A segurança dos pré,candidatos à Presidência da República ganhou protagonismo na campanha eleitoral de 2026. Em meio ao ambiente de polarização política e às preocupações com possíveis ataques, os principais presidenciáveis reforçaram seus esquemas de proteção, adotando estratégias que vão desde o aumento do número de agentes de escolta até o uso de veículos blindados e tecnologias de monitoramento.
Entre os candidatos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu ampliar sua segurança pessoal e passou a utilizar colete à prova de balas durante compromissos públicos. Apesar disso, anunciou que pretende abrir mão da equipe de proteção disponibilizada pela Polícia Federal aos presidenciáveis, alegando desconfiança em relação à atuação de agentes indicados pelo governo federal. Em contrapartida, o parlamentar reforçou sua equipe própria, ampliando o número de policiais legislativos que o acompanham durante a campanha.
A preocupação da família Bolsonaro com a segurança ganhou força após o atentado sofrido pelo ex,presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. O episódio passou a influenciar diretamente os protocolos adotados por aliados e familiares em eventos públicos e viagens.
O presidente Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, mantém o maior aparato de proteção entre os presidenciáveis por ocupar o cargo de chefe do Executivo federal. Seu esquema reúne agentes da Polícia Federal e militares do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), seguindo os protocolos oficiais destinados à proteção presidencial.
Outro nome que adotou medidas preventivas foi o empresário Renan Santos (Missão-SP). Após relatar ameaças atribuídas a facções criminosas, ele antecipou a convenção que oficializou sua candidatura para ter acesso imediato ao esquema de escolta oferecido pela Polícia Federal durante o período eleitoral.
Já o ex,governador Romeu Zema (Novo) mantém uma estrutura mais discreta de proteção. Segundo pessoas próximas à campanha, o presidenciável utiliza apenas alguns guarda,costas particulares durante seus deslocamentos e compromissos públicos.
Quem também terá reforço no esquema de segurança é o ex,governador Ronaldo Caiado (PSD). Depois que a Justiça de Goiás determinou a redução do efetivo de policiais militares responsáveis por sua proteção, o presidenciável passou a contar com apoio federal. A estrutura inclui veículos blindados, equipamentos antidrone, monitoramento digital e suporte especializado, acionados conforme a necessidade de cada agenda.
Especialistas avaliam que, embora não existam indícios de que organizações criminosas tenham candidatos como alvo prioritário, o ambiente de radicalização política amplia o risco de ataques isolados. O ex,secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, observa que ações contra políticos não costumam interessar ao crime organizado, mas ressalta que episódios motivados por extremismo não podem ser descartados.
Para o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Edvandir Paiva, a proteção dos presidenciáveis exige planejamento permanente. Segundo ele, as equipes de segurança frequentemente recomendam evitar determinados locais ou reduzir a exposição pública, orientações que nem sempre são seguidas pelos candidatos.
Enquanto reforçam seus esquemas de proteção, os presidenciáveis também enfrentam a expectativa de apresentar propostas para enfrentar a criminalidade. Pesquisas de opinião têm apontado a segurança pública entre as principais preocupações dos brasileiros, colocando o tema no centro do debate eleitoral.

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