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Lei para motoristas de app pode mudar futuro do trabalho

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;4 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>Na próxima semana&comma; a Comissão de Indústria&comma; Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados deverá votar a proposta de lei complementar encaminhada pelo governo para regulamentar a relação de trabalho intermediado por empresas operadoras de aplicativos de transporte remunerado privado individual de passageiros em veículos automotores de quatro rodas&period;<img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;ebc&period;gif&quest;id&equals;1598671&amp&semi;o&equals;node" style&equals;"width&colon;1px&semi; height&colon;1px&semi; display&colon;inline&semi;"&sol;><&sol;p>&NewLine;<p>Os parlamentares deverão votar o substitutivo do <a rel&equals;"nofollow noopener" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;camara&period;leg&period;br&sol;proposicoesWeb&sol;fichadetramitacao&quest;idProposicao&equals;2419243">PLP 12&sol;2024<&sol;a>&comma; escrito pelo deputado Augusto Coutinho &lpar;Republicanos – PE&rpar;&comma; relator da matéria&period; O projeto original&comma; modificado por Coutinho&comma; foi apresentado pelo governo no começo de março&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego &lpar;MTE&rpar;&comma; a proposta que chegou no Congresso Nacional é fruto das discussões de grupo de trabalho &lpar;GT&rpar; criado em maio do ano passado pelo próprio MTE&comma; com a participação das empresas e de trabalhadores do setor&period; O PLP também estabelece &OpenCurlyDoubleQuote;mecanismos de inclusão previdenciária e outros direitos para melhoria das condições de trabalho&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo o parecer do deputado Augusto Coutinho&comma; o PLP reflete &OpenCurlyDoubleQuote;questões mais amplas sobre o futuro do trabalho&comma; a proteção dos direitos trabalhistas em uma economia cada vez mais digitalizada e a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a inovação tecnológica e os patamares mínimos de proteção social&period;”<&sol;p>&NewLine;<h2>Jurisprudência negativa <&sol;h2>&NewLine;<p>O impacto no futuro do trabalho é esperado até mesmo por quem não tem sua atividade alcançada diretamente pelo PLP&comma; como é o caso do SindimotoSP que representa motociclistas&comma; ciclistas e mototaxista intermunicipal do estado de São Paulo&period; Para o presidente da entidade&comma; Gilberto Almeida dos Santos&comma; se o projeto virar lei cria &OpenCurlyDoubleQuote;grande jurisprudência negativa” que &OpenCurlyDoubleQuote;vai arrastar todas as outras atividades que estão sucateadas e precarizadas pelos aplicativos&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>Para Santos&comma; a categoria não precisa da nova lei&period; Bastaria que as empresas de aplicativo cumpram a Lei 12&period;009&sol;2009&comma; sobre a atividades de motoboys e mototaxistas&semi; a Lei 12&period;436&sol;2011&comma; vedando o aumento de velocidade das entregas&semi; e a Lei 12&period;997&sol;2014&comma; que inclui o trabalho do motociclista como atividade perigosa na CLT&period; &OpenCurlyDoubleQuote;A legislação atual já seria suficiente&period; O PLP assegura menos direitos do que essas outras três leis&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>O sindicalista alerta para a possibilidade de que a nova legislação retire garantias e direitos aos trabalhadores como carteira de trabalho assinada&comma; férias remuneradas&comma; décimo terceiro salário&semi; recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço &lpar;FGTS&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Perda de autonomia<&sol;h2>&NewLine;<p>Não existe unanimidade entre trabalhadores sobre o PLP 12&sol;2024 e a regulamentação do trabalho para os aplicativos&period; Alguns&comma; como Gilberto Almeida dos Santos&comma; temia a perda de direitos e se retiraram das discussões no grupo de trabalho do MTE &period; Outros trabalhadores temem a perda de autonomia e tributação&period; &OpenCurlyDoubleQuote;A regulamentação vai estourar em dois bolsos&colon; no dos motoristas e no dos usuários”&comma; acredita o deputado Marcos Pollon &lpar;PL-MS&rpar; que se opõe à proposta&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em audiência pública para debater o PLP na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul &lpar;29 de maio&rpar;&comma; Pollon defendeu que &OpenCurlyDoubleQuote;se tiver regulamentação que seja apenas para assegurar aos motoristas autônomos as garantias no seu relacionamento com a plataforma&comma; para que não ocorram abusos e o piso não se torne teto&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>Para o parlamentar&comma; os trabalhadores terem os direitos de quem está empregado no mercado formal é &OpenCurlyDoubleQuote;uma fria&comma; uma gelada&period;” Antes de ser ovacionado por motoristas e seus representantes que acompanhavam a audiência&comma; Marcos Pollon afirmou que &OpenCurlyDoubleQuote;para cada salário que vocês recebam&comma; o empresário paga mais dois de impostos&comma; taxa&comma; tributo e coisa e tal&period;”<&sol;p>&NewLine;<h2>Perfis diferentes <&sol;h2>&NewLine;<p>A divisão de opinião dos trabalhadores pode ter a ver com os diferentes perfis que se dedicam ao trabalho&period; Segundo a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia &lpar;Abomitec&rpar;&comma; quatro de cada dez motoristas têm outra atividade e completam a renda atendendo passageiros de aplicativos&comma; enquanto seis de cada dez motoristas têm o trabalho com os apps como atividade principal&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A Abomitec&comma; que representa empresas de aplicativos de transporte&comma; defende a regulamentação conforme proposto pelo governo ao Congresso Nacional&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Trata-se de nova forma de trabalho intermediada por aplicativos&comma; que não se encaixa naqueles parâmetros previstos na CLT”&comma; disse à <strong>Agência Brasil<&sol;strong> André Alencar Porto&comma; diretor executivo da Abomitec&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A entidade empresarial criticou o texto substitutivo ao PLP 12&sol;2024&comma; apresentado pelo relator &&num;8211&semi; deputado Augusto Coutinho &lpar;Republicanos – PE&rpar;&period; Conforme nota&comma; o texto avançou &OpenCurlyDoubleQuote;sobre temas que não foram objeto de discussão no grupo de trabalho com os representantes dos trabalhadores e das empresas”&period; A entidade também pondera que a proposta pode aumentar &OpenCurlyDoubleQuote;a insegurança jurídica” e erra ao incluir &OpenCurlyDoubleQuote;dispositivos que promovem intervenção direta na operação das plataformas&comma; engessando diversas questões operacionais que podem afetar a qualidade do serviço&period;”<&sol;p>&NewLine;<h2>Ações civis<&sol;h2>&NewLine;<p>O Ministério Público do Trabalho já ajuizou 15 ações civis públicas contra as empresas que operam os aplicativos de mobilidade&period; Até o momento&comma; nenhuma teve julgamento final no Poder Judiciário&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na avaliação de Renan Kalil&comma; procurador do MPT&comma; há motoristas que &OpenCurlyDoubleQuote;entendem que as plataformas não permitem que façam um trabalho que de fato seja autônomo” e que têm a percepção de que as plataformas controlam o trabalhos que motoristas e entregadores realizam&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>Kalil assinala que o relacionamento entre empresas e trabalhadores de aplicativos conforma situações peculiares de patrão e empregado&period; Como ocorre&comma; por exemplo&comma; nas punições&comma; quando os trabalhadores deixam de aceitar a quantidade mínima de corridas que a plataforma considera ideal&semi; ou quando motoristas apresentam taxa de cancelamento maior do que a plataforma entende como aceitável&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;São punições que as empresas acabam aplicando diante de situações em que o motorista está se comportando fora do esquadro em que elas projetaram como ideal&period; O patrão tem o poder de avaliar&comma; o patrão tem o poder de punir&comma; não&quest;”&comma; pergunta o procurador&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Empresas de transporte <&sol;h2>&NewLine;<p>Para Renan Kalil&comma; está errado&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;do ponto de vista trabalhista tributário e do direito do consumidor”&comma; o fato de as empresas de aplicativos se identificarem como &OpenCurlyDoubleQuote;de tecnologia ou de intermediação”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Os clientes quando baixam o aplicativo&comma; não estão querendo um serviço de tecnologia&period; Eles estão querendo um serviço de transporte&comma; de entrega&period; E os trabalhadores&comma; quando se cadastram na plataforma&comma; não estão indo prestar um serviço de tecnologia&comma; mas um serviço de transporte de pessoas ou de entrega de mercadorias”&comma; diz Kalil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O procurador lembra que as empresas de mobilidade registram suas marcas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial &lpar;Inpi&rpar; &OpenCurlyDoubleQuote;como empresa de transporte”&comma; que deve respeitar legislação trabalhista existente para o setor&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Outro aspecto que deveria ser considerado na regulamentação&comma; na opinião do procurador&comma; é o fato de que o trabalhador não tem autonomia em relação às operadoras para executar a atividade&comma; para estabelecer o preço da corrida e nem para escolher passageiros&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;Se fosse autônomo&comma; ele não deveria ser punido por aceitar a corrida ou por cancelar”&comma; acrescenta Kalil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Após a tramitação do PLP 12&sol;24 na Comissão de Indústria&comma; Comércio e Serviços&comma; a proposta segue para a Comissão de Trabalho e&comma; posteriormente para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – todas na Câmara dos Deputados&period; Sendo aprovado nas comissões&comma; o PLP segue para o plenário da Casa&period; Aprovado&comma; o PLP segue para tramitação no Senado&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil<&sol;strong>&comma; o Ministro do Trabalho e Emprego&comma; Luiz Marinho defendeu a proposta encaminhada originalmente pelo governo e assegurou que os trabalhadores receberão melhor remuneração&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada&comma; motoristas e entregadores de aplicativos estão trabalhando mais e ganhando menos desde que as plataformas de mobilidade começaram a fornecer os serviços para os usuários&period; Entre 2012 e 2015&comma; os motoristas tinham rendimento médio mensal de R&dollar; 3&period;100&period; Em 2022&comma; o valor auferido era inferior a R&dollar; 2&period;400 &lpar;queda de 22&comma;5&percnt;&rpar;&period; No caso dos entregadores&comma; a redução da renda média foi ainda mais aguda em intervalo menor &lpar;- 26&comma;66&percnt;&rpar;&comma; de R&dollar; 2&period;250 em 2015 para R&dollar; 1&period;650 em 2021&period;<&sol;p>&NewLine;<p><em>&ast;Colaborou a repórter Sabrina Craide&period;<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2024-06&sol;lei-para-motoristas-de-app-pode-mudar-futuro-do-trabalho">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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