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<p>Dor ao mastigar, estalos ao abrir a boca, sensação de cansaço na face e travamentos repentinos costumam ser tratados como desconfortos passageiros. No entanto, especialistas alertam que esses sintomas podem indicar uma sobrecarga na <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://bvsms.saude.gov.br/disfuncao-da-articulacao-temporomandibular-atm/" target="_blank" rel="noopener">articulação temporomandibular (ATM)</a>, estrutura responsável por funções essenciais, como falar, mastigar, bocejar e engolir.</p>
<p>Nos últimos anos, profissionais da saúde têm observado um aumento dessas queixas associado a fatores cada vez mais presentes na rotina moderna. Estresse contínuo, excesso de tempo diante das telas, noites mal dormidas, má postura e dificuldade de relaxar formam um cenário que mantém a mandíbula em tensão constante.</p>
<p>Segundo a fisioterapeuta Dra. Mariana Milazzotto, mestre em Ciências Médicas, a ATM está entre as regiões do corpo que mais sofrem os impactos da rotina acelerada.</p>
<p>“<strong>A mandíbula é muito sensível à forma como a pessoa vive. Estresse, cabeça projetada para frente, noites ruins, apertamento dentário e repetição de hábitos da boca criam um quadro de sobrecarga que o corpo nem sempre consegue compensar sem sintomas”,</strong> afirma.</p>
<figure id="attachment_10196" aria-describedby="caption-attachment-10196" style="width: 354px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-10196" class="wp-caption-text">Imagem: Magnífica</figcaption></figure>
<h4><strong>Sinais podem começar de forma discreta</strong></h4>
<p>De acordo com a especialista, o problema geralmente surge aos poucos. Um clique ao abrir a boca, rigidez ao acordar ou desconforto leve ao mastigar podem ser os primeiros indícios de que a articulação está sobrecarregada.</p>
<p>Com o passar do tempo, porém, o quadro pode evoluir para dor persistente, limitação de movimento, alteração na mordida e episódios de travamento.</p>
<p>“<strong>Nem todo estalo significa gravidade, mas quando ele se repete e vem acompanhado de dor, cansaço ao mastigar ou sensação de rigidez, a articulação já está mostrando que algo não vai bem</strong>”, explica Mariana.</p>
<p>Além disso, a fisioterapeuta destaca que a ATM funciona em conjunto com outras regiões do corpo. Face, pescoço, ombros e respiração precisam atuar em equilíbrio para evitar compensações musculares.</p>
<p>Por isso, hábitos posturais relacionados ao uso prolongado de celulares e computadores podem favorecer o problema. Quando a cabeça permanece inclinada para frente por muito tempo, a musculatura cervical entra em sobrecarga e altera o funcionamento da região facial.</p>
<figure id="attachment_10174" aria-describedby="caption-attachment-10174" style="width: 398px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-10174" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Bruxismo e tensão emocional aumentam o desgaste</strong></h4>
<p>Outro fator frequentemente associado às dores na mandíbula é o<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://bvsms.saude.gov.br/bruxismo-ranger-ou-apertar-os-dentes/" target="_blank" rel="noopener"> bruxismo</a>, condição caracterizada pelo apertamento ou ranger dos dentes. Muitas vezes, o comportamento acontece de forma involuntária, principalmente durante o sono.</p>
<p><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/regulamentacao/boletim-saude-e-economia-no-10.pdf" target="_blank" rel="noopener">Ansiedade</a>, tensão emocional acumulada e dificuldade de desacelerar costumam intensificar esse padrão. Como consequência, sintomas como dor de cabeça, fadiga facial e sensação de cansaço ao acordar aparecem com frequência.</p>
<p>Além disso, hábitos aparentemente inofensivos também contribuem para manter a ATM sob esforço contínuo. Entre eles estão roer unhas, mascar chiclete em excesso, apoiar o queixo com a mão, morder objetos e forçar a abertura da boca em bocejos ou mordidas grandes.</p>
<p>Para a psicóloga clínica Dra. Mirela Borges, especialista em burnout e esgotamento profissional, o problema vai além de episódios isolados de estresse.</p>
<p><strong>“O que aparece em muitos casos é um estilo de vida que mantém o corpo em estado de alerta constante. A pessoa passa o dia sendo estimulada por notificações, informação em excesso, cobrança, comparação e velocidade. O cérebro não encontra tempo para processar, desacelerar e realmente descansar”</strong>, afirma.</p>
<h4><strong>Corpo continua em alerta mesmo nos momentos de descanso</strong></h4>
<p>Segundo Mirela, o excesso de telas não afeta apenas pelo tempo de uso, mas pelo padrão contínuo de ativação mental que ele sustenta.</p>
<p>“<strong>O corpo deixa de alternar de forma saudável entre ativação e repouso. Ele continua ligado mesmo quando a pessoa tenta relaxar. E, quando esse padrão se torna crônico, a tensão começa a aparecer fisicamente: ombros contraídos, respiração curta e mandíbula pressionada”</strong>, explica.</p>
<p>Na avaliação da psicóloga, muitas pessoas entram em um ciclo silencioso de hiperestimulação. O dia começa com o celular e segue em ritmo acelerado, sem pausas reais para recuperação física e mental.</p>
<p>“<strong>A pessoa até para, mas não desacelera. O organismo permanece em vigilância”</strong>, diz.</p>
<p>Com o tempo, dores e travamentos podem deixar de ser sintomas isolados e se tornar sinais de esgotamento mais amplo.</p>
<p>“<strong>Dor, tensão e pequenos travamentos não são exagero nem fraqueza. São respostas coerentes de um organismo submetido à ativação constante, sem espaço suficiente de recuperação”</strong>, ressalta Mirela.</p>
<h4><strong>Quando procurar ajuda especializada</strong></h4>
<p>Para Mariana Milazzotto, um dos maiores problemas é a normalização desses sintomas. Muitas pessoas convivem diariamente com dor ao mastigar, estalos e tensão facial sem buscar avaliação profissional.</p>
<p>Os principais sinais de alerta incluem:</p>
<ul>
<li>travamento da boca aberta ou fechada;</li>
<li>dor intensa ao mastigar ou falar;</li>
<li>mudança súbita na mordida;</li>
<li>sensação de desalinhamento da mandíbula;</li>
<li>limitação para abrir a boca.</li>
</ul>
<p>Nesses casos, a recomendação é procurar atendimento especializado e evitar tentativas caseiras de <strong>“colocar a mandíbula no lugar”</strong>, já que a ATM é uma articulação delicada e cercada por músculos, ligamentos e nervos importantes.</p>
<p>Enquanto a avaliação profissional não acontece, algumas medidas simples podem ajudar a aliviar a sobrecarga:</p>
<ul>
<li>evitar mastigação forçada;</li>
<li>não insistir na abertura da boca;</li>
<li>relaxar ombros e pescoço;</li>
<li>aplicar compressa morna na lateral do rosto;</li>
<li>desacelerar a respiração;</li>
<li>reduzir hábitos repetitivos da boca.</li>
</ul>
<h4><strong>Tratamento envolve mudanças de hábitos e reeducação corporal</strong></h4>
<p>O tratamento varia conforme a causa e a intensidade dos sintomas. Em muitos casos, a abordagem inclui fisioterapia, reorganização de hábitos, manejo do estresse e acompanhamento odontológico.</p>
<p>Segundo Mariana, a fisioterapia busca identificar não apenas a dor, mas também o que mantém o padrão de sobrecarga.</p>
<p><strong>“Nem sempre a origem da dor está na mandíbula. Às vezes, ela está em uma cervical rígida, em um padrão postural repetido ou em tensão sustentada ao longo do dia. O tratamento não é apenas aliviar a dor, mas ensinar o corpo a funcionar com mais eficiência e menos compensação”</strong>, explica.</p>
<p>A especialista reforça ainda que prevenir novos episódios depende menos da busca por uma postura perfeita e mais da redução de excessos cotidianos. Dormir melhor, respeitar os limites da articulação, controlar o estresse e procurar ajuda ao primeiro sinal de piora ajudam a evitar a evolução do quadro.</p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/mandibula-travada-e-estalos-podem-revelar-excesso-de-estresse/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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