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<p>Parente de um dos mortos afirma que havia ‘sinais de tortura’, como cortes de faca e decapitados: ‘Tinham corpos sem cabeça’</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">EGBERTO RAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/10/design-sem-nome-21-1-345x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/10/design-sem-nome-21-1-750x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, 132 pessoas morreram após a megaoperação contra o Comando Vermelho de terça-feira (28)<br /></span></div>
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<p>Os corpos encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia pela comunidade do Complexo da Penha, na zona norte do <strong>Rio de Janeiro</strong>, estavam amarrados e com marcas de facadas. O <b>Estadão</b> presenciou ainda ao menos um corpo decapitado.</p>
<p>Segundo a Associação de moradores da Penha, 72 corpos foram levados à Praça São Lucas. A associação conta com o apoio da OAB para fazer a contagem oficial. Ao menos dez carros deixaram a Praça para levar os corpos ao IML.</p>
<p>De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, 132 pessoas morreram após a megaoperação contra o Comando Vermelho de terça-feira (28). O balanço do governo do Rio, até a tarde de terça, contabilizava 64 mortes. Entretanto, nesta quarta (29), <strong>Cláudio Castro</strong> afirmou que oficialmente, foram contabilizados 58 mortes, sendo 4 policiais. Ele admitiu que o número irá mudar e só será definitivo após o término do trabalho da perícia.</p>
<h3><b>‘Corpos com marcas de faca’</b></h3>
<p>Uma parente de um dos mortos, que preferiu não ser identificada, afirmou ao <b>Estadão</b> que havia corpos com “sinais de tortura”, como cortes de faca e decapitados. “Tinham corpos sem cabeça, com marcas de faca”, disse a moradora. A reportagem presenciou ao menos um corpo sem cabeça. “Não tinha necessidade de fazerem isso. Muita gente morreu. Eles só vêm para matar”, afirmou outra moradora.</p>
<p>Um grupo de moradores subiu para a mata, onde, segundo eles, haveria mais corpos. O objetivo seria identificar e retirar os que ainda se encontram na mata que divide o Complexo da Penha do Complexo do Alemão.</p>
<p>Ao <b>Estadão</b>, em frente à fila de corpos, moradores relataram o desespero e a dor de encontrar parentes entre as vítimas. “Ninguém nunca viu no Brasil o que está acontecendo aqui”, afirmou a moradora que se identificou apenas pelo nome de Jéssica.</p>
<p>“Vou falar o quê? Vou falar o que eu estou perguntando para todos. Governador, me responde o que é certo para você? Isso aqui não é certo. Você mandou para fazer essa chacina. Isso aqui não foi operação, isso foi chacina”. “Você não aguentaria um dia do que o favelado vive. Aqui tem trabalhador, aqui tem guerreiro. Tem bandido, tem? Mas tem bandido melhor do que os de terno e gravata. Vocês matam com a caneta”.</p>
<p>O depoimento de Jéssica foi aplaudido por demais moradores da comunidade. Durante a entrevista, diversos moradores gritaram: “Toda vida importa”.</p>
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<h3><b>O que diz o governo do Rio</b></h3>
<p>O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse nesta quarta-feira que as únicas vítimas da megaoperação são os 4 policiais mortos. A declaração foi dada em entrevista coletiva, logo após a Defensoria Pública do Rio de Janeiro afirmar que há ao menos 132 mortos na ação contra o <strong>Comando Vermelho</strong> (CV).</p>
<p>Procuradas, a Polícia Militar e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro não responderam a tentativa de contato do <b>Estadão</b>. A Defensoria Pública do Rio apura possíveis violações na operação.</p>
<p><em>*Com informações do Estadão Conteúdo<br /></em><em>Publicado por Nícolas Robert</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/moradores-do-complexo-da-penha-relatam-que-corpos-estavam-amarrados-e-com-marcas-de-facadas.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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