Juíza proibiu obras e instalações do Boulevard São João por risco de dano à população
A 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo suspendeu, nesta 4ª feira (27.mai.2026), o projeto da prefeitura da cidade, o Boulevard São João, inspirado na “Times Square”. A iniciativa previa a instalação de painéis luminosos em prédios no cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, no Centro da capital. Leia a íntegra (PDF – 35 kB).
A magistrada Celina Kiyomi Toyoshima proibiu o início de “quaisquer obras, instalações ou intervenções relacionadas ao projeto”. A iniciativa foi anunciada em abril pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A determinação abrange a montagem dos painéis nos edifícios Cine Paris República, Herculano de Almeida, Galeria Sampa e New York. Também impede projeções mapeadas no Edifício Independência II. A juíza fixou multa diária em caso de descumprimento.
A magistrada baseou a concessão da medida na “magnitude do projeto, o impacto na região, bem como o potencial dano à toda população”. A ação popular questionou a legalidade da iniciativa.
ENTENDA O PROJETO
A previsão era que os telões luminosos entrassem em operação entre o fim de agosto e o início de setembro. O Estado não tem envolvimento direto na iniciativa. A região recebeu o apelido de “Times Square paulistana” em referência ao ponto turístico de Nova York.
O projeto envolve um termo de cooperação técnica da Prefeitura de São Paulo com a Fábrica de Bares, responsável pela administração do Bar Brahma, que ficará encarregada pela restauração dos prédios e da região.
Em contrapartida, a empresa terá o direito de instalar 4 painéis na esquina das avenidas Ipiranga e São João. Nos LEDs, a proposta era que cerca de 70% do conteúdo fosse destinado a artes digitais e eventos culturais. Os outros 30% seriam destinados a conteúdo patrocinado.
A ideia é fechar a rua para veículos das 18h de sábado até as 23h de domingo. Na região, segundo a administração, seriam instalados pequenos palcos para apresentações musicais, além de espaços para pets com feira de adoção, feira gastronômica e artesanato.
O Poder360 procurou a assessoria da prefeitura de São Paulo por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar sobre a decisão da Justiça do Estado em barrar o projeto e se pretende entrar com recurso. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

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