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Nardes, do TCU, diz que fim da 6 X 1 pressiona a Previdência

PROJETOS INSTITUCIONAIS 0626 DIGITAL

Ministro do TCU afirma que redução da jornada tende a elevar custos das empresas, aumentar a informalidade e agravar o deficit previdenciário; também critica a governança do governo e cita R$ 22 bilhões sem prestação de contas na Cultura

O ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes, 73, afirmou que o fim da escala 6 X 1 pode agravar a situação da Previdência ao reduzir a rentabilidade das empresas e estimular vínculos informais de contratação.

Em entrevista ao Poder360, declarou que a mudança tende a pressionar ainda mais um sistema que ele fez questão de enfatizar ter tido deficit superior a R$ 400 bilhões em 2024.

A dificuldade será a seguinte: o empreendedor terá que diminuir o tempo de trabalho dos empregados e a rentabilidade será menor. Vai precisar de mais gente, mas com menos rentabilidade. Como consequência, as pessoas não vão empregar muito oficialmente. Vão fazer aquilo que já acontecia antes, que é o emprego disfarçado”, disse.

Assista à entrevista (43min45s): 

O ministro participa nesta 4ª feira (10.jun.2026) do julgamento das contas de 2025 do governo Lula. O relator do processo é Benjamin Zymler. Nardes afirmou que pretende concentrar sua manifestação nos temas de governança pública e sustentabilidade da Previdência.

Relator de discussões ligadas à implementação da reforma tributária no TCU, Nardes disse que a Corte terá papel central na fiscalização e na futura distribuição dos recursos arrecadados pelo novo sistema tributário. Segundo ele, a tarefa exigirá acompanhamento permanente devido à complexidade da nova estrutura. “Estou preparando uma resolução para mostrar como esse processo deve ser conduzido”, detalhou.

Durante a entrevista, o ministro afirmou que existem R$ 22 bilhões em recursos do Ministério da Cultura sem prestação de contas adequada. Disse que tentou ajudar o atual governo a implantar regras de governança no país, mas teve pouco sucesso. Disse que falta um “centro de governo” na Casa Civil. 

“Quando chegou o governo atual, procurei o Rui Costa, mas ele não deu importância para isso. Foi um desastre para o país ver o que aconteceu agora”, disse. 

Ao comentar as operações entre o banco público do Distrito Federal BRB e o Banco Master, disse que já havia indícios de problemas, mas que a dimensão do caso o surpreendeu. Disse que sua filha e ex-secretária de Governança e Compliance do Distrito Federal, Cristiane Nardes, foi demitida do governo da capital federal ao tentar implantar regras de transparência. 

Leia trechos da entrevista:

Poder360 – Qual é o papel da imprensa e dos órgãos de controle na fiscalização do uso dos recursos públicos?
Augusto Nardes A mídia exerce um papel importante no controle social. O que importa é estabelecer o máximo de conexões com a sociedade para que as pessoas saibam o que está acontecendo, porque, no fim, quem paga a conta é o cidadão. Hoje, cada brasileiro trabalha, no mínimo, cerca de 150 dias por ano para pagar tributos. Se as mudanças em discussão realmente alterarem a forma de funcionamento do Estado, esse número pode chegar a 200 dias. Nós somos prestadores de serviço. Eu, como agente público, e você, como jornalista, trabalhamos para manter a estrutura do Estado brasileiro. Por isso acompanho esse tema com atenção. Minha missão é garantir que o dinheiro público seja bem aplicado.

Sérgio Lima/Poder360 – 8.jun.2026

“A prestação de contas é o ponto máximo do trabalho do tribunal porque permite uma avaliação de toda a situação do país”, diz ministro Augusto Nardes. Nesta 4ª feira (10.jun), o TCU começa a julgar as contas de 2025 do governo Lula

Em 10 de junho serão julgadas as contas do governo federal. O que a gente pode esperar desse julgamento do ponto de vista técnico, do ponto de vista do TCU?
É um momento muito importante, talvez um dos mais importantes da história brasileira no que concerne ao controle. A prestação de contas é o ponto máximo do trabalho do tribunal porque permite uma avaliação ampla da situação do país. A sociedade precisa acompanhar o que o TCU está vendo. O trabalho é conduzido por auditores concursados e não sofre interferência política. Os auditores elaboram a análise técnica e a encaminham ao relator. Eu já fui relator no processo das contas da presidenta Dilma. Na época, avisei 3 vezes que as contas não estavam fechando e que o país perderia capacidade de atrair investimentos porque não estava sendo transparente sobre sua situação fiscal. As providências não foram tomadas e vimos o que aconteceu depois. Foi a primeira vez na história que uma prestação de contas sob minha relatoria não foi aprovada pelo TCU e seguiu para análise do Congresso Nacional. Analisar as contas da República exige grande capacidade técnica. Naquele período, identificamos gastos ilegais de cerca de R$ 40 bilhões e problemas em fundos de estatais e instituições públicas, com impactos que ainda atingem muitos trabalhadores e aposentados.

E na 4ª feira, como deve ser a avaliação?
Cada ministro apresentará sua avaliação sobre as contas a partir do voto do relator, ministro Benjamin Zymler. A tendência é fazermos críticas para que o governo melhore. Temos que criticar para aperfeiçoar o Estado. Por isso criei a regra de governança com indicadores de avaliação. Estou há 12 anos trabalhando nesse tema e continuarei defendendo medidas para melhorar a governança pública. Neste julgamento, por exemplo, vou abordar a situação da Previdência, que considero hoje o maior problema do país.

Sérgio Lima/Poder360 – 8.jun.2026

O ministro Augusto Nades, do TCU, diz que a redução da escala 6 X 1 vai encarecer os negócios no Brasil. “Como consequência, as pessoas não vão empregar muito oficialmente. Vão fazer aquilo que já acontecia antes, que é o emprego disfarçado. Ou não vão assinar a carteira de trabalho. Será trabalho informal”, disse

Piorou a situação?
O deficit continua alto. Não posso me antecipar em relação aos números deste ano, mas no ano passado foram R$ 430 bilhões negativos. Quem espera se aposentar e receber uma aposentadoria boa pode enfrentar dificuldades. Cada vez menos pessoas contribuem para sustentar o sistema, enquanto quem está empregado paga toda essa estrutura do Estado. O custo para o cidadão está cada vez maior. Para mim, a Previdência é o problema mais sério do país hoje. Mas também temos desafios importantes na infraestrutura. Por isso procuro auxiliar o governo, conversando com ministros e apresentando propostas de aperfeiçoamento.

O senhor tem origem política
Não podemos ignorar o outro lado. Recentemente me reuni com o ministro da Saúde para discutir melhorias na aplicação dos recursos que saem de Brasília e chegam aos municípios. Em muitos lugares, falta estrutura para atender a população e avançar na prevenção de doenças. Criamos indicadores para acompanhar esses resultados. O ministro está atento aos problemas e aberto ao diálogo. Apesar de ser contundente nas críticas, sempre busco o diálogo. No início do atual governo, tentei levar a tese da governança para ser implantada em toda a estrutura do Estado. Tivemos avanços em algumas áreas, mas a proposta não prosperou de forma ampla. Conversei três vezes com o ministro Rui Costa sobre o tema, mas não conseguimos avançar.

E nos governos anteriores?
O Michel Temer avançou bastante. Foi nesse período que busquei as melhores práticas do mundo para implantar no Brasil e aumentar a eficiência do Estado. O Estado não é eficiente porque não trabalha suficientemente com indicadores. Nós fazemos cerca de 500 perguntas a cada 2 anos.

Para cada ministério ou para o governo como um todo?
Para cada ministério. Assim conseguimos saber o que está funcionando e o que não está. Comecei esse trabalho lá atrás, quando o Mercadante era chefe da Casa Civil da presidente Dilma e eu era vice-presidente do TCU. Demos um salto importante. Hoje, o TCU é considerado um dos tribunais mais avançados do planeta.

Está fazendo a auditoria das contas da ONU, certo?
Sim. Foi um trabalho que começamos lá atrás.

O senhor mencionou que o fim da escala 6 X 1 pode impactar no volume de impostos pagos pelos trabalhadores e os problemas da Previdência. A redução da escala pode impactar negativamente a Previdência?
Com certeza. Nós teremos uma dificuldade cada vez maior porque as pessoas vão ter que trabalhar para pagar a Previdência, mas com uma rentabilidade menor para quem é empreendedor. A dificuldade será a seguinte: o empreendedor terá que diminuir o tempo de trabalho dos seus empregados e a rentabilidade será menor. Vai precisar de mais gente, aumentar o número de empregados, mas com menos rentabilidade. Como consequência, as pessoas não vão empregar muito oficialmente. Vão fazer aquilo que já acontecia antes, que é o emprego disfarçado. Ou não vão assinar a carteira de trabalho. Será trabalho informal.

Sérgio Lima/Poder360 – 8.jun.2026

“Se vão R$ 22 bilhões para a Cultura sem prestação de contas, está faltando dinheiro em outras áreas, como o agro. No Rio Grande do Sul, 37 agricultores já se mataram porque não conseguem pagar as contas com as taxas de juros altíssimas”, disse Augusto Nardes. Ele afirmou que está cobrando a prestação dessas contas

Tende a aumentar a pejotização, que não tem regime de Previdência?
A pejotização é uma das formas, mas o problema também é que vai ficar mais caro para o empregador. Ele terá menos horas de trabalho disponíveis, enquanto os custos aumentam. Isso vai criar dificuldades para o empreendedorismo. Vou dar um exemplo: os caminhoneiros. Às vezes, passam 10 dias viajando. O Brasil é imenso. Saem do Sul para o Nordeste ou para o Norte. Como vai fazer? Chega um momento em que já trabalharam mais do que a lei permite e terão de parar o caminhão. Vai acontecer o quê? Alguém terá de pagar por esse tempo parado. Vai ser o empresário.

O senhor avalia que há um problema de logística?
Sim. Alguém vai ter que pagar essa conta. E para onde vai esse custo? Para o consumidor. Vai aumentar o custo do transporte, impactar a inflação e a economia como um todo. Mas, sobretudo, a capacidade do Brasil de concorrer com outras nações. Perderemos competitividade. Será mais um desafio para um país que já tem problemas de transporte e estradas ruins.
Por isso a tese da governança é importante. Sem governança, não vejo futuro para o país. O que falta ao Brasil é um centro de governo. A Casa Civil não tem estrutura suficiente para tomar decisões nem avaliação de risco adequada. E tudo é centralizado lá. Eu tentei avançar com o Michel Temer e o Bolsonaro. Quando chegou o governo atual, procurei o Rui Costa, mas ele não deu importância para isso. Foi um desastre para o país ver o que aconteceu agora. Vou dar um exemplo: descobri que existem R$ 22 bilhões em gastos sem prestação de contas. São cerca de 30 mil projetos que não foram explicados.

Mas de quem? Da Casa Civil?
Não, da Cultura. Mas quem centraliza o governo é a Casa Civil. Se o processo prescreve, o pessoal não precisa prestar contas desses R$ 22 bilhões e fica por isso mesmo. É muito dinheiro. Agora fixei um prazo e vou tomar as medidas consequentes. Tenho que proteger a sociedade. Se vão R$ 22 bilhões para a Cultura sem prestação de contas, está faltando dinheiro em outras áreas, como o agro. No Rio Grande do Sul, 37 agricultores já se mataram porque não conseguem pagar as contas com as taxas de juros altíssimas. Isso é falta de centro de governo. O centro de governo precisa priorizar aquilo que é estratégico para o país. Temos potencial pelas terras que temos, pela chuva que temos e pela força do agro. É isso que mantém muitas cidades do interior de São Paulo e do Rio Grande do Sul. E o agro está numa situação dificílima. Vou analisar esses aspectos no meu voto. E o que a gente vê no âmbito nacional está ainda pior em Brasília.

O que está tão ruim em Brasília?
Falta governança. A cidade está envelhecendo no entorno e no centro também. O indicador de mortes no Plano Piloto está em mais ou menos 8,9 por 100 mil habitantes. Já no entorno, chega a 45. É muito violento. Tentei convencer Ibaneis da importância da governança, mas, quando chegou à transparência, ele não deu sequência. Minha filha trabalhou com ele e foi secretária de governo. Foi demitida quando bateu na transparência. Estava grávida. Brasília deveria ser modelo para o país, mas é uma cidade perigosa. E aqui tem dinheiro, mas está mal administrado. No transporte, as pessoas levam 2 ou 3 horas para chegar ao centro. Não há transporte coletivo adequado. Faço críticas contundentes porque esse é o meu trabalho.

Diante desse cenário, o senhor ficou surpreso com as notícias sobre os negócios do banco público de Brasília, o BRB, com os esquemas do Banco Master?
A gente já sabia o que estava acontecendo, mas não o tamanho. O que veio a público me surpreendeu, sim.
O governo estava sem uma estratégia adequada para lidar com obras atrasadas. A situação da saúde é grave. Recentemente morreu uma criança num bairro onde os porcos estão misturados com as crianças. É trágico. Fiz recentemente uma auditoria sobre a saúde em Brasília. Há especialidades que levam 5 anos para uma consulta. Para fazer um exame de holter, há filas de até 30 anos. A pessoa vai morrer sem conseguir fazer o exame. A saúde em Brasília deveria ser modelo, exemplo, mas é um fiasco. Tem dinheiro, mas falta capacidade organizacional. No ano passado, só foram gastos 56% do orçamento. O dinheiro está lá, mas não existe estrutura para executar. Ao mesmo tempo, há filas de anos para atendimento. Isso é falta de governança.

O senhor mencionou que sua filha foi secretária do governo e acabou demitida. Foi por tentar levar a bandeira que o senhor fala da governança?
É. Eu quero deixar isso como legado. Brasília seria o melhor modelo. Tinha que ser uma Singapura pelo volume de recursos que recebe. São R$ 75 bilhões. Só do governo federal, são R$ 28 bilhões que temos o compromisso de fiscalizar.
Eu ia voltar para a política, mas resolvi ficar. Acho mais importante continuar lutando pela governança. Meu nome foi cogitado para senador e governador, mas eu teria que abandonar Brasília e me dedicar a isso. Em vez disso, criei uma rede de governança. Tenho 600 voluntários que me ajudam a montar um projeto nacional. São pessoas com mestrado, doutorado e conhecimento em diferentes setores. Temos um trabalho para transformar o Brasil. Governança é o líder que direciona, avalia e monitora. É quem decide: o prefeito, o governador, o presidente. Se ele não tem noção do que é governança ou não conhece tecnicamente o que está ao seu redor, não consegue tomar decisões adequadas. Foi o que aconteceu na saúde em Brasília. Fiz de 8 a 10 palestras gratuitas para equipes do governo Ibaneis, tentando ajudar. O presente que recebi foi a demissão da minha filha, que já tinha experiência acumulada em governos anteriores. Ao votar, procure escolher bons representantes, porque serão eles que exercerão seus mandatos pelos próximos anos.

Qual avaliação que o senhor faz das eleições de 2026?
Estou com uma ideia. Vou falar com o presidente Vital do Rêgo sobre a possibilidade de chamar os candidatos a governador de Brasília e à Presidência para um debate no TCU. Seria algo inédito. É um momento importante e daríamos oportunidade para que os candidatos se manifestassem. Depois do STF, somos o tribunal mais importante da nação. Cuidamos das concessões de estradas, ferrovias, rodovias e energia. Tudo passa pelo TCU.

Sérgio Lima/Poder360 – 8.jun.2026

Augusto Nardes, 73 anos, foi deputado estadual no Rio Grande do Sul e deputado federal por 5 mandatos. É ministro do TCU desde 2005. Em 2015, relatou as contas da então presidente Dilma Rousseff, rejeitadas pelo tribunal por causa das pedaladas fiscais. Deverá se aposentar compulsoriamente ao completar 75 anos, em 2028

O Poder360 mostrou casos de falhas graves de gestão no SUS. Em um deles, um paciente chamado Antonio Carlos Marins esperou 7 meses por um medicamento ao qual tinha direito. Foram necessários três processos judiciais até que ele recebesse o tratamento. Quando o remédio chegou, o câncer já havia avançado e ele não resistiu. Por que situações como essa ainda acontecem com tanta frequência no Brasil?
Isso está acontecendo correntemente. Eu fiz uma auditoria sobre o câncer no Brasil. Isso ocorre porque não temos políticas preventivas e não temos governança. O que é governança? É fazer a prevenção, evitar que aconteça a morte desse cidadão que acabou falecendo. Como fazer isso? Com indicadores. Eu fui atrás e descobri que o trabalho de prevenção ao câncer não é estruturado. Analisei os indicadores e mostrei isso ao governo. Estou concluindo essa auditoria. O resumo que fiz sobre as doenças que levam ao óbito no Brasil mostra que o câncer é o problema mais impactante. Não é somente esse caso. Milhares de pessoas morrem por falta de uma política preventiva e de uma governança capaz de cumprir as obrigações do Estado brasileiro. Não vejo muitos avanços, mas vou continuar persistindo e perseverando para tentar convencer o governo de que é necessário investir em políticas preventivas e em governança.

E como isso pode ser feito no Estado?
Você vai avaliar se as pessoas estão trabalhando. Tem milhares de pessoas que ganham e não trabalham. Fui uma vez ao Rio e fiquei impressionado. Pessoas nos corredores, sem lugar para sentar. São empregados para fazer campanha e não para trabalhar. Isso é comum em muitas prefeituras e também no governo federal. Sabe quantos funcionários nós temos no Brasil? Somando os governos federal, estaduais e municipais, são perto de 12 milhões. Se somar os terceirizados, passa de 15 milhões. É muita gente. E quem está pagando essa conta? O cidadão.

O senhor relatou o processo da reforma tributária. Como está a avaliação?
Será o tribunal que vai fiscalizar. Espero que faça um bom trabalho. Estou preparando uma resolução para mostrar como esse processo deve ser conduzido. O Tribunal de Contas fará o cálculo da distribuição dos recursos que serão concentrados, em grande medida, em Brasília. É uma tarefa muito complexa e envolve grandes estruturas.

O senhor está com 73 anos e, em menos de 2 anos, vai se aposentar. Qual acredita ter sido sua maior contribuição para a arquitetura institucional do Brasil?
Eu trabalhei em projetos coletivos. Me importo com as pessoas e com os pequenos empresários. Fiz a Lei do Simples com a ajuda de vários deputados. Ninguém consegue nada sozinho. Também trabalhei na securitização e no alongamento das dívidas dos agricultores. Ao longo da minha trajetória, cheguei à conclusão de que falta governança no Brasil. É esse o legado que quero deixar. Se houver transparência, integridade e governança, com avaliação e monitoramento do uso dos recursos públicos, entregaremos mais resultados para a sociedade. Governança é entregar resultado para a população, não para quem desvia dinheiro do povo.

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