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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Pablo Valadares / Câmara dos Deputados</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/02/foto-jp-2-12-345x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/02/foto-jp-2-12-750x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">Juíza do Trabalho aposentada e presidente da Associação Brasileira de Magistrados de Trabalho (ABMT), Cláudia Márcia de Carvalho Soares<br /></span></div>
<p><?xml encoding="UTF-8"???></p>
<p>Representante dos magistrados do Trabalho e defensora dos chamados penduricalhos na magistratura, a juíza <strong>Cláudia Márcia de Carvalho Soares afirmou que houve “distorção de conteúdo”</strong> de sua fala em sessão Plenária no Supremo Tribunal Federal, na quarta, 25, quando declarou que “o juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, o carro financiado, não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café”.</p>
<p>Em um único mês, dezembro passado, ela recebeu R$ 128.218,12. Em nota divulgada nesta sexta, 27, Cláudia Márcia afirma: “O montante reuniu parcelas de naturezas distintas, salário regular, décimo terceiro e passivos administrativos acumulados ao longo de décadas e pagos de forma parcelada, sempre com autorização do Conselho Superior da Justiça do Trabalho”.</p>
<p>Segundo ela, ‘a soma excepcional foi convertida em parâmetro habitual, o que não corresponde à realidade’.</p>
<p><strong>A manifestação de Cláudia Márcia no STF ganhou enorme repercussão</strong>. Nas redes, ela é alvo de críticas, ironias e memes. Na sessão do Supremo, que julga supersalários no funcionalismo, seis advogados fizeram uma defesa enfática de holerites que ultrapassam o teto constitucional, sobretudo no Judiciário. As sustentações foram apresentadas após a Corte levar ao plenário o julgamento da liminar do ministro Flávio Dino, que, segundo ele, pode pôr fim ao “Império dos Penduricalhos”.</p>
<p>Para a juíza aposentada, os exemplos sobre a necessidade dos magistrados de primeiro grau pagarem ‘tudo do bolso’ tiveram “finalidade exclusivamente didática”. “Ao circularem de forma isolada, fora do encadeamento argumentativo, produziram uma leitura que desloca o debate institucional para o campo individual”, afirmou.</p>
<p>Para Cláudia, “o mesmo ocorreu com a divulgação de valores recebidos em um mês específico, apresentados como se correspondessem à remuneração ordinária”.</p>
<p>A magistrada recebeu R$ 128.218,12 de rendimento líquido, em dezembro de 2025, porque, além do salário de R$ 42.749,56, <strong>acumulou R$ 46.366,19 em indenizações e R$ 39.102,37 em direitos eventuais.</strong></p>
<p><strong>Para a juíza do Trabalho, “os últimos tempos não foram de tanta glória, mas de preocupação para a magistratura</strong>“, segundo disse no Plenário do Supremo. “Os juízes não têm segurança jurídica. Um mês não sabe o que vai receber, outro mês não sabe se vai ‘cair’, vem uma liminar, vem outra”, arrematou na quarta-feira.</p>
<p>“Minha manifestação teve caráter estritamente técnico e associativo. Defendi que os graus da magistratura responsáveis pela maior carga processual do país e pelo contato direto com os conflitos sociais sejam considerados dentro de uma lógica estrutural coerente.”</p>
<p>Em defesa de seus proventos, Cláudia afirmou que “o montante reuniu parcelas de naturezas distintas, salário regular, décimo terceiro e passivos administrativos acumulados ao longo de décadas e pagos de forma parcelada, sempre com autorização do Conselho Superior da Justiça do Trabalho”.</p>
<p>Ela ainda enfatizou que “magistrados de primeiro e segundo graus exercem suas funções sob condições institucionais distintas daquelas existentes nas cortes superiores”.</p>
<p>“Trata-se de uma realidade administrativa objetiva, que precisa ser considerada em qualquer modelagem remuneratória séria. Não se discutiam benefícios pessoais, mas coerência sistêmica.”</p>
<p><em>*com informações do Estadão Conteúdo</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/juiza-que-ganhou-r-128-mil-em-um-mes-diz-que-teve-fala-sobre-penduricalhos-distorcida.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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