<!-- WP QUADS Content Ad Plugin v. 3.0.4 -->
<div class="quads-location quads-ad1" id="quads-ad1" style="float:none;margin:0px;">

</div>
<p></p>
<div>
					<span class="span-reading-time rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de Leitura: </span> <span class="rt-time"> 4</span> <span class="rt-label rt-postfix">minutos</span></span></p>
<p>Com o tema “<strong>Se precisar, peça ajuda</strong>”, a campanha Setembro Amarelo 2025 reforça a urgência de que o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/suicidio-prevencao" target="_blank" rel="noopener">suicídio</a> seja tratado como um grave problema de saúde pública. Além disso, os números são considerados alarmantes: mais pessoas têm a vida perdida a cada ano por suicídio do que o total de vítimas de HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios somados.</p>
<p>A cada 45 segundos, uma vida é interrompida no mundo. Já no Brasil, são registradas, em média, 38 mortes por dia, conforme dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>
<p>De acordo com Lucas Benevides, psiquiatra e professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), deve-se iniciar a prevenção distinguindo a tristeza passageira de um sofrimento mental persistente.</p>
<h4><strong>Sinais de alerta não devem ser ignorados</strong></h4>
<p>Segundo o especialista, campanhas de conscientização são vistas como fundamentais para reduzir o estigma. No entanto, o reconhecimento dos sinais de risco é apontado como ainda mais urgente. Nesse sentido, alterações repentinas de humor, isolamento social, falas sobre desejo de morrer e comportamentos impulsivos precisam ser observados com atenção imediata.</p>
<p>Por outro lado, Benevides ressalta que um avanço significativo já pode ser percebido: cada vez mais pessoas têm buscado ajuda e compartilhado suas experiências de forma aberta. Esse movimento, portanto, é considerado um passo essencial no enfrentamento do problema.</p>
<figure id="attachment_7817" aria-describedby="caption-attachment-7817" style="width: 452px" class="wp-caption aligncenter"><figcaption id="caption-attachment-7817" class="wp-caption-text">Isolamento social</figcaption></figure>
<p>“<strong>A tristeza geralmente tem um gatilho específico e tende a melhorar com o tempo ou com mudanças nas circunstâncias, enquanto o sofrimento mental pode persistir e afetar a qualidade de vida de maneira mais abrangente”</strong>, explica o docente.</p>
<blockquote>
<h4>“<strong>O suporte emocional e o encaminhamento para ajuda profissional muitas vezes começam por meio de familiares e amigos</strong>”, acrescenta.</h4>
</blockquote>
<h4><strong>Tratamento exige avaliação profissional</strong></h4>
<p>O tratamento adequado deve ser definido após uma avaliação clínica detalhada. Psicoterapia, medicamentos antidepressivos e estabilizadores de humor podem ser indicados.</p>
<blockquote>
<h4>“<strong>Terapia e medicação frequentemente funcionam melhor em conjunto, proporcionando estratégias de enfrentamento e correção de desequilíbrios químicos</strong>”, considera Benevides.</h4>
</blockquote>
<p>Nos casos de suicídio consumado, a terapia de luto, os grupos de apoio e o aconselhamento familiar são recursos que auxiliam os sobreviventes.</p>
<figure id="attachment_7818" aria-describedby="caption-attachment-7818" style="width: 399px" class="wp-caption aligncenter"><figcaption id="caption-attachment-7818" class="wp-caption-text">Em terapia</figcaption></figure>
<p>“<strong>Devemos sempre multiplicar essas iniciativas e fornecer ajuda e compreensão a quem precisa. O Estado também precisa aprimorar seu papel, garantindo financiamento adequado para a saúde mental e legislação que apoie o tratamento e a prevenção</strong>”, afirma o psiquiatra.</p>
<h4><strong>A urgência dos números no Brasil</strong></h4>
<p>O país registra em média 14 mil suicídios por ano, o que equivale a cerca de 38 mortes diárias. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio já aparece como a terceira ou quarta causa de morte, dependendo da fonte.</p>
<p>Entre adolescentes, o aumento é alarmante: de 2016 a 2021, a taxa cresceu 49,3% entre jovens de 15 a 19 anos e 45% entre os de 10 a 14 anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, mil crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos tiram a própria vida todos os anos no Brasil.</p>
<h4><strong>A ligação com a violência doméstica</strong></h4>
<p>A violência doméstica é apontada como um fator de risco que amplia a ideação suicida. O ciclo de tensão, agressão e “lua de mel” causa impotência, culpa, baixa autoestima, ansiedade, desesperança e depressão.</p>
<p>Estudos mostram que mulheres vítimas de violência doméstica têm até oito vezes mais risco de morrer por suicídio. No Brasil, 35% das mulheres já relataram ter sofrido violência física ou sexual por parceiros íntimos ou outras pessoas.</p>
<p>“<strong>Em contextos de violência, a percepção de que não há saída é tão forte que a própria vida se torna sinônimo de dor. O que essas mulheres querem é parar de sofrer e não acabar com a vida. Mas, não vendo outra solução para resolver o problema, morrer parece ser a única forma de parar de sofrer”</strong>, afirma a psicóloga clínica Luanna Debs.</p>
<blockquote>
<h4>“<strong>Quebrar o silêncio é o primeiro passo para encontrar um novo sentido – e pedir ajuda não é fraqueza, é resistência”</strong>.</h4>
</blockquote>
<h4><strong>A importância de falar e agir</strong></h4>
<p>O sofrimento psíquico muitas vezes é invisível. Uma pessoa pode aparentar estar bem, enquanto enfrenta pensamentos suicidas. Por isso, ações afirmativas são defendidas por especialistas.</p>
<p>Treinamentos para profissionais de saúde, educação e assistência social, bem como o fortalecimento das redes de apoio, são considerados medidas essenciais.</p>
<h4><strong>Onde buscar apoio</strong></h4>
<p>O <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://cvv.org.br/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Centro de Valorização da Vida (CVV)</strong> </em></a>oferece apoio emocional gratuito, 24 horas por dia, pelo número 188, além de chat, e-mail e Skype. O serviço realiza mais de 3 milhões de atendimentos por ano, com a colaboração de 3.500 voluntários.</p>
<p>Além disso, a<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1792711&;filename=LegislacaoCitada%20PL%204542/2019" target="_blank" rel="noopener"><em><strong> Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio</strong></em></a> determina que o poder público ofereça assistência psicossocial adequada.</p>
<p>A <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/ans/pt-br" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)</strong></em> </a>recomenda ações integradas em escolas, empresas e serviços de atenção primária. O Sistema Único de Saúde (SUS), por meio dos CAPS e iniciativas como o IdeiaSUS, também promove experiências exitosas de prevenção, com foco em jovens e adolescentes.</p>
<h4><strong>Um compromisso que deve ser diário</strong></h4>
<p>O Setembro Amarelo simboliza um alerta importante, mas o enfrentamento da crise em saúde mental precisa acontecer o ano inteiro.</p>
<p>Como lembra o presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran Gallo, ouvir sem preconceito e acolher com empatia pode salvar vidas – não apenas em setembro, mas nos 365 dias do ano.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<p>A importância de procurar ajuda.</p>
</p></div>
<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/quando-o-fim-da-dor-comeca-com-a-coragem-de-buscar-ajuda/">Fonte: Clique aqui</a></p>


As agências bancárias e instituições financeiras credenciadas começam a ofertar nesta segunda-feira (27), as linhas…
Tempo de Leitura: 6 minutosDurante décadas, as Hepatites Virais foram a principal preocupação dos hepatologistas…
Governo não testou impacto a longo prazo antes de aumentar mistura obrigatória de 30% para…
A Unidade Popular (UP) oficializou neste domingo (26) a candidatura de Samara Martins (UP) à…
Início » Ceni tranquiliza torcida sobre situação de Erick: ‘Não acho que seja grave’ "O…
As inscrições para a segunda edição de 2026 do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa…