Resultado considera só os entrevistados que souberam da operação; 9,4% discordam, e 16,2% não sabem
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta 5ª feira (2.jul.2026) mostra que 74,3% dos entrevistados que disseram ter conhecimento da operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) acreditam que ele recebeu vantagens indevidas do Banco Master. Outros 9,4% disseram não acreditar, enquanto 16,2% afirmaram não saber.
A empresa perguntou: “Você ficou sabendo das investigações que envolvem o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, e o caso Banco Master?”. Eis as respostas dos entrevistados:
A Atlas/Bloomberg entrevistou 4.999 pessoas de 26 a 30 de junho de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026. O estudo custou R$ 75 mil e foi financiado com recursos próprios. Leia a íntegra do levantamento (PDF – 2,26 mB).
A pesquisa também perguntou apenas aos entrevistados que disseram ter conhecimento da operação: “Você acredita que Jaques Wagner recebeu vantagens indevidas do Banco Master?”. Eis as respostas dos entrevistados:
OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
Wagner foi alvo, em 18 de junho, da 9ª fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao Banco Master. O Supremo Tribunal Federal expediu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio do Banco Master, também foi alvo da operação.
Depois da ação da PF, Wagner deixou a liderança do Governo no Senado. A decisão foi anunciada em 24 de junho, depois de uma reunião com Lula. Na ocasião, o senador disse que sua prioridade era provar a inocência e se dedicar à campanha pela reeleição de Lula, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e à própria candidatura ao Senado.
O senador admitiu manter uma relação próxima com Augusto Lima, mas negou ter favorecido o Banco Master de forma ilícita. Em entrevista à Folha de S.Paulo, criticou a atuação da Polícia Federal e afirmou ter reclamado a Lula do que chamou de “espetacularização” e “patacoada” na operação.
A investigação também levou aliados a se manifestarem publicamente. Lula citou a amizade com Wagner durante evento em Alagoinhas (BA), em 1º de julho. Jerônimo chorou ao defender o senador em Barreiras (BA) e afirmou: “Nós confiamos em você”. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também declarou apoio a Wagner e disse acreditar que ele provará a inocência.
Apesar do desgaste político, Wagner segue entre os líderes na disputa por uma vaga ao Senado pela Bahia. Levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado em 1º de julho, mostra Rui Costa (PT) com 50,6% das intenções de voto, seguido por Jaques Wagner, com 36,7%.
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