Categories: Política

O que é e como denunciar violência política de gênero

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>Em 4 de agosto&comma; a<a rel&equals;"nofollow noopener" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;planalto&period;gov&period;br&sol;ccivil&lowbar;03&sol;&lowbar;ato2019-2022&sol;2021&sol;lei&sol;l14192&period;htm"> Lei nº 14&period;192&sol;2021<&sol;a>&comma; que alterou o Código Eleitoral e tornou crime a violência política de gênero&comma; completou três anos&period; A lei estabelece regras jurídicas para prevenir&comma; reprimir e combater a violência política contra a mulher nos espaços e nas atividades relacionadas ao exercício de seus direitos políticos&period; A norma também assegura a participação de mulheres em debates eleitorais e criminaliza a divulgação de fatos ou de vídeos com conteúdo inverídico durante a campanha eleitoral&period;<img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;ebc&period;gif&quest;id&equals;1613656&amp&semi;o&equals;node" style&equals;"width&colon;1px&semi; height&colon;1px&semi; display&colon;inline&semi;"&sol;><&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a norma&comma; serão garantidos os direitos de participação política da mulher&comma; vedadas a discriminação e a desigualdade de tratamento em virtude de sexo ou de raça no acesso às instâncias de representação política e no exercício de funções públicas&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Considera-se violência política contra a mulher toda ação&comma; conduta ou omissão com a finalidade de impedir&comma; obstaculizar ou restringir os seus direitos políticos”&comma; diz a lei&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o Ministério Público Federal &lpar;MPF&rpar;&comma; do final de 2021 até o momento&comma; foram 215 casos de suposta prática de violência política de gênero acompanhados pelo <a rel&equals;"nofollow noopener" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;mpf&period;mp&period;br&sol;pge&sol;institucional&sol;gt-violencia-de-genero">Grupo de Trabalho &lpar;GT&rpar; de Prevenção e Combate à Violência Política de Gênero<&sol;a>&period; Entre os tipos de denúncias&comma; destacam-se ofensas&comma; transfobia&comma; agressões&comma; racismo&comma; violência psicológica&comma; sexual e moral&comma; entre outras&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No MPF&comma; o grupo de trabalho foi formalmente instituído pela Portaria PGE nº 7&comma; de 17 de junho de 2021&period; A página do GT reúne todas as representações enviadas pelo grupo aos procuradores eleitorais&comma; para que sejam analisadas e tomadas as providências cabíveis&period; <&sol;p>&NewLine;<p>A procuradora Raquel Branquinho&comma; coordenadora do GT&comma; diz que a Lei nº 14&period;192 é um marco porque a violência moral&comma; simbólica&comma; econômica&comma; verbal&comma; física&comma; sexual ainda não tinha uma definição&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Isso atrapalhava muito a defesa&comma; a prevenção&comma; o enfrentamento desses atos que&comma; em última análise&comma; afastam as mulheres de ocupar espaços de poder&comma; principalmente na vida política”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Essa lei vem conceituar a violência política de gênero como qualquer tipo de ato que&comma; por discriminação em relação ao gênero&comma; afaste ou dificulte o papel e o desenvolvimento das atividades políticas&comma; eleitorais e partidárias das mulheres nos espaços de poder&period; A violência política contra a mulher é qualquer ação ou omissão que tem a finalidade de impedir ou restringir os direitos políticos femininos nos espaços de poder&period; A lei transcende um aspecto eleitoral apenas&period; Ela é mais ampla&comma; vai tratar de combater a violência contra a mulher&period; É um instrumento que os operadores do direito podem usar como referência quando há discriminação&comma; de violação de direitos femininos”&comma; diz a procuradora&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No <em>site<&sol;em> do GT&comma; há orientações de como vários órgãos podem receber denúncias e representações de violência política de gênero&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Ali&comma; a gente tem um passo a passo para encaminhar ao Ministério Público Eleitoral pelas procuradorias regionais eleitorais&period; Na página da sala do cidadão&comma; do Ministério Público Federal&comma; já recebemos todo tipo de representação e encaminhamos a quem tem atribuição para isso&period; Além das páginas dos tribunais regionais eleitorais&comma; nas procuradorias regionais&comma; qualquer cidadão e vítima tem que ter noção de que é um tipo penal específico o crime de violência política&comma; que é o artigo 326 B do Código Eleitoral&period; É um crime federal&comma; então pode procurar a Polícia Federal&comma; o Ministério Público&period; Quem representar vai receber um número para acompanhamento&comma; para onde foi encaminhada a representação&comma; quais são as providências que estão sendo adotadas&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>Qualquer tipo de violência&comma; principalmente contra candidatas ou detentoras de mandato eletivo&comma; caracteriza crime de violência política de gênero&comma; com pena de um a quatro anos de prisão&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Quando a gente recebe uma representação&comma; encaminha para quem vai ter atribuição de investigar aquele caso&comma; Ministério Público Eleitoral com a polícia&period; Ali se abre uma investigação ou&comma; dependendo da situação&comma; pode até apresentar ao Poder Judiciário diretamente&comma; se já tiver as provas&period; A partir dessa representação e da investigação&comma; é feita uma denúncia&period; Os juízes vão analisar&comma; abrir oportunidade para o agressor fazer sua defesa e o processo vai tramitar&comma; é um processo criminal&comma; como já tem ocorrido em diversas situações&comma; inclusive com condenações&period; Nós também&comma; pelo GT&comma; temos estimulado muito a realização de provas de uma forma mais rápida&comma; porque muitas das agressões são feitas por mídias sociais ou por meios eletrônicos que requerem procedimento pericial mais rápido e eficiente a fim de caracterizar quem está fazendo esse tipo de violência”&comma; afirma Raquel&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a procuradora&comma; o ataque à deputada Marina do MST&comma; em 12 de agosto do ano passado&comma; por bolsonaristas em Nova Friburgo&comma; na região serrana do Rio&comma; configura violência política de gênero&period; Marina estava na cidade para duas plenárias de prestação de contas de seu mandato&comma; uma no centro e outra no bairro Lumiar&period; Ela realizou plenária no centro da cidade&comma; mas quando chegou no bairro Lumiar&comma; a deputada e sua equipe foram agredidas fisicamente&comma; com pedras&comma; ovos e garrafas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Ofender&comma; atacar&comma; discriminar é uma violência política de gênero sem dúvida&period; Muitas vezes&comma; esses ataques são feitos em espaços de mídia ou nos espaços públicos&comma; com grande repercussão na sociedade&period; Isso estimula outras pessoas a criar uma rede de violência contra essas mulheres que ficam expostas&period; Isso é muito grave e leva à necessidade de elas terem restrição à sua própria liberdade do exercício da atividade política&comma; por não poderem se locomover de um local para outro nos seus espaços de trabalho com segurança e tranquilidade&comma; em razão dos estímulos desses tipos de ataque e discursos de ódio”&comma; diz a procuradora&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Eu considero que sofri uma violência política de gênero porque faço luta politica a minha vida inteira e sempre fiz coisas muito parecidas com o que a gente foi fazer lá&comma; uma plenária do mandato&period; Sempre fui a muitas comunidades dialogar com o povo e nunca havia acontecido algo parecido comigo&period; Fiz a denúncia na Delegacia de Crimes Raciais e Delito de Intolerância e no Ministério Público&period; Oito foram denunciados e três foram condenados a pagar cestas básicas”&comma; diz a deputada Marina&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As mulheres são 53&percnt; do eleitorado&comma; mas ocupam 15&percnt; das cadeiras na Câmara dos Deputados&comma; 12&percnt; do Senado&comma; 17&percnt; das câmaras municipais e 12&percnt; das prefeituras&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2024-09&sol;eleicoes-2024-o-que-e-e-como-denunciar-violencia-politica-de-genero">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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