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<p>A Secretaria Municipal da Reparação (Semur) promoveu, na manhã desta quinta-feira (13), o Seminário de Introdução ao Hip-Hop, na Casa das Histórias de Salvador (CHS), no Comércio. O evento teve como objetivo apresentar a cultura hip-hop de Salvador e seus cinco elementos (DJ, MC, Graffite, Break, Conhecimento) a gestores municipais e membros do Comitê do Programa de Combate ao Racismo Institucional da capital baiana, permitindo que a Prefeitura conhecesse, neste primeiro momento, as demandas e aspirações dos artistas desse gênero.</p>
<p>De acordo com a titular da Semur, Ivete Sacramento, para propor qualquer política pública, é necessário se apropriar do conhecimento sobre o que o hip hop representa. “A proposta aqui é apresentar para a Prefeitura o que é o hip hop e, em um segundo momento, sentar e discutir a organização de um plano de políticas públicas e ações afirmativas para este movimento, formado por pessoas negras, em uma cidade composta majoritariamente por pessoas negras”, declarou.</p>
<p>A poetisa e rapper Má Reputação disse esperar que, a partir da apresentação, a gestão pública compreenda como o hip-hop é fundamental para qualquer atividade que vise reparação e combate ao racismo. “É uma ferramenta educativa e social que promove cultura de paz, autorreconhecimento e fortalecimento da identidade local. É crucial captar recursos não apenas para atrair artistas internacionais ou nacionalmente reconhecidos, mas também para impulsionar artistas locais a alcançarem destaque nos eventos promovidos pela Prefeitura&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Promoção da igualdade</strong> ;– O artista de graffite Jocivaldo Silva, conhecido como &#8220;Bigod, o Sapo&#8221;, entende que há uma necessidade de diálogo entre a cultura hip-hop, a rua, o poder público e a sociedade civil. &#8220;Precisamos mostrar o que é nossa cultura, o que o movimento de rua representa. Ao caminhar pelas ruas de Salvador, você vê cores; à noite na praça, as pessoas dançando. São elementos que já estão integrados à experiência do turista na cidade, à cultura urbana atual, e devem ser valorizados&#8221;, destacou.</p>
<p>Para avaliar a inserção do hip-hop em políticas culturais, programas de combate ao racismo e promoção da igualdade social, foi formado um comitê com a participação da secretária da Semur, Ivete Sacramento; do subsecretário da Secult, Walter Júnior; e de membros do Comitê do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI). Após as apresentações, o comitê e os artistas palestrantes discutiram um plano de ações afirmativas para o movimento hip-hop na cidade.</p>
<p>“Esse evento é uma oportunidade de aproximação da cultura hip-hop de Salvador com a gestão, para que possamos conhecer suas demandas e anseios. O movimento, que também participa do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC), usa esse espaço sem como uma estratégia para fortalecimento da agenda de políticas públicas”, completou o subsecretário de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), Walter Júnior.</p>
<p><em>Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Iann Jeliel/Secom PMS</em></p>


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