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<p>Órgão pede que as autoridades brasileiras realizem uma investigação rápida, com o objetivo de ‘garantir responsabilização pelos fatos, interromper violações de direitos humanos e assegurar proteção a testemunhas’</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">EFE/EPA/LUKAS COCH AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA FORA</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/09/e2aa3136686affd8a06caf590aa647e92d359ce0-310x207.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/09/e2aa3136686affd8a06caf590aa647e92d359ce0-675x450.jpg"></source></source></picture><span class="image_credits">Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) expressa &#8216;profunda preocupação&#8217; com a operação policial mais letal já registrada no Brasil<br /></span></div>
<p><?xml encoding="UTF-8"???></p>
<p>O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (<strong>ONU</strong>), com sede em Genebra, divulgou nesta sexta-feira (31) uma nota oficial expressando “profunda preocupação” com a operação policial mais letal já registrada no <strong>Brasil</strong>, que deixou ao menos 120 mortos, entre eles quatro policiais, nas comunidades do Complexo do Alemão e do Complexo da Penha, ambos na zona norte do <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p>
<p>Na manifestação, os especialistas da ONU pedem que as autoridades brasileiras realizem uma investigação independente e rápida, com o objetivo de: ‘’garantir responsabilização pelos fatos, interromper violações de direitos humanos e assegurar proteção a testemunhas, familiares das vítimas e defensores de direitos humanos’’.</p>
<p>“Estamos particularmente preocupados com as represálias contra as famílias e testemunhas. As autoridades devem garantir sua vida, segurança e integridade pessoal, e impedir qualquer forma de intimidação, assédio ou criminalização”, afirmam os especialistas. “É responsabilidade das autoridades preservar o local para posterior exame forense”.</p>
<p>De acordo com o comunicado, a operação que foi denominada “Operação Contenção” e deflagrada no dia 28 de outubro de 2025, ‘’ atingiu comunidades habitada majoritariamente por pessoas negras e de baixa renda’’. Os relatores da ONU afirmam ter recebido denúncias de que corpos foram encontrados com as mãos amarradas e marcas de tiros na nuca, além de relatos de invasões domiciliares sem mandado judicial, prisões arbitrárias e uso de helicópteros e drones para efetuar disparos.</p>
<p>“A escala da violência, a natureza dos assassinatos relatados e as consequências para as comunidades pobres afrodescendentes que vivem em áreas periféricas urbanas expõem um padrão profundamente arraigado de policiamento racializado”, diz a nota.</p>
<p>No comunicado, os especialistas elencam uma série de medidas urgentes que o Brasil deve adotar. Entre elas:</p>
<ul>
<li> “Suspender operações com uso desproporcional da força, evitando novas mortes de civis;”</li>
<li> “Garantir proteção a testemunhas, familiares e defensores de direitos humanos contra retaliações e processos arbitrários;”</li>
<li> “Preservar provas e a cadeia de custódia em casos de homicídio;”</li>
<li> “Realizar investigações periciais independentes, conforme padrões internacionais;”</li>
<li> “Cumprir normas globais sobre o uso da força e punir adequadamente casos de abuso policial”;</li>
</ul>
<p>A ONU lembra que episódios de violência policial no Brasil já haviam sido motivo de alerta por parte de organismos internacionais de direitos humanos. “Este trágico acontecimento ressalta a necessidade urgente de o Brasil rever suas políticas de segurança, que continuam a perpetuar um modelo de violência policial brutal e racializada. As autoridades brasileiras devem romper com o legado de impunidade que caracterizou eventos semelhantes no passado”, alertam.</p>
<p>Em relatório divulgado em 2024, o mesmo grupo de especialistas destacou que a política de segurança pública brasileira se baseia em repressão, violência e “hipermasculinidade”, apontando que mais de seis mil pessoas morrem por ano em ações policiais, a maioria negra e moradora de periferias.</p>
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<p>“Essas mortes, muitas vezes em operações que visam ‘criminosos’, são generalizadas e sistemáticas, funcionando como uma forma de limpeza social contra grupos marginalizados”, afirmam os relatores.</p>
<p>As preocupações dos especialistas foram formalmente encaminhadas ao governo brasileiro por meio de uma carta. O documento que tem caráter público, solicita ao Brasil, informações sobre as medidas adotadas para garantir responsabilização, reparação e justiça às vítimas e seus familiares.</p>
<p><em>*Com informações da Agência Brasil<br /></em><em>Publicado por Nícolas Robert</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/onu-pede-investigacao-independente-sobre-operacao-no-rio-de-janeiro.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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