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<p>Conglomerado é suspeito de criar rede de empresas para sonegar ICMS; manobras motivaram operação que atingiu o ex-governador do RJ Cláudio Castro (PL)</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Divulgação / Refit</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/05/design-sem-nome-2026-05-15t131250.016-345x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/05/design-sem-nome-2026-05-15t131250.016-750x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">Refit, primeira refinaria privada do Rio de Janeiro<br /></span></div>
<p><?xml encoding="UTF-8"???></p>
<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decretou, nesta sexta-feira (15), a <strong>prisão preventiva</strong> do <strong>empresário Ricardo Magro</strong>, dono da Refit (antiga Refinaria de Manguinhos). A ordem se baseia na investigação Polícia Federal (PF) sobre uma dívida do grupo avaliada em <strong>R$ 52 bilhões</strong>. Morando no exterior, o executivo teve a <strong>inclusão de seu nome na lista de Difusão Vermelha da Interpol</strong> para viabilizar sua extradição.</p>
<p>O valor do déficit consta no inquérito que apura esquemas de <strong>sonegação fiscal</strong>, <strong>lavagem de capitais</strong> e <strong>evasão de divisas</strong>, e que autorizou a <strong>Operação Sem Refino</strong>, deflagrada nesta sexta <strong>contra agentes públicos</strong> e o <strong>ex-governador do Rio de Janeiro</strong>, Cláudio Castro (PL).</p>
<p>De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, <strong>pessoas físicas</strong> e <strong>jurídicas</strong> do grupo de Ricardo Magro, dono da Refit, respondem pela dívida. Desse total, <strong>94%</strong> — o equivalente a R$ 48,8 bilhões — estão concentrados apenas na conta da refinaria.</p>
<p>A investigação da PF indica que o acúmulo da dívida ocorreu por meio de <strong>fraudes no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços</strong> (ICMS). Para evitar o pagamento ao Fisco e inviabilizar a satisfação de credores no processo de recuperação judicial, o grupo estruturou um <strong>circuito financeiro paralelo</strong>.</p>
<p>A estratégia envolvia o <strong>uso de distribuidoras</strong>, <strong>empresas de fomento mercantil</strong> (factorings), <strong>offshores</strong> e <strong>fundos de investimento</strong> para descolar a operação comercial de venda de combustíveis do seu fluxo financeiro.</p>
<p>Segundo a PF, essa divisão permitia que o combustível chegasse ao destino com preços artificialmente menores, configurando <strong>sonegação</strong> e <strong>concorrência desleal</strong>.</p>
<h2>Proteção política</h2>
<p>O inquérito aponta ainda que o grupo buscou <strong>interferência em órgãos estatais</strong> para manter a estrutura empresarial e evitar a cobrança da dívida. A PF cita como exemplo a sanção da <strong>Lei Complementar Estadual nº 225/2025</strong>, durante a gestão de Cláudio Castro.</p>
<p>A legislação instituiu um programa de <strong>parcelamento de créditos tributários</strong> com condições que se amoldavam aos interesses da Refit, sendo apelidada pelos investigadores de “Lei Ricardo Magro”.</p>
<p>A articulação resultou na deflagração da Operação Sem Refino, que cumpriu mandados de <strong>busca e apreensão</strong> em endereços ligados a Cláudio Castro e determinou o <strong>afastamento de servidores públicos</strong> do Rio de Janeiro.</p>
<h2>O que dizem as defesas</h2>
<p>Em nota, a defesa de Cláudio Castro afirmou que o ex-governador colaborou com a busca da Polícia Federal em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e que nenhum material de relevância foi apreendido.</p>
<p>Já a Refit declarou que as questões tributárias mencionadas estão sendo discutidas nas esferas administrativa e judicial, procedimento que afirma ser praxe entre as empresas do setor.</p>
<p>A refinaria informou que a atual gestão herdou passivos de administrações anteriores e adota medidas para regularização, citando o pagamento de R$ 1 bilhão ao Estado no último exercício. A companhia também negou o fornecimento de combustíveis para o crime organizado.</p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/stf-manda-prender-dono-da-refit-grupo-com-divida-de-r-52-bilhoes.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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