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</div>
<p></p>
<p>O cardiologista passa a ocupar a 1ª cadeira da instituição; Lula, ministros do STF e do governo, empresários e artistas participaram da cerimônia realizada no Rio</p>
<div>
<p>O cardiologista <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Roberto Kalil Filho</span></span> tomou posse nesta 6ª feira (22.mai.2026), na presença de <span style="font-weight: 400;"><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://monitor.poder360.com.br/politicos-do-brasil/929674?ano=0" target="_blank" rel="noopener">Luiz Inácio Lula da Silva</a> </span>(PT), como integrante titular da <span style="font-weight: 400;"><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.anm.org.br" target="_blank" rel="noopener">ANM</a> </span> (Academia Nacional de Medicina). É a 1ª vez, que um presidente da República participa da cerimônia da instituição. Em seu discurso, Kalil defendeu o SUS (Sistema Único de Saúde), criticou a desinformação na área da saúde e afirmou que a medicina deve preservar seu caráter humanista mesmo diante dos avanços tecnológicos. <span style="font-weight: 400;">Leia a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://static.poder360.com.br/2026/05/discurso-kalil-academia-brasileira-medicina-22mai2026.pdf" target="_blank" rel="noopener">íntegra</a> do discurso de Kalil [PDF – 80kB]. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kalil criticou a espetacularização da medicina e alertou para os riscos da desinformação nos dias atuais por causa da rápida disseminação pela internet. Segundo ele, médicos precisam <em>“defender a ciência sem arrogância”</em> e <em>“combater a desinformação sem perder a capacidade de diálogo”</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O médico ainda afirmou que os avanços tecnológicos não substituem a dimensão humana da profissão. <em>“A tecnologia transforma a prática médica, e é magnífico que o faça. Mas não substitui a compaixão. Não substitui a escuta empática. Não substitui a responsabilidade moral diante do sofrimento alheio”</em>, disse.</span></p>
<p><strong>Assista ao vídeo da cerimônia (49min55s): </strong></p>
<div class="box-player box-player--printable"><a rel="nofollow" target="_blank" class="box-player__print-link" style="display:none" href="https://www.youtube.com/watch?v=vqUW-wPXfqg" target="_blank" rel="noopener"></a><amp-youtube data-videoid="vqUW-wPXfqg" layout="responsive" width="1000" height="563"></amp-youtube></div>
<h2><strong>Leia a íntegra do discurso: </strong></h2>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Com a devida licença, </span><span style="font-weight: 400;">na pessoa do excelentíssimo senhor presidente </span><span style="font-weight: 400;">da república, Luiz Inácio Lula da Silva, e na pessoa </span><span style="font-weight: 400;">do excelentíssimo senhor presidente da Academia </span><span style="font-weight: 400;">Nacional de Medicina, acadêmico Antonio Egídio N</span><span style="font-weight: 400;">ardi, cumprimento as distintas autoridades e os </span><span style="font-weight: 400;">ilustres convidados aqui presentes.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Onde quer que vá, entrarei para o bem dos doentes, </span><span style="font-weight: 400;">juramento de Hipócrates, século 5 a.C. V</span><span style="font-weight: 400;">inte e cinco séculos separam essas palavras desta </span><span style="font-weight: 400;">noite. E, no entanto, elas soam como se tivessem sido </span><span style="font-weight: 400;">escritas para este momento.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Atravessar o pórtico desta academia não é apenas cumprir </span><span style="font-weight: 400;">um rito; é renovar, diante dos pares mais ilustres da </span><span style="font-weight: 400;">medicina brasileira, o mesmo juramento que os médicos de </span><span style="font-weight: 400;">todos os tempos fizeram ao escolher esta profissão, </span><span style="font-weight: 400;">fazendo desta uma forma de vida.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Esta casa, fundada há quase dois séculos, existe para </span><span style="font-weight: 400;">guardar aquele juramento. garantir em cada geração que </span><span style="font-weight: 400;">a medicina brasileira tenha vozes capazes de lembrá-lo; </span><span style="font-weight: 400;">com rigor científico, autoridade ética e coragem </span><span style="font-weight: 400;">intelectual. V</span><span style="font-weight: 400;">ivemos um momento paradoxal. nunca a ciência avançou t</span><span style="font-weight: 400;">ão rapidamente.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Nunca fomos capazes de intervir com tamanha precisão. N</span><span style="font-weight: 400;">unca enxergamos tão fundo na biologia da vida. N</span><span style="font-weight: 400;">o entanto, algumas inquietações permanecem as mesmas </span><span style="font-weight: 400;">e atravessam a prática médica há séculos: a fragilidade </span><span style="font-weight: 400;">humana, a busca por sentido diante da dor e outros </span><span style="font-weight: 400;">sofrimentos ou a presença da solidão que maltrata.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“São aflições que, sabemos, nenhum algoritmo é capaz de </span><span style="font-weight: 400;">dissolver. A</span><span style="font-weight: 400;"> medicina não é apenas ciência sobre doenças. É, na sua </span><span style="font-weight: 400;">dimensão mais profunda, experiência humana diante da </span><span style="font-weight: 400;">incerteza.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Tentativa permanente de produzir luz. Estar presente </span><span style="font-weight: 400;">quando a dor atravessa a escuridão. levar conhecimento </span><span style="font-weight: 400;">onde há medo.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Sempre temos de recordar que ciência e humanismo nã </span><span style="font-weight: 400;">podem caminhar separados, se assim </span><span style="font-weight: 400;">o fosse, a medicina </span><span style="font-weight: 400;">perderia a sua alma.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Contudo, há momentos na vida de um médico em que o </span><span style="font-weight: 400;">tempo parece desacelerar. esta noite é um deles. A</span><span style="font-weight: 400;">o atravessar o anfiteatro Miguel Couto como novo </span><span style="font-weight: 400;">acadêmico desta casa quase bicentenária, sinto mais que a </span><span style="font-weight: 400;">emoção de uma conquista pessoal.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Sinto o peso de cada passo dado por aqueles que, desde </span><span style="font-weight: 400;">1829, compreenderam a medicina além de uma profissão. S</span><span style="font-weight: 400;">ouberam transformar o ato de cuidar em missão </span><span style="font-weight: 400;">dedicada, compromisso ético e incumbência científica.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Esta casa atravessou quase dois séculos mantendo </span><span style="font-weight: 400;">relevância intelectual, autoridade ética e </span><span style="font-weight: 400;">responsabilidade com o país.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Fundada sob a égide do império, e consolidada na </span><span style="font-weight: 400;">república, acompanhou epidemias, revoluções científicas </span><span style="font-weight: 400;">e transformações profundas da própria ideia de cuidar. E </span><span style="font-weight: 400;">hoje vive nesta época marcada pela velocidade da </span><span style="font-weight: 400;">informação e pela liquidez das certezas.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“A academia nacional de medicina é um raro espaço no qual </span><span style="font-weight: 400;">ainda se pensa com profundidade e onde o conhecimento </span><span style="font-weight: 400;">se amplia subordinado à ética.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Depois de mais de quatro décadas dedicadas ao cuidado de </span><span style="font-weight: 400;">pacientes, ao ensino e à pesquisa, ser acolhido por meus </span><span style="font-weight: 400;">pares nesta casa é uma das maiores honrarias de minha</span><span style="font-weight: 400;"><br /></span><span style="font-weight: 400;">trajetória. </span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Recebo esta distinção com profundo senso de </span><span style="font-weight: 400;">responsabilidade. A </span><span style="font-weight: 400;">medicina é uma obra inacabada.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Todo reconhecimento verdadeiro deve tornar-nos mais </span><span style="font-weight: 400;">conscientes de nossas obrigações, não das nossas </span><span style="font-weight: 400;">vaidades.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Se vi mais longe, foi por estar sobre os ombros de </span><span style="font-weight: 400;">gigantes.” Relembrava Isaac Newton, citando os </span><span style="font-weight: 400;">antigos.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Nenhum médico constrói sozinho uma trajetória sólida. S</span><span style="font-weight: 400;">omos formados pelos mestres que nos inspiram, pelas </span><span style="font-weight: 400;">instituições que nos acolhem e pelos pacientes que nos </span><span style="font-weight: 400;">ensinam o que nenhum livro alcança.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Reverencio, nesta noite, aqueles que ajudaram na minha </span><span style="font-weight: 400;">formação e a construir a instituição de onde provenho — </span><span style="font-weight: 400;">cito, em especial os professores Luiz Decourt, Euryclides </span><span style="font-weight: 400;">Zerbini, Giovanni Bellotti, Fulvio Pileggi e Adib Jateneobre, </span><span style="font-weight: 400;">seus ombros me apoio ao dar este passo.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Assumo a cadeira nº 1 da secção de medicina. E</span><span style="font-weight: 400;">la pertenceu a pessoas que não apenas exerceram a </span><span style="font-weight: 400;">medicina brasileira com excelência, mas a interpretaram </span><span style="font-weight: 400;">em seus diferentes tempos históricos.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“João Carlos Teixeira Brandão, Antônio Augusto Ferreira da S</span><span style="font-weight: 400;">ilva, Gilberto de Moura Costa, Artidônio Pamplona, R</span><span style="font-weight: 400;">aphael Garcia Pardellas, Lafayette Silveira Martins, R</span><span style="font-weight: 400;">odrigues Pereira, Pedro Alves da Costa Couto e José M</span><span style="font-weight: 400;">noel Jansen.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Todos compreenderam que a medicina ultrapassa os </span><span style="font-weight: 400;">limites do consultório, do hospital e mesmo da </span><span style="font-weight: 400;">universidade.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Cuidar da saúde também significa pensar o país. R</span><span style="font-weight: 400;">ecebo essa tradição com humildade e o desejo genuíno </span><span style="font-weight: 400;">de honrá-la e perpetuá-la.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“O patrono desta cadeira é o Dr. Joaquim Cândido Soares de M</span><span style="font-weight: 400;">eirelles.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Evocar seu nome é retornar ao desafio fundador: o brasil </span><span style="font-weight: 400;">precisaria, desde o princípio, da medicina não apenas </span><span style="font-weight: 400;">praticada, mas também pensada. Fo</span><span style="font-weight: 400;">rmado em paris, com duplo título de doutor em medicina e</span><span style="font-weight: 400;"> cirurgia. Vsionário e reformador, logo compreendeu </span><span style="font-weight: 400;">que a medicina do brasil deveria ser institucional, </span><span style="font-weight: 400;">científica e socialmente compromissada.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Contemporâneo das grandes epidemias que assolaram o R</span><span style="font-weight: 400;">io de Janeiro imperial, Joaquim Cândido não ficou à beira </span><span style="font-weight: 400;">do leito esperando que a ciência chegasse de fora, a</span><span style="font-weight: 400;">judou a construí-la aqui, com o que havia disponível e </span><span style="font-weight: 400;">com muito do que faltava.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Há, nessa escolha algo que admiro profundamente: a </span><span style="font-weight: 400;">coragem de realizar antes de se ter toda a certeza; </span><span style="font-weight: 400;">de fundar onde ainda não havia chão firme.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Ajudou a fundar a sociedade de medicina do Rio de Janeiro, </span><span style="font-weight: 400;">embrião desta academia, e defendeu a medicina como </span><span style="font-weight: 400;">instrumento de civilização, s</span><span style="font-weight: 400;">eu legado permanece atual.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Toda geração médica enfrenta o risco de se deslumbrar </span><span style="font-weight: 400;">excessivamente com a tecnologia e esquecer que o </span><span style="font-weight: 400;">verdadeiro centro da medicina é o ser humano.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“A tecnologia transforma a prática médica, e é magnífico </span><span style="font-weight: 400;">que o faça. mas não substitui a compaixão. N</span><span style="font-weight: 400;">ão substitui a escuta empática. N</span><span style="font-weight: 400;">ão substitui a responsabilidade moral diante do </span><span style="font-weight: 400;">sofrimento alheio. S</span><span style="font-weight: 400;">uceder ao acadêmico José Manoel Jansen representa, </span><span style="font-weight: 400;">para mim, grande honra.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Mestre da clínica médica e da pneumologia, Dr. Jansen </span><span style="font-weight: 400;">pertenceu a geração que compreendia a semiologia quase </span><span style="font-weight: 400;">como uma forma de arte intelectual.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Sua elegância, sobriedade e profunda valorização do </span><span style="font-weight: 400;">paciente como pessoa, deixaram marcas permanentes em s</span><span style="font-weight: 400;">eus alunos e colegas. A</span><span style="font-weight: 400;">ssumo esta cadeira comprometido em preservar esses </span><span style="font-weight: 400;">valores. T</span><span style="font-weight: 400;">ambém faço uma homenagem à memória do acadêmico</span><span style="font-weight: 400;"><br /></span><span style="font-weight: 400;">silvano raia, recentemente falecido.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Professor Silvano Raia foi pioneiro absoluto: um homem c</span><span style="font-weight: 400;">uja coragem científica abriu caminhos inéditos para a </span><span style="font-weight: 400;">medicina brasileira e mundial nos transplantes de </span><span style="font-weight: 400;">fígado. D</span><span style="font-weight: 400;">emonstrou que a verdadeira inovação exige muito mais do q</span><span style="font-weight: 400;">ue domínio técnico. E</span><span style="font-weight: 400;">xige a capacidade de imaginar aquilo que ainda não existe </span><span style="font-weight: 400;">e de persistir mesmo quando o futuro parece improvável.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Não por acaso intitulou seu último livro, publicado em </span><span style="font-weight: 400;">2025: “o impossível é apenas o começo.” A frase é quase uma </span><span style="font-weight: 400;">síntese de sua própria vida.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Agradeço aos acadêmicos que me introduzem nesta casa e </span><span style="font-weight: 400;">que, com tanta generosidade, me acolheram ao longo</span><span style="font-weight: 400;"><br /></span><span style="font-weight: 400;">desta caminhada: Alexandre Siciliano, Eliete Bouskela, F</span><span style="font-weight: 400;">rancisco Sampaio, Mônica Gadelha, Paulo Niemeyer Filho, T</span><span style="font-weight: 400;">arcísio de Barros Filho e especialmente o professor Ca</span><span style="font-weight: 400;">rlos Giesta.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Em diferentes momentos, cada um de vocês, assim como </span><span style="font-weight: 400;">todos os acadêmicos, tornou esta travessia mais leve e </span><span style="font-weight: 400;">significativa. Recebam minha gratidão, meu respeito e meu </span><span style="font-weight: 400;">afeto.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Faço um agradecimento especial ao meu paraninfo, o </span><span style="font-weight: 400;">acadêmico Fábio Biscegli Jatene.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Cirurgião admirado internacionalmente, professor </span><span style="font-weight: 400;">titular de cirurgia cardiovascular da Fmusp, mestre de </span><span style="font-weight: 400;">gerações e amigo querido, Fábio é a rara combinação </span><span style="font-weight: 400;">entre excelência técnica, liderança serena e profunda </span><span style="font-weight: 400;">humanidade.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Conheci o professor Fabio há cerca de 35 anos, e logo c</span><span style="font-weight: 400;">ompreendi algo que nunca mais me abandonou: os </span><span style="font-weight: 400;">pacientes talvez não consigam avaliar toda a dimensão t</span><span style="font-weight: 400;">écnica de um médico — mas reconhecem imediatamente </span><span style="font-weight: 400;">humanidade, atenção e dignidade no cuidado. E</span><span style="font-weight: 400;">ssa lição permanece comigo.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“E talvez seja justamente isso que faz dos médicos </span><span style="font-weight: 400;">referências duradouras: não apenas o que realizam com </span><span style="font-weight: 400;">as mãos ou com </span><span style="font-weight: 400;">inteligência, mas a confiança e a </span><span style="font-weight: 400;">esperança que despertam nos momentos de maior f</span><span style="font-weight: 400;">ragilidade. O</span><span style="font-weight: 400;">brigado, querido Fábio, pela amizade, exemplo e </span><span style="font-weight: 400;">generosidade que sempre marcaram sua presença na </span><span style="font-weight: 400;">minha vida.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Minha história confunde-se, em muitos aspectos, com a de </span><span style="font-weight: 400;">tantos médicos e pesquisadores brasileiros que </span><span style="font-weight: 400;">dedicaram suas vidas à construção da medicina em nosso </span><span style="font-weight: 400;">país.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Nasci em São Paulo, em 1959. Desde muito cedo soube que </span><span style="font-weight: 400;">seria médico, antes mesmo de compreender plenamente a </span><span style="font-weight: 400;">dimensão da profissão, intuía que a medicina era menos </span><span style="font-weight: 400;">uma escolha de carreira e mais uma forma de estar no </span><span style="font-weight: 400;">mundo.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Ao longo da vida profissional transitei entre a medicina </span><span style="font-weight: 400;">pública e a privada; entre a assistência, o ensino, a </span><span style="font-weight: 400;">pesquisa e a comunicação com a sociedade.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Cuidei de milhares de pessoas, de pacientes anônimos e de </span><span style="font-weight: 400;">figuras públicas, de jovens e de idosos, de pessoas simples </span><span style="font-weight: 400;">e de chefes de estado.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“A medicina me ensinou, repetidamente, que a doença possui </span><span style="font-weight: 400;">a capacidade impressionante de igualar todos os seres h</span><span style="font-weight: 400;">umanos em sua vulnerabilidade. D</span><span style="font-weight: 400;">iante do sofrimento, desaparecem cargos, títulos e </span><span style="font-weight: 400;">poder. O que permanece é a condição humana, o que </span><span style="font-weight: 400;">somos.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Aprendi que a medicina não se encerra nos consultórios </span><span style="font-weight: 400;">ou nos hospitais. M</span><span style="font-weight: 400;">édicos são chamados, cada vez mais, a ajudar a </span><span style="font-weight: 400;">sociedade a compreender riscos, medos, limites e </span><span style="font-weight: 400;">esperanças. E</span><span style="font-weight: 400;">m tempos de informação instantânea e desinformação </span><span style="font-weight: 400;">crescente, uma responsabilidade que exige equilíbrio </span><span style="font-weight: 400;">delicado.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“A medicina não pode se transformar em espetáculo. E</span><span style="font-weight: 400;"> não pode se afastar da sociedade. P</span><span style="font-weight: 400;">recisamos defender a ciência sem arrogância. C</span><span style="font-weight: 400;">ombater a desinformação sem perder a capacidade de d</span><span style="font-weight: 400;">iálogo. P</span><span style="font-weight: 400;">reservar o rigor científico sem abandonar a </span><span style="font-weight: 400;">sensibilidade humana. V</span><span style="font-weight: 400;">ivemos um momento contraditório.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Nunca tivemos tantos recursos diagnósticos e </span><span style="font-weight: 400;">terapêuticos, e nunca foi tão necessário reafirmar </span><span style="font-weight: 400;">princípios fundamentais. A </span><span style="font-weight: 400;"> inteligência artificial, a medicina de precisão e os </span><span style="font-weight: 400;">algoritmos ampliam nossas possibilidades.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Elas não substituem o juízo clínico ou a obrigação da </span><span style="font-weight: 400;">prática ética. A clínica permanece o centro moral da </span><span style="font-weight: 400;">medicina.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Talvez seja exatamente nesse espaço — entre conhecimento </span><span style="font-weight: 400;">e incerteza — que o ser médico continue sendo uma </span><span style="font-weight: 400;">atividade profundamente humana.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“O julgamento clínico é mais que o processamento de </span><span style="font-weight: 400;">dados. É presença. E</span><span style="font-weight: 400;"> é aqui que a academia nacional de medicina tem um papel i</span><span style="font-weight: 400;">nsubstituível. A</span><span style="font-weight: 400;">o nos aproximarmos do bicentenário desta instituição, </span><span style="font-weight: 400;">creio que a academia tem diante de si uma responsabilidade </span><span style="font-weight: 400;">que vai além do debate interno entre pares. O </span><span style="font-weight: 400;">país precisa de vozes que falem de ciência sem </span><span style="font-weight: 400;">demagogia. D</span><span style="font-weight: 400;">e saúde sem populismo.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“De medicina, como antes disse, sem espetáculo. Vozes que </span><span style="font-weight: 400;">defendam o sistema único de saúde e o direito universal à </span><span style="font-weight: 400;">saúde como imperativo ético. O</span><span style="font-weight: 400;">s jovens médicos precisam encontrar nesta casa mais </span><span style="font-weight: 400;">que prestígio, mas um espaço de interlocução. A</span><span style="font-weight: 400;">s universidades precisam encontrar parceria. O</span><span style="font-weight: 400;">s gestores públicos precisam encontrar evidência e</span><span style="font-weight: 400;"><br /></span><span style="font-weight: 400;">credibilidade científica.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“A sociedade precisa encontrar uma instituição disposta a </span><span style="font-weight: 400;">falar a verdade, mesmo quando ela é inconveniente. O</span><span style="font-weight: 400;"> brasil precisa voltar a ouvir mais a sua academia </span><span style="font-weight: 400;">nacional de medicina. e a academia precisa desejar </span><span style="font-weight: 400;">ocupar esse espaço, pelo compromisso com o país. C</span><span style="font-weight: 400;">iência sem ética é perigosa. tecnologia sem humanismo </span><span style="font-weight: 400;">é vazia.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“A história nos deu exemplos de ambos. a missão desta casa é </span><span style="font-weight: 400;">garantir que o progresso da medicina permaneça </span><span style="font-weight: 400;">servindo da vida humana. A</span><span style="font-weight: 400;">o assumir esta cadeira, coloco minha experiência clínica, </span><span style="font-weight: 400;">acadêmica e institucional integralmente à disposição </span><span style="font-weight: 400;">desta casa.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Comprometo-me a honrar sua tradição, fortalecer sua </span><span style="font-weight: 400;">presença pública e contribuir para que continue sendo </span><span style="font-weight: 400;">referência ética, científica e intelectual para o país.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Finalizo com gratidão. À </span><span style="font-weight: 400;">minha família, pelo amor e pelo apoio incondicional, </span><span style="font-weight: 400;">alicerce de tudo que construí. A</span><span style="font-weight: 400;">os meus mestres, que ajudaram a formar minha </span><span style="font-weight: 400;">consciência médica.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“A minha equipe, que divide comigo as responsabilidades, as </span><span style="font-weight: 400;">angústias e as alegrias desta profissão. A</span><span style="font-weight: 400;">os pacientes. sempre aos pacientes. foram eles, ao </span><span style="font-weight: 400;">longo de toda minha vida, meus maiores ensinantes.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“A caminhada que me trouxe até aqui também me permitiu c</span><span style="font-weight: 400;">onhecer mais profundamente a riqueza humana desta </span><span style="font-weight: 400;">academia. Sa</span><span style="font-weight: 400;">nto Agostinho escreveu: “ninguém ama aquilo que não c</span><span style="font-weight: 400;">onhece.”</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Hoje posso dizer que aprendi a amar esta casa porque tive a </span><span style="font-weight: 400;">oportunidade de conhecer os homens e mulheres que lhe </span><span style="font-weight: 400;">dão vida. M</span><span style="font-weight: 400;">esmo em tempos difíceis, diante das perturbações de cada </span><span style="font-weight: 400;">época, a medicina continua sendo uma das mais belas </span><span style="font-weight: 400;">formas de defesa da vida, da dignidade humana e da </span><span style="font-weight: 400;">esperança coletiva.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Parafraseando meu amigo Gilberto Gil, aqui presente, </span><span style="font-weight: 400;">termino com esperança.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Contra a treva física e moral, que haja ao menos a </span><span style="font-weight: 400;">chama de uma vela até chegarmos à luz do luar… …se a </span><span style="font-weight: 400;">noite inventa a escuridão, a luz inventa o luar. o olho da </span><span style="font-weight: 400;">vida inventa a visão: doce clarão sobre o mar.”</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">“Que eu sustente a dignidade da cadeira que hoje passo a </span><span style="font-weight: 400;">ocupar. </span><span style="font-weight: 400;">Muito obrigado”.</span></em></p>
<h2 data-reader-unique-id="72"><b data-reader-unique-id="73">PRESENTES NA CERIMÔNIA </b></h2>
<p data-reader-unique-id="74">Além de Lula, participaram também da cerimônia:</p>
<ul data-reader-unique-id="75">
<li data-reader-unique-id="76">Janja Lula da Silva – primeira-dama;</li>
<li data-reader-unique-id="77">Geraldo Alckmin – vice-presidente;</li>
<li data-reader-unique-id="78">Lu Alckmin – mulher do vice-presidente;</li>
<li data-reader-unique-id="79">Alexandre Padilha – ministro da Saúde;</li>
<li data-reader-unique-id="80">Alexandre Silveira – ministro de Minas e Energia;</li>
<li data-reader-unique-id="81">Nísia Trindade – ex-ministra da Saúde;</li>
<li data-reader-unique-id="82">Ricardo Couto de Castro – governador interino do Rio de Janeiro;</li>
<li data-reader-unique-id="83">Luis Felipe Salomão – vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça);</li>
<li data-reader-unique-id="84">Alexandre de Moraes – vice-presidente do STF;</li>
<li data-reader-unique-id="85">Viviane Barci de Moraes – advogada e mulher de Alexandre de Moraes;</li>
<li data-reader-unique-id="86">Eduardo Cavaliere – prefeito do Rio;</li>
<li data-reader-unique-id="87">Gilberto Kassab – presidente nacional do PSD;</li>
<li data-reader-unique-id="88">Moreira Franco – ex-governador do Rio de Janeiro;</li>
<li data-reader-unique-id="89">Aloizio Mercadante, – presidente do BNDES;</li>
<li data-reader-unique-id="90">Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay – advogado e articulista do <strong data-reader-unique-id="91">Poder360</strong>;</li>
<li data-reader-unique-id="92">José Seripieri Filho – dono da Amil;</li>
<li data-reader-unique-id="93">Gilberto Gil – músico e compositor;</li>
<li data-reader-unique-id="94">Flora Gil – empresária e mulher de Gilberto Gil;</li>
<li data-reader-unique-id="95">Jorge Moll – presidente do Conselho de Administração da Rede D’Or;</li>
<li data-reader-unique-id="96">Marco Aurélio Carvalho – advogado do Grupo Prerrogativas</li>
<li data-reader-unique-id="97">David Uip – médico infectologista</li>
</ul>
<h2 data-reader-unique-id="78"><strong data-reader-unique-id="79">CARREIRA</strong></h2>
<p data-reader-unique-id="80">Roberto Kalil Filho tem 66 anos. Nasceu em São Paulo, em 7 de julho de 1959. É um dos cardiologistas mais renomados e influentes do Brasil. Ocupa os cargos de presidente do Conselho Diretor do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www2.incor.usp.br/sites/incor2024/" data-mrf-link="https://www2.incor.usp.br/sites/incor2024/" data-reader-unique-id="81">InCor</a> , diretor-geral de cardiologia do hospital <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://hospitalsiriolibanes.org.br/" data-mrf-link="https://hospitalsiriolibanes.org.br/" data-reader-unique-id="82">Sírio-Libanês</a> e professor titular de cardiologia da <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www5.usp.br/" data-mrf-link="https://www5.usp.br/" data-reader-unique-id="83">USP</a>.</p>
<p data-reader-unique-id="84">Ao longo de sua carreira, Kalil tratou diversos presidentes da República, ministros, empresários e artistas. Costuma dizer que, como médico, não pode diferenciar um paciente pelo seu cargo.</p>
<p data-reader-unique-id="85">Graduou-se em 1985 em medicina na Universidade de Santo Amaro. Fez residência médica no Hospital das Clínicas e no Instituto do Coração, com especialização em clínica médica e em cardiologia. Depois dos 4 anos de residência, estudou nos Estados Unidos na Universidade <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.jhu.edu/" data-mrf-link="https://www.jhu.edu/" data-reader-unique-id="86">Johns Hopkins</a> por 3 anos, onde fez pesquisa básica e publicou trabalhos na área de doença coronária em revistas internacionais, concluindo seu doutorado e pós-doutorado.</p>
</p></div>
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		</script></p>
<p><a href="https://www.poder360.com.br/poder-saude/leia-a-integra-do-discurso-de-kalil-na-academia-nacional-de-medicina/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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