Autoridades de diversos países se manifestaram nas redes sociais após o ataque ocorrido durante um evento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste sábado (25) em Washington. O episódio, registrado durante o tradicional jantar com jornalistas, provocou a retirada imediata do republicano e mobilizou forças de segurança.
Entre as primeiras reações, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, condenou o ocorrido e afirmou que a violência não pode ser aceita em sociedades que defendem a paz. Já o governo do presidente argentino Javier Milei divulgou nota oficial classificando o episódio como um atentado, destacando a importância da rápida detenção do suspeito.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou estar aliviado com a segurança de Trump e dos demais presentes, ressaltando que a violência política não tem espaço em democracias. Na mesma linha, o premiê australiano Anthony Albanese elogiou a atuação das forças de segurança dos Estados Unidos.
Também se manifestaram líderes de outras potências globais. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, destacou que a violência deve ser condenada de forma inequívoca, enquanto o presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o ataque como inaceitável.
Na Ásia, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou que atos violentos não podem ser tolerados em nenhuma parte do mundo. Já o premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse estar profundamente chocado com o episódio.
Representantes europeus também reagiram. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, destacou que um evento voltado à imprensa não deveria se transformar em cenário de medo. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou que a violência não tem lugar na política, enquanto o presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou o caso como perturbador.
Outros líderes também se posicionaram, como o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, que defendeu a democracia e a convivência pacífica, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que afirmou estar chocado com a tentativa de assassinato. O premiê de Portugal, Luís Montenegro, ressaltou que democracias não podem tolerar violência política.
O ataque ocorreu durante o jantar anual com jornalistas setoristas, realizado no hotel Washington Hilton, com a presença de integrantes do alto escalão do governo, profissionais da imprensa e convidados. Um homem armado conseguiu furar o bloqueio de segurança, sendo rapidamente contido por agentes do Serviço Secreto após disparos.
Identificado como Cole Allen, de 31 anos, o suspeito foi detido no local. Segundo informações preliminares, ele portava armas de fogo e facas. O presidente afirmou acreditar que se trata de uma ação isolada.
Apesar do susto, Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e os demais presentes não ficaram feridos. Um agente do Serviço Secreto foi atingido, mas estava protegido por colete balístico e passa bem.
O caso segue sob investigação das autoridades norte-americanas, enquanto a repercussão internacional reforça o consenso entre líderes globais sobre a necessidade de combate à violência política.

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