O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), vive um momento de forte pressão política nos bastidores da corrida presidencial de 2026. Além de enfrentar resistência dentro do próprio partido, que ainda não confirmou oficialmente sua candidatura ao Palácio do Planalto, o mineiro também demonstra preocupação crescente com o ambiente de tensão envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Zema deixou o comando do governo mineiro para se dedicar ao projeto eleitoral nacional e intensificar as articulações para a disputa presidencial. Apesar disso, interlocutores próximos afirmam que o cenário político recente aumentou as incertezas em torno de sua permanência na corrida pelo Planalto.
Segundo aliados, o ex-governador tem demonstrado incômodo com reações de ministros do STF após críticas feitas por ele à atuação da Corte. Nos bastidores, o entendimento é de que manifestações de integrantes do Supremo, entre eles Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, ampliaram a pressão política sobre o presidenciável do Novo.
Pessoas próximas relatam que Zema chegou a comentar reservadamente sobre a possibilidade de reavaliar sua candidatura diante do ambiente de desgaste político e institucional. Integrantes do grupo político do mineiro, porém, tratam as declarações como um desabafo em meio ao momento de maior tensão.
Ao mesmo tempo, o ex-governador também enfrenta dificuldades internas dentro do Novo. Setores do Novo defendem uma análise mais cautelosa sobre viabilidade eleitoral, alianças e estratégia nacional antes da definição oficial do candidato à Presidência da República.

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