordens internas do PCC e contatos com integrantes da cúpula da facção
As investigações que levaram à prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra nesta 5ª feira (21.mai.2026) começaram em 2019, depois da apreensão de bilhetes e manuscritos com 2 presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP).
O material citava ordens internas da facção, contatos com integrantes de alta hierarquia e menções a ações violentas contra servidores públicos.
Um dos trechos mencionava uma “mulher da transportadora”, que teria levantado endereços de agentes públicos. A partir disso, os investigadores passaram a apurar a relação de uma empresa de cargas com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Em julho de 2019, agentes penitenciários localizaram manuscritos e documentos escondidos na cela de Gilmar e Sharlon Praxedes da Silva, conhecido como “Maradona”, além de materiais ocultados na caixa de esgoto durante uma revista.
Os 2 presos foram condenados e transferidos para o sistema penitenciário federal. A partir dos documentos apreendidos, foram abertos 3 inquéritos sucessivos.
OPERAÇÃO
A Operação Vérnix, que prendeu Deolane Bezerra, investiga o uso de uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP) como empresa de fachada. Segundo a apuração, a estrutura teria sido usada para movimentar dinheiro da cúpula do PCC e repassar valores a familiares de Marco Willians Herbas Camacho e a terceiros.
Deolane havia passado as últimas semanas em Roma, na Itália. O nome dela foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mas ela voltou ao Brasil na 4ª feira (20.mai). Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados à influenciadora, incluindo a residência dela, em Barueri (SP).

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