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Rússia realiza maior ataque com mísseis contra Kiev desde o início da guerra

A Rússia lançou, na madrugada deste domingo (19), o maior ataque com mísseis balísticos contra a capital da Ucrânia desde o início da guerra em grande escala, intensificando a escalada do conflito iniciado em fevereiro de 2022. Segundo autoridades ucranianas, cerca de 40 mísseis balísticos foram disparados contra Kiev durante uma ofensiva que também contou com o lançamento de dezenas de drones.

O ministro interino das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, classificou a ação como um “ataque terrorista brutal” e afirmou que o país necessita de uma resposta mais contundente da comunidade internacional para aumentar a pressão sobre Moscou e conter novos bombardeios.

De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, as defesas antiaéreas conseguiram destruir 18 dos 41 mísseis lançados pela Rússia durante a noite. Também foram abatidos 108 dos 125 drones empregados na ofensiva. Ainda assim, 23 mísseis e 10 drones atingiram aproximadamente 20 alvos, tendo Kiev como principal objetivo.

Durante o ataque, explosões foram registradas em diferentes regiões da capital ucraniana. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que incêndios atingiram um dormitório, um edifício residencial, um supermercado, além de armazéns, prédios comerciais e veículos estacionados. Equipes de emergência foram mobilizadas para conter as chamas e atender as vítimas. Pelo menos uma pessoa morreu e outras ficaram feridas, segundo as autoridades locais.

A nova ofensiva ocorre em meio ao aumento das operações militares dos dois lados. Horas antes, forças ucranianas realizaram ataques com drones contra instalações em território russo, incluindo centros logísticos e infraestrutura considerada estratégica por Moscou. Segundo informações divulgadas por autoridades ucranianas, também foram atingidos dois petroleiros russos durante operações no Mar Negro.

O governo russo tem intensificado os bombardeios contra cidades ucranianas nas últimas semanas, enquanto Kiev amplia o alcance de seus ataques contra alvos militares e logísticos dentro da Rússia. O cenário mantém elevadas as tensões e reduz, por enquanto, as perspectivas de avanço nas negociações para um cessar-fogo.

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