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					<span class="span-reading-time rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de Leitura: </span> <span class="rt-time"> 3</span> <span class="rt-label rt-postfix">minutos</span></span></p>
<p>A alta de uma UTI ou de um hospital de alta complexidade <strong>nem sempre representa o</strong> <strong>fim do tratamento</strong>. Pacientes que enfrentaram AVC, grandes cirurgias, traumas ou doenças complexas podem precisar de acompanhamento médico e reabilitação antes de voltar para casa.</p>
<p>Ainda pouco conhecido no Brasil, o <strong>hospital de transição</strong> ocupa esse espaço na jornada de recuperação. A proposta é oferecer cuidado intensivo e multiprofissional a quem já superou a fase aguda, mas ainda não recuperou segurança e autonomia para retomar a rotina.</p>
<p>Em Salvador, a Clínica Florence passa a adotar oficialmente a marca Florence ao completar nove anos. Fundada em 2017, a instituição foi o primeiro Hospital de Transição do Norte e Nordeste.</p>
<h4><strong>O que faz um hospital de transição?</strong></h4>
<p>O hospital de transição atende pessoas que superaram a fase aguda de uma doença. No entanto, elas ainda não podem retornar para casa com segurança.</p>
<p>Esses pacientes podem precisar de reabilitação intensiva, cuidados médicos contínuos e apoio de diferentes profissionais. Entre os perfis atendidos estão pessoas após AVC, traumas, grandes cirurgias e internações prolongadas em UTI.</p>
<p>No SUS, um modelo semelhante é previsto nas Unidades de Internação em Cuidados Prolongados e nos Hospitais Especializados em Cuidados Prolongados. Essas estruturas funcionam entre o hospital de alta complexidade e a atenção domiciliar ou básica.</p>
<figure id="attachment_11810" aria-describedby="caption-attachment-11810" style="width: 467px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11810" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Recuperação exige plano individualizado</strong></h4>
<p>No período entre a alta hospitalar e o retorno ao domicílio, o foco é recuperar funções comprometidas. Também é preciso preparar pacientes e famílias para os cuidados necessários em casa.</p>
<p>Quando integrado a um plano terapêutico individualizado e conduzido por equipe multiprofissional, o hospital de transição pode favorecer a recuperação funcional e a retomada da autonomia.</p>
<p>O modelo também pode ajudar a reduzir reinternações evitáveis. Os resultados, porém, dependem das necessidades e da evolução clínica de cada paciente.</p>
<p>Em um estudo de coorte histórica publicado em 2024 na revista científica Texto &; Contexto Enfermagem, pesquisadores acompanharam 684 adultos e idosos em um hospital terciário do Sul do Brasil. Entre os pacientes que tiveram seguimento após a alta, a taxa de reinternação em 30 dias foi de 19,7%, contra 28,7% no grupo sem acompanhamento.<br />A mortalidade no mesmo período também foi menor entre os pacientes acompanhados: 5,8%, contra 13,8%. O estudo aponta uma associação entre a continuidade do cuidado e melhores resultados. Isso não significa que todos os pacientes terão o mesmo desfecho.</p>
<h4><strong>Reabilitação e preparo da família</strong></h4>
<p>A assistência costuma envolver médicos, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutrição, psicologia e serviço social. Cada área atua conforme a necessidade do paciente.</p>
<p>Além da reabilitação, a família recebe orientações para lidar com a nova rotina. Essa preparação pode incluir cuidados com mobilidade, alimentação, medicações e uso de equipamento</p>
<figure id="attachment_11809" aria-describedby="caption-attachment-11809" style="width: 323px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11809" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<p>s.</p>
<p>Para famílias</p>
<p>que vivem esse momento, a orientação é conversar com a equipe do hospital de origem. A indicação para uma unidade de transição depende de avaliação clínica e do plano de cuidado.</p>
<h4><strong>Nova Fl</strong><strong style="font-size: 1.3em;">orence: Ma</strong><strong style="font-size: 1.3em;">turidade tradu</strong><strong style="font-size: 1.3em;">z modelo assistencial</strong></h4>
<p>A Florence afirma que a mudança de nome acompanha a maturidade alcançada pela instituição. A atividade assistencial, segundo a organização, permanece a mesma.</p>
<p>“Mais do que uma mudança de nome, essa evolução traduz com mais fidelidade quem somos: um hospital especializado na continuidade do cuidado. A Florence não está mudando o que faz. Estamos tornando mais claro o que somos. A marca evolui para refletir a maturidade da instituição e do modelo assistencial que ajudamos a consolidar no Brasil”, afirma o presidente da Florence, Dr. João Gabriel Ramos.</p>
<p>Além de Salvador, a Florence está presente em Recife desde 2021. Ao longo da trajetória, a instituição ampliou a atuação para atendimentos ambulatoriais e programas de gerenciamento do cuidado.</p>
<p>A Florence também mantém acreditação internacional da Joint Commission International (JCI). A certificação é voltada à qualidade e à segurança assistencial.</p>
<p>“Nossa missão permanece a mesma: oferecer o cuidado que o paciente ainda precisa antes de voltar para casa. Ao simplificarmos a marca para Florence, reforçamos nosso propósito e nossa posição como o primeiro Hospital de Transição do Norte e Nordeste”, conclui Dr. João Gabriel Ramos.</p>
<h4><strong>Quando o hospital de transição pode ser indicado?</strong></h4>
<p>A modalidade pode ser considerada quando o paciente:<br />• Já saiu da fase aguda da doença;<br />• Ainda precisa de reabilitação e acompanhamento clínico;<br />• Não <span style="font-size: 16px;">tem condições de retornar ao domicílio com segurança;</span></p>
<p>• Precisa que familiares ou cuidadores sejam preparados para a alta.</p>
<p>A avaliação deve ser feita pela equipe assistente. O encaminhamento também depende da cobertura do plano de saúde ou da disponibilidade na rede pública.</p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/hospital-de-transicao-ajuda-pacientes-a-retomar-autonomia-apos-internacao/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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