O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, lançou na 2ª feira (13.jul.2026) uma campanha para enfraquecer o TPI (Tribunal Penal Internacional). Em vídeo divulgado no perfil de Rubio no X, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou que a corte interfere em operações militares e de segurança dos EUA.
A iniciativa inclui pressão sobre países que mantêm relações com o tribunal. Rubio afirmou que militares, agentes de fronteira e líderes eleitos dos EUA poderiam ser submetidos a julgamentos por magistrados estrangeiros. O secretário de Estado citou como exemplo investigações do tribunal contra autoridades de países aliados e afirmou que a medida busca proteger a soberania americana.
Assista (2min38s):
The International Criminal Court seeks to become the unaccountable arbiter of a new global law — empowered to prosecute and arrest our citizens at will and existentially threaten American sovereignty.
We will teach the ICC the full meaning of American resolve. pic.twitter.com/2egHK1jA98
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 13, 2026
A ofensiva amplia a postura do governo Donald Trump (Partido Republicano) contra o TPI. No início do 2º mandato, o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva que classificou como ilegítimas as ações da corte contra os EUA e Israel. A medida resultou em sanções contra funcionários do tribunal, incluindo o procurador Karim Khan e juízes envolvidos em investigações.
O TPI, sediado em Haia, foi criado pelo Estatuto de Roma, tratado de 2002 que permite a investigação de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. Os EUA não ratificaram o acordo, mas o tribunal já abriu investigações envolvendo países aliados de Washington, como Israel e Ucrânia.
Ainda não está definido como a campanha de Rubio afetará o funcionamento do tribunal. A administração Trump avalia ampliar as medidas contra a corte, incluindo possíveis sanções mais abrangentes.

COMMENTS