Categories: Educação

Matrículas em creches avançam 11% em quase uma década

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;4 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>No Brasil&comma; em 2025&comma; 9&comma;4 milhões de crianças de 0 a 5 anos de idade estavam matriculadas em escolas ou creches&comma; de acordo com o módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios &lpar;Pnad&rpar; Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística &lpar;IBGE&rpar;&comma; divulgada em junho&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O <strong>levantamento mostra que o acesso à educação infantil de crianças de 0 a 3 anos no Brasil tem seguido tendência de crescimento desde 2016 e atingiu 43&comma;3&percnt; em 2025&comma; o maior percentual da série histórica &lpar;desde 2016&rpar;&comma; com cerca de 4&comma;5 milhões de bebês e crianças em creches&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>O resultado de 2025 representa avanço de 11&percnt;&comma; em relação a 2016&comma; quando o atendimento alcançava apenas 31&comma;8&percnt; das crianças&comma; e alta de 2&comma;2 pontos percentuais em comparação com 2024 &lpar;41&comma;1&percnt;&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Apesar dos avanços&comma; em todas as grandes regiões do país&comma; o indicador ainda permanece abaixo da meta de 50&percnt; de atendimento&comma; prevista para 2024 pelo Plano Nacional de Educação &lpar;PNE&rpar; que vigorou até dezembro de 2025&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Pela lei&comma; embora a matrícula em creche não seja obrigatória&comma; o atendimento às crianças de 0 a 3 anos é um direito assegurado ao cidadão&period; Portanto&comma; cabe ao poder público garantir a oferta desse serviço a partir da demanda por vagas existente para essa etapa da educação básica&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Vale destacar que o <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;planalto&period;gov&period;br&sol;ccivil&lowbar;03&sol;projetos&sol;ato&lowbar;2023&lowbar;2026&sol;2024&sol;pl&sol;pl-2614&period;htm" target&equals;"&lowbar;blank">novo PNE<&sol;a> ampliou a meta nacional de oferta de educação infantil para atender&comma; no decênio 2024-2034&comma; no mínimo 60&percnt; das crianças de 3 anos&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Análises e desafios<&sol;h2>&NewLine;<p> <strong>A Agência Brasil conversou com Natália Fregonesi&comma; coordenadora de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação&comma; organização da sociedade civil&comma; sem fins lucrativos e suprapartidária fundada em 2006&comma; sobre os índices educacionais divulgados em junho&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>A entidade atua para melhorar a qualidade da educação básica pública no Brasil e propor ao poder público a formulação e implementação de políticas educacionais eficazes&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Apesar de classificar a alta do atendimento das crianças de 0 a 3 como avanço importante&comma; a especialista aponta a necessidade de acelerar essa expansão das creches&period; Para Natália&comma; os desafios são mais planejamento&comma; financiamento adequado e gestão da oferta de vagas nas redes de ensino&period; <&sol;p>&NewLine;<p><strong>Natália Fregonesi destaca a importância do apoio técnico e financeiro aos municípios&comma; os principais responsáveis pela educação infantil&comma; por meio do regime de colaboração entre União&comma; estados e municípios&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Essa expansão precisa ser orientada pela demanda real das redes &lbrack;de ensino&rsqb; e deve priorizar a equidade na oferta&comma; além de garantir a qualidade das creches”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Na avaliação do Todos pela Educação&comma; o acesso a essa fase da educação básica deve ter ainda infraestrutura adequada&comma; propostas pedagógicas consistentes e profissionais valorizados e bem formados&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Pré-escola<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>A <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;biblioteca&period;ibge&period;gov&period;br&sol;index&period;php&sol;biblioteca-catalogo&quest;view&equals;detalhes&amp&semi;id&equals;2102286" target&equals;"&lowbar;blank">Pnad-Contínua Educação<&sol;a> revelou que&comma; em 2025&comma; a taxa de atendimento de crianças de 4 e 5 anos&comma; na pré-escola&comma; foi de 96&comma;1&percnt;&comma; o maior patamar já registrado no período 2016-2025 e bem próximo à universalização da oferta de vagas no país&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>A pré-escola&comma; destinada às crianças de 4 e 5 anos&comma; é obrigatória desde 2009&comma; a partir da <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;pesquisa&period;in&period;gov&period;br&sol;imprensa&sol;jsp&sol;visualiza&sol;index&period;jsp&quest;data&equals;12&sol;11&sol;2009&amp&semi;jornal&equals;1&amp&semi;pagina&equals;8&amp&semi;totalArquivos&equals;128" target&equals;"&lowbar;blank">Emenda Constitucional nº 59&sol;2009<&sol;a>&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O Todos Pela Educação destaca que cerca de 4&percnt; das crianças de 4 e 5 anos ainda permanecem fora da pré-escola&comma; o que representam cerca de 219 mil crianças sem aulas&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Entre os 20&percnt; mais ricos&comma; 0&comma;4&percnt; não está em sala de aula por causa de alguma dificuldade de acesso&comma; sendo esse percentual de 2&comma;5&percnt; entre os 20&percnt; mais pobres&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Desigualdades persistentes <&sol;h2>&NewLine;<p>Apesar dos avanços atestados pela pesquisa por amostragem&comma; persistem as desigualdades raciais&comma; socioeconômicas e regionais no acesso à educação infantil&comma; especialmente para as crianças mais pobres de 0 a 3 anos&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Segundo o levantamento oficial&comma; em 2025&comma; enquanto 14&comma;2&percnt; das crianças brancas e amarelas estavam fora da escola por esse motivo&comma; o percentual chegava a 19&comma;6&percnt; entre crianças pretas&comma; pardas e indígenas&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Quando observada a renda das famílias&comma; entre os 20&percnt; mais pobres&comma; 24&comma;2&percnt; das crianças não acessavam a escola por alguma dificuldade&comma; percentual quatro vezes superior ao registrado entre os 20&percnt; mais ricos &lpar;6&comma;4&percnt;&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>A coordenadora de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação defende que&comma; para superar as barreiras de acesso às vagas da educação infantil e garantir igualdade de oportunidades desde a primeira infância&comma; é preciso identificar vulnerabilidades socioeconômicas&comma; étnico-raciais e regionais&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É necessário um levantamento preciso da demanda para identificar as particularidades territoriais&comma; as das comunidades mais vulneráveis e&comma; dessa forma&comma; priorizar a abertura de vagas justamente nos territórios e para os grupos que enfrentam mais dificuldades de acesso”&comma; disse Natália&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Territórios desiguais<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Outro determinante das desigualdades de oportunidades de acesso à educação infantil é o território onde as crianças vivem com suas famílias&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Quando consideradas as unidades da federação&comma; a diferença entre o estado com maior e menor acesso é de 49 pontos percentuais&period; Enquanto Santa Catarina atende a 58&comma;4&percnt; das crianças de 0 a 3 anos em creches&comma; os estados da Região Norte apresentam os menores percentuais do país&comma; com destaque para o Amapá &lpar;9&comma;4&percnt;&rpar;&comma; Acre &lpar;19&comma;0&percnt;&rpar;&comma; Amazonas &lpar;20&comma;9&percnt;&rpar; e Roraima &lpar;22&comma;8&percnt;&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Natália avalia que é preciso um regime de colaboração federativa mais forte&comma; com maior apoio técnico e financeiro aos estados&comma; ao Distrito Federal e aos municípios que enfrentam os maiores desafios&comma; para garantir o direito à educação infantil&period;”<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Motivos de não frequência<&sol;h2>&NewLine;<p>&&num;8211&semi; <strong>Opção dos pais<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p><strong>Em 2025&comma; 64&comma;1&percnt; das crianças de 0 a 1 ano e 57&comma;1&percnt; daquelas com 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Esse foi o motivo mais citado em todas as grandes regiões brasileiras&period; O Centro-Oeste apresentou o maior percentual para crianças de 0 a 1 ano &lpar;73&comma;6&percnt;&rpar; fora da creche por decisão dos pais&comma; enquanto o menor foi registrado no Nordeste &lpar;58&comma;5&percnt;&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Para o grupo de 2 a 3 anos&comma; o maior percentual também foi observado no Centro-Oeste &lpar;65&comma;5&percnt;&rpar; e o menor&comma; no Norte &lpar;49&comma;4&percnt;&rpar;&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>A analista de políticas educacionais considera importante respeitar a decisão dos responsáveis&comma; mas recomenda que o poder público informe as famílias sobre os benefícios da educação infantil para o desenvolvimento da criança&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Natália afirma que a prioridade da autoridade nacional deve ser enfrentar a demanda represada&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Atualmente&comma; ainda são mais de 1&comma;7 milhão de crianças nessa situação em que as famílias querem uma vaga e não conseguem por alguma dificuldade de acesso”&period;&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p><strong>&&num;8211&semi; Falta de creches&comma; de vaga e idade da criança<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>O segundo motivo mais citado foi não ter escola&sol;creche na localidade&comma; falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O IBGE mostra que entre as crianças de 0 a 1 ano&comma; 28&comma;1&percnt; dos responsáveis apontaram esse fator&semi; entre as de 2 a 3 anos&comma; o percentual foi de 33&comma;4&percnt;&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>O Norte e o Nordeste foram as regiões mais afetadas por esse tipo de barreira&period; No Norte&comma; 35&comma;5&percnt; dos bebês e 44&comma;5&percnt; das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por esse motivo&comma; enquanto no Nordeste&comma; os percentuais foram 36&comma;1&percnt; e 37&comma;2&percnt;&comma; respectivamente&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Assim como na faixa etária de 0 a 3 anos&comma; o acesso à escola das crianças de 4 e 5 anos também apresenta grandes desigualdades entre os estados&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Em relação à taxa de atendimento das crianças de 4 a 5 anos&comma; o melhor resultado é no Piauí&comma; com 99&comma;4&percnt; delas nas escolas e&comma; no Ceará&comma; o registro é de 98&comma;9&percnt; de atendimento&period; No Amapá&comma; apenas seis em cada 10 crianças na mesma faixa etária frequentam a escola&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>O informe do IBGE sobre a PNAD-C observa que os dados demonstram maior deficiência na oferta de escola&sol;creche ou disponibilidade de vagas na educação infantil nessas regiões&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Compromisso Nacional <&sol;h2>&NewLine;<p>Para assegurar o acesso universal à educação infantil&comma; a partir do estímulo ao cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação &lpar;PNE&rpar; e das Diretrizes Operacionais Nacionais de Qualidade e Equidade para a Educação Infantil&comma; o Ministério da Educação &lpar;MEC&rpar; instituiu&comma; há um ano&comma; o <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;gov&period;br&sol;mec&sol;pt-br&sol;pnei&sol;conaquei" target&equals;"&lowbar;blank">Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil<&sol;a> &lpar;Conaquei&rpar;&semi;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Em 2026 e 2027&comma; os investimentos para implementação das ações serão de mais de R&dollar; 406 milhões nos estados e municípios que assinam um termo de compromisso para receber apoio técnico e financeiro da União&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>As ações do Conaquei incluem a expansão da oferta de vagas na educação infantil e a promoção da permanência de bebês e crianças na escola&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;educacao&sol;noticia&sol;2026-07&sol;matriculas-em-creches-avancam-11-em-quase-uma-decada">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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